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Deformação Verdadeira

Calcula a deformação verdadeira (logarítmica), ε = ln(1 + e), a partir da deformação de engenharia e (adimensional ou em fração). Enquanto a deformação de engenharia usa o comprimento inicial como referência fixa, a deformação verdadeira integra as variações instantâneas de comprimento, sendo aditiva e mais adequada para grandes deformações plásticas, como em conformação mecânica (laminação, extrusão, trefilação). O resultado é a deformação real acumulada pelo material. Para pequenas deformações, ε ≈ e; a diferença cresce conforme a deformação aumenta. Informe a deformação de engenharia.

Resultado

Deformação verdadeira (logarítmica)

Quando um material é tracionado, há duas formas de expressar o quanto ele se deformou. A deformação de engenharia (e) usa sempre o comprimento inicial como referência: e = (L − L₀)/L₀. É simples, mas tem um problema em grandes deformações — ela não é aditiva: esticar de 1 para 1,5 e depois de 1,5 para 2 não dá a mesma deformação total que esticar direto de 1 para 2. A deformação verdadeira (ou logarítmica) resolve isso integrando as variações instantâneas de comprimento: ε = ∫dL/L = ln(L/L₀) = ln(1 + e). Como é uma soma de incrementos relativos, ela é aditiva e descreve corretamente o estado real do material. Por isso a deformação verdadeira é a grandeza usada em conformação mecânica — laminação, extrusão, trefilação, forjamento —, onde as deformações são enormes. Para deformações pequenas (até ~2–3%), ε ≈ e e a distinção é irrelevante; mas a 50% de deformação de engenharia, ε já é cerca de 0,405, uma diferença grande. Informe a deformação de engenharia para obter a verdadeira.

Ferramentas Relacionadas

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Tensão Verdadeira

Calcula a tensão verdadeira, σ_v = s × (1 + e), a partir da tensão de engenharia s (MPa) e da deformação de engenharia e. A tensão de engenharia usa a área inicial do corpo de prova, mas durante o ensaio de tração a seção real diminui; a tensão verdadeira corrige isso usando a área instantânea (assumindo volume constante na região uniforme), resultando sempre em valor maior que a de engenharia. É essencial para construir a curva tensão-deformação real e modelar o encruamento (σ = K·εⁿ). O resultado vem na mesma unidade da tensão de entrada. Informe a tensão de engenharia e a deformação de engenharia.

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Alongamento Percentual

Calcula o alongamento percentual, A% = (L_f − L₀) ÷ L₀ × 100%, a partir do comprimento inicial L₀ e do comprimento final L_f medido após a ruptura no ensaio de tração (reaproximando as duas metades do corpo de prova). O resultado, em %, é uma medida direta da ductilidade do material — quanto ele se alonga antes de romper. Aços dúcteis chegam a 20–40%; materiais frágeis, a poucos por cento. O alongamento depende do comprimento de medida adotado, por isso ele é sempre informado junto (ex.: A% em 50 mm). Informe os comprimentos inicial e final.

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Resistência à Tração por Dureza Brinell

Estima a resistência à tração (Rm) de um aço-carbono a partir da dureza Brinell, Rm ≈ 3,45·HB, em MPa. Há uma correlação empírica notavelmente robusta entre dureza e resistência nos aços, o que permite estimar a resistência por um ensaio de dureza — rápido, barato e quase não destrutivo — em vez do ensaio de tração. Útil em inspeção e controle de qualidade. Informe a dureza Brinell (HB).

Os resultados desta ferramenta têm caráter apenas informativo e educativo e não constituem aconselhamento profissional, financeiro, médico, jurídico, tributário ou contábil. Confirme decisões importantes com um profissional qualificado e fontes oficiais.