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Bicarbonato no equilíbrio ácido-base

Calcula o HCO3 estimado usando a equação de Henderson-Hasselbalch a partir do pH e pCO2.

Bicarbonato e equilíbrio ácido-base

O bicarbonato (HCO₃⁻) plasmático é o principal tampão extracelular, normalmente entre 22 e 26 mEq/L. A equação de Henderson-Hasselbalch relaciona pH, PaCO2 e bicarbonato: pH = 6,1 + log(HCO₃⁻ / (0,03 · PaCO2)). Valores < 22 indicam acidose metabólica; > 26, alcalose metabólica. Exemplo: pH 7,40 com PaCO2 40 mmHg gera HCO₃⁻ ≈ 24 — totalmente normal.

A compensação tem duas velocidades: a respiratória é rápida (minutos — o pulmão ajusta a PaCO2), enquanto a renal é lenta (horas a dias — o rim trabalha a reabsorção de HCO₃⁻ e a excreção de ácidos). Sempre interprete o HCO₃⁻ junto com pH, PaCO2 e ânion-gap para identificar distúrbios mistos.

Aplicações clínicas

Gasometria arterial em UTI e PS, diagnóstico de distúrbios metabólicos (cetoacidose diabética, acidose láctica, vômitos prolongados, diarreia crônica), monitoramento de terapia substitutiva renal, avaliação de intoxicações (salicilatos, metanol) e ajuste de bicarbonato endovenoso em DKA grave com pH < 6,9.

Perguntas frequentes

Diferença entre HCO₃⁻ e base excess padrão? O bicarbonato reflete o sangue atual; o base excess (BE) estima o componente metabólico já corrigido pela PaCO2. Os dois andam juntos, mas contam histórias diferentes.

Quando repor bicarbonato EV? Acidose metabólica grave com instabilidade hemodinâmica ou pH < 7,1, hipercalemia, intoxicação por tricíclicos. Na DKA de rotina, fluidos e insulina bastam.

Gasometria venosa e arterial dão o mesmo HCO₃⁻? Quase. O venoso fica em torno de 1–2 mEq/L maior que o arterial, útil como triagem quando a punção arterial não é viável.

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