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Calculadora de MPLS Label Stack Bytes Overhead

Calcula overhead em bytes de uma pilha de labels MPLS empilhadas em um pacote IP.

Overhead da Pilha de Labels MPLS

Cada cabeçalho shim MPLS tem exatamente 4 bytes (32 bits), estruturado como 20 bits label + 3 bits EXP (Traffic Class) + 1 bit BoS (Bottom of Stack) + 8 bits TTL. Quando labels são empilhados, o overhead total é N × 4 bytes, onde N é a profundidade da pilha (normalmente 2 para L3VPN ou L2VPN: label de transporte externo + label VPN interno).

Um LSP (Label Switched Path) define o caminho fim a fim; os labels são distribuídos via LDP (RFC 5036) para caminhos que seguem o IGP ou via RSVP-TE (RFC 3209) para túneis com engenharia de tráfego. A arquitetura MPLS é definida na RFC 3031, e pseudowires para L2VPN seguem a RFC 4447 (PWE3).

Aplicações

O MPLS é a tecnologia de backbone dos core ISPs no mundo todo — incluindo Telefônica/Vivo, Embratel/Claro, Oi e TIM no Brasil — sustentando L3VPN (RFC 4364), L2VPN/VPLS, MPLS-TE para roteamento por caminho explícito e fast reroute (FRR) com failover sub-50ms. Habilita QoS via bits EXP e é a base do Segment Routing (SR-MPLS).

Perguntas frequentes

Por que o label tem só 20 bits? Vinte bits rendem 1.048.576 valores de label por LSR, suficiente para decisões de encaminhamento; valores 0–15 são reservados (ex.: 0 = IPv4 Explicit Null, 3 = Implicit Null para PHP).

O que é o bit BoS? Bottom of Stack — setado em 1 no label mais interno, indicando que os próximos 4 bytes são payload (IP, frame Ethernet etc.) e não outro cabeçalho MPLS.

Quantos labels podem ser empilhados? Não há limite rígido na norma, mas deploys práticos usam 2–5 labels; o Segment Routing pode empilhar mais (10+), exigindo hardware com profundidade de parsing adequada.

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