Conversor Boost (Elevador)
Calcula a tensão de saída de um conversor CC-CC boost (elevador) em condução contínua, V_out = V_in ÷ (1 − D), a partir da tensão de entrada V_in e do ciclo de trabalho D (0 a 1). O resultado, em volts, é sempre maior que a entrada — o conversor boost eleva a tensão armazenando energia em um indutor e liberando-a em série com a fonte. Conforme D se aproxima de 1, a saída tende ao infinito (limitada pelas perdas reais). É usado em fontes que precisam elevar tensão (LEDs, baterias, correção de fator de potência) e em sistemas fotovoltaicos. Informe a tensão de entrada e o ciclo de trabalho.
Resultado
—
Conversor boost (elevador)
O conversor boost faz o oposto do buck: eleva uma tensão contínua. Sua relação em condução contínua é V_out = V_in ÷ (1 − D), onde D é o ciclo de trabalho. Como (1 − D) < 1, a saída é sempre maior que a entrada — e cresce rapidamente conforme D se aproxima de 1 (em D = 0,5 a saída dobra; em D = 0,8 ela quintuplica). O princípio é engenhoso: durante a parte 'ligada' do ciclo, a chave conecta o indutor à fonte, e ele armazena energia no campo magnético (a corrente cresce); durante a parte 'desligada', o indutor é conectado em série com a fonte de entrada, e sua tensão se soma à da fonte, empurrando energia para a saída através de um diodo, para um capacitor que sustenta a tensão elevada. Na teoria, D → 1 daria saída infinita, mas na prática as perdas reais (resistências, diodo) limitam o ganho a ~5-10× e a eficiência cai em ganhos altos. O boost é essencial sempre que se precisa de uma tensão maior que a fonte disponível: alimentar LEDs em série a partir de uma bateria de baixa tensão, correção de fator de potência (PFC) na entrada de fontes, elevar a tensão de painéis fotovoltaicos ou de uma única célula de bateria, e em sistemas de áudio e flash de câmeras. Informe a tensão de entrada e o ciclo de trabalho.
Ferramentas Relacionadas
Conversor Buck (Abaixador)
Calcula a tensão de saída de um conversor CC-CC buck (abaixador) em condução contínua, V_out = D × V_in, a partir do ciclo de trabalho D (0 a 1) e da tensão de entrada V_in. O resultado, em volts, é sempre menor ou igual à entrada — o conversor buck reduz a tensão de forma eficiente (sem dissipar o excesso, ao contrário de um regulador linear), chaveando rapidamente e filtrando com indutor e capacitor. Variar o ciclo de trabalho ajusta a saída de 0 a V_in. É a topologia mais comum em fontes chaveadas e reguladores de ponto de carga. Informe o ciclo de trabalho e a tensão de entrada.
Conversor Buck-Boost
Calcula a tensão de saída de um conversor CC-CC buck-boost em condução contínua, V_out = V_in × D ÷ (1 − D), a partir da tensão de entrada V_in e do ciclo de trabalho D (0 a 1). O resultado, em volts, pode ser menor (D < 0,5) ou maior (D > 0,5) que a entrada — o conversor buck-boost abaixa ou eleva a tensão conforme o ciclo de trabalho, com saída de polaridade invertida na topologia clássica. É usado quando a tensão de entrada pode variar acima e abaixo da saída desejada (baterias que descarregam, fontes universais). Informe a tensão de entrada e o ciclo de trabalho.
Corrente Eficaz de Onda Quadrada
Calcula o valor eficaz (RMS) da corrente de uma onda quadrada pulsante, I_rms = I_p × √D, a partir da corrente de pico I_p e do ciclo de trabalho D (fração do período em que a corrente flui). O resultado, em amperes, é a corrente eficaz que determina o aquecimento real (perdas I²R) de um componente que conduz em pulsos — como um transistor ou enrolamento em um conversor chaveado. Diferente do valor médio, o RMS é o que importa para dimensionar condutores, resistências e dissipação. Quanto menor o ciclo de trabalho, menor o RMS para a mesma corrente de pico. Informe a corrente de pico e o ciclo de trabalho.
Tensão de Saída PWM
Calcula a tensão média de saída de um sinal PWM, V_out = (duty ÷ 100) × V_sup, a partir do ciclo de trabalho (duty cycle, em %) e da tensão de alimentação V_sup. O resultado, em volts, é a tensão média efetiva entregue a uma carga (motor, LED, aquecedor) ao se chavear rapidamente a alimentação ligando e desligando. Variar o ciclo de trabalho de 0 a 100% varia a tensão média de 0 a V_sup, permitindo controlar potência sem dissipar energia em resistências — a base do controle de velocidade de motores e brilho de LEDs em microcontroladores. Informe o ciclo de trabalho e a tensão de alimentação.
Ondulação de Tensão de Saída
Calcula a ondulação (ripple) de tensão na saída de um conversor chaveado, ΔV = I ÷ (f × C), a partir da corrente de saída I, da frequência de chaveamento f e da capacitância do capacitor de saída C. O resultado, em volts, é a oscilação residual sobreposta à tensão CC de saída, causada pela carga e descarga do capacitor de filtro a cada ciclo de chaveamento. Maior frequência e maior capacitância reduzem o ripple. Manter a ondulação dentro de limites (tipicamente <1% da saída) é essencial para alimentar circuitos sensíveis. Informe a corrente, a frequência de chaveamento e a capacitância.
Temperatura de Junção
Calcula a temperatura de junção de um semicondutor de potência, T_j = T_a + P × R_th, a partir da temperatura ambiente T_a, da potência dissipada P e da resistência térmica total junção-ambiente R_th (°C/W). O resultado, em °C, é a temperatura interna do componente (junção do silício), que não pode ultrapassar o limite do fabricante (tipicamente 150 °C) sob pena de falha. A resistência térmica soma as etapas junção-encapsulamento, encapsulamento-dissipador e dissipador-ambiente. Reduzir R_th (dissipador maior, ventilação, pasta térmica) baixa a temperatura de junção. É o cálculo central do dimensionamento térmico de eletrônica de potência. Informe a temperatura ambiente, a potência dissipada e a resistência térmica.
Os resultados desta ferramenta têm caráter apenas informativo e educativo e não constituem aconselhamento profissional, financeiro, médico, jurídico, tributário ou contábil. Confirme decisões importantes com um profissional qualificado e fontes oficiais.