Dureza Vickers (HV)
Calcula a dureza Vickers, HV = 1,8544 × F ÷ d², a partir da carga aplicada F (kgf) e da média das diagonais da impressão d (mm) deixada por um penetrador piramidal de diamante de base quadrada (ângulo de 136°). O resultado, em kgf/mm² (HV), mede a resistência do material à penetração. O ensaio Vickers é versátil: a mesma escala serve de materiais moles a extremamente duros, e com cargas pequenas (microdureza) permite medir fases individuais, camadas finas e regiões próximas à solda. Informe a carga e a diagonal média da impressão.
Resultado
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Dureza Vickers (HV)
O ensaio de dureza Vickers pressiona contra o material um penetrador de diamante em forma de pirâmide de base quadrada (com ângulo de 136° entre faces opostas), sob uma carga conhecida, e mede as duas diagonais da impressão quadrada que fica marcada. A dureza é a carga dividida pela área da impressão: HV = 1,8544 × F ÷ d², com F em kgf, d (média das diagonais) em mm e o constante 1,8544 = 2·sen(68°). O resultado sai em kgf/mm². A grande vantagem do Vickers é a escala única e contínua: o mesmo penetrador e a mesma fórmula servem para materiais macios e para os mais duros, ao contrário de Rockwell (que usa várias escalas) ou Brinell (limitado em materiais muito duros). Com cargas pequenas — a microdureza Vickers — é possível medir a dureza de fases individuais da microestrutura, de camadas finas (nitretação, cementação) e de regiões muito próximas a um cordão de solda, mapeando a zona termicamente afetada. A impressão pequena e bem definida torna o método preciso, mas exige superfície polida e medição ao microscópio. Informe a carga e a diagonal média da impressão.
Ferramentas Relacionadas
Dureza Knoop (HK)
Calcula a dureza Knoop, HK = 14,229 × F ÷ d², a partir da carga F (kgf) e do comprimento da diagonal maior d (mm) da impressão romboidal alongada deixada por um penetrador de diamante Knoop. O resultado, em kgf/mm² (HK), é usado sobretudo em microdureza de materiais frágeis, revestimentos, vidros e cerâmicas, e em amostras finas: a impressão alongada e rasa do Knoop permite medir camadas estreitas e gradientes de dureza melhor que o Vickers, e é menos sensível a microtrincas. Informe a carga e a diagonal maior da impressão.
Resistência à Tração por Dureza Brinell
Estima a resistência à tração (Rm) de um aço-carbono a partir da dureza Brinell, Rm ≈ 3,45·HB, em MPa. Há uma correlação empírica notavelmente robusta entre dureza e resistência nos aços, o que permite estimar a resistência por um ensaio de dureza — rápido, barato e quase não destrutivo — em vez do ensaio de tração. Útil em inspeção e controle de qualidade. Informe a dureza Brinell (HB).
Calculadora tempo de construcao da piramide do Egito
Estima o tempo de construcao de uma piramide egipcia a partir do volume em metros cubicos e do ritmo medio diario de pedras assentadas pelos trabalhadores.
Alongamento Percentual
Calcula o alongamento percentual, A% = (L_f − L₀) ÷ L₀ × 100%, a partir do comprimento inicial L₀ e do comprimento final L_f medido após a ruptura no ensaio de tração (reaproximando as duas metades do corpo de prova). O resultado, em %, é uma medida direta da ductilidade do material — quanto ele se alonga antes de romper. Aços dúcteis chegam a 20–40%; materiais frágeis, a poucos por cento. O alongamento depende do comprimento de medida adotado, por isso ele é sempre informado junto (ex.: A% em 50 mm). Informe os comprimentos inicial e final.
Temperatura Ms de Início da Martensita (Andrews)
Calcula a temperatura Ms, o ponto em que a austenita começa a se transformar em martensita durante a têmpera, pela equação linear de Andrews: Ms(°C) = 539 − 423·C − 30,4·Mn − 17,7·Ni − 12,1·Cr − 7,5·Mo, com todos os teores em porcentagem em massa. Quase todo elemento dissolvido na austenita abaixa Ms — cobalto e alumínio são as exceções, e o sobem —, mas o carbono domina de longe: cada 0,1 % de carbono derruba Ms em 42 °C, quase 14 vezes o efeito do mesmo teor de manganês. Conhecer Ms define a temperatura do banho de martêmpera, indica se vai sobrar austenita retida à temperatura ambiente e prevê a severidade das tensões de têmpera, porque um Ms baixo faz a expansão da martensita acontecer tarde, com a peça já fria e rígida, e é aí que aparecem as trincas. A correlação é ajustada para aços de baixa liga, com carbono até cerca de 0,6 %, e a página recusa composições acima de 0,8 % de carbono, onde a extrapolação deixa de ter respaldo. Informe os teores de carbono, manganês, níquel, cromo e molibdênio.
Sobremedida de Contração
Calcula a dimensão do modelo (molde) considerando a contração de solidificação, dimensão = dimensão da peça × (1 + contração ÷ 100), a partir da dimensão final desejada da peça e do coeficiente de contração linear do metal (%). O resultado é a dimensão maior que o modelo deve ter para que, ao solidificar e resfriar, a peça contraia até a medida correta. Cada metal tem sua contração linear de solidificação: aço ~2%, ferro fundido cinzento ~1%, alumínio ~1,3%, bronze ~1,5%. Os modeladores usam réguas de contração ('réguas de fundidor') já dilatadas. Ignorar a contração resulta em peças menores que o especificado. Informe a dimensão da peça e o coeficiente de contração.
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