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Resistência ao Embutimento da Madeira (Pinos)

Calcula a resistência característica ao embutimento da madeira na direção paralela às fibras, para pinos metálicos, pela expressão f_h,0,k = 0,082·(1 − 0,01·d)·ρ_k, com o diâmetro do pino d em milímetros e a densidade característica da madeira ρ_k em kg/m³, devolvendo MPa. Embutimento é o esmagamento localizado da madeira sob o corpo do pino, e é ele — e não a resistência do parafuso — que normalmente governa a capacidade de uma ligação com cavilhas, pinos ou parafusos passantes, porque a madeira cede muito antes do aço. A expressão, adotada pelo Eurocode 5 e pela NBR 7190:2022, mostra que pinos maiores mobilizam uma tensão média MENOR: passar de 8 para 20 mm de diâmetro reduz a resistência ao embutimento em 13 %, o que na prática favorece muitos pinos finos em vez de poucos grossos, desde que os espaçamentos mínimos sejam respeitados. Ela é válida para pinos até cerca de 30 mm. Informe o diâmetro do pino e a densidade característica da madeira.

Resultado

Resistência ao embutimento da madeira em pinos metálicos

Quem dimensiona ligação de estrutura de madeira com cavilha, pino ou parafuso passante esbarra sempre na mesma grandeza: a resistência ao embutimento, o esmagamento localizado da madeira sob o corpo do pino. Ela é a entrada das equações de Johansen, que dão a capacidade da ligação, e é o número que decide se aquele nó de treliça precisa de quatro pinos de 12 mm ou de dois de 20 mm. Esta página resolve a expressão característica para a direção paralela às fibras a partir de duas entradas que o projetista já tem em mãos: o diâmetro do pino e a densidade característica da madeira.

A expressão é f_h,0,k = 0,082 · (1 − 0,01·d) · ρ_k, com d em milímetros, ρ_k em kg/m³ e resultado em MPa. O termo (1 − 0,01·d) traduz um fato de ensaio: pino grosso mobiliza tensão média menor, porque a distribuição de pressão sob o fuste fica menos uniforme. Com os valores padrão — pino de 12 mm e ρ_k = 350 kg/m³ — a saída é 25,26 MPa; o mesmo lenho com pino de 8 mm dá 26,40 MPa e com 20 mm dá 22,96 MPa, os 13 % de queda anunciados. Uma conferência independente: em d = 1 mm esta expressão dá 28,41 MPa e a equação separada de pregos sem pré-furação, 0,082·ρ_k·d^(−0,3), dá 28,70 MPa — 1 % de diferença entre dois ajustes distintos.

O valor é só paralelo às fibras. Carga inclinada em relação às fibras exige o fator k_90 e a composição do tipo Hankinson, que a página não faz — usar o valor paralelo num ângulo qualquer é inseguro. A expressão vale para pino ou parafuso em furo pré-executado, até cerca de 30 mm, e o campo recusa diâmetro maior. Prego cravado sem pré-furação segue outra equação: em 3,4 mm ela dá 19,88 MPa contra os 27,72 MPa desta, uma diferença de 28 % no lado contra a segurança. E ρ_k é densidade característica, o quantil de 5 %, não a média do seu lote. Por fim, a saída é uma resistência característica: ainda faltam k_mod, γ_M e o modo de ruína para chegar à capacidade da ligação.

Perguntas frequentes

Uso a densidade média ou a densidade característica?
A característica, ρ_k, que é o quantil de 5 % da distribuição e o valor que as tabelas de classe de resistência publicam. Ela costuma ficar em torno de 80 a 85 % da densidade média da mesma classe, então entrar com a média infla a resistência ao embutimento na mesma proporção e contamina toda a verificação da ligação.
Vale para prego cravado sem pré-furação?
Não. Prego sem pré-furação tem equação própria, f_h,k = 0,082·ρ_k·d^(−0,3), com dependência bem diferente do diâmetro. Para 3,4 mm em madeira de 350 kg/m³ ela dá 19,88 MPa, enquanto a expressão de pinos desta página dá 27,72 MPa. Usar o valor errado superestima a ligação em quase 30 %.
O resultado já é a capacidade da ligação?
Não. A página devolve uma linha, a resistência característica ao embutimento em MPa. Para chegar à capacidade ainda entram o momento de escoamento do pino, o modo de ruína de Johansen, a espessura das peças, o efeito de corda, o número efetivo de pinos da fila, os espaçamentos mínimos, o k_mod e o coeficiente de ponderação.

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Resistência de Cálculo da Madeira (kmod, NBR 7190)

Calcula a resistência de cálculo da madeira pela NBR 7190, f_d = k_mod1 · k_mod2 · k_mod3 · f_k / γ_w, em que os três coeficientes de modificação corrigem a resistência característica pela duração do carregamento, pela classe de umidade do ambiente e pela categoria da madeira, e γ_w é o coeficiente de ponderação do material. A madeira é o único material estrutural corrente cuja resistência cai com o TEMPO de aplicação da carga, e é isso que k_mod1 traduz: ele vale 1,10 para ação instantânea e apenas 0,60 para carga permanente, ou seja, a mesma peça vale quase o dobro sob impacto do que sob peso próprio. Na combinação mais comum de projeto — ação de longa duração (0,70), classe de umidade 1 ou 2 (1,00), madeira serrada de primeira categoria (1,00) e compressão paralela às fibras, com γ_wc = 1,4 — os fatores se cancelam de tal modo que a resistência de cálculo sai exatamente na metade da característica, atalho que vale a pena memorizar para conferir qualquer resultado. Informe os três coeficientes de modificação, a resistência característica e o coeficiente de ponderação.

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Número de Parafusos ao Cisalhamento

Calcula o número de parafusos necessários para resistir a uma força cortante, n = F ÷ (A·τ_adm), a partir da força cortante total a transmitir F (N), da área de cada parafuso A (mm²) e da tensão de cisalhamento admissível do material τ_adm (MPa). Em ligações estruturais e mecânicas solicitadas ao corte (emendas de vigas, ligações de treliças, flanges sob carga lateral, talas), distribui-se a força entre vários parafusos, cada um trabalhando ao cisalhamento. O número necessário é a força total dividida pela capacidade de corte de um parafuso (área × tensão admissível). O resultado é arredondado para cima, e na prática adota-se uma quantidade que também atenda a critérios de espaçamento mínimo entre parafusos, distância às bordas, e simetria da ligação. Este cálculo é a base do dimensionamento de ligações aparafusadas em estruturas de aço (onde compete com a soldagem) e em máquinas: define quantos parafusos e de que diâmetro são necessários. Há ainda outras verificações na mesma ligação: o ESMAGAMENTO da chapa (pressão de contato na parede do furo, que pode rasgar a chapa antes de o parafuso cisalhar), o rasgamento da borda e a resistência da própria chapa na seção líquida (descontando os furos). Mas o cisalhamento dos parafusos é o ponto de partida. Informe a força cortante, a área de cada parafuso e a tensão admissível.

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Resistência à Compressão de Caixa (McKee)

Estima a resistência à compressão vertical de uma caixa de papelão ondulado pela fórmula simplificada de McKee, BCT = 5,87 × ECT × √(espessura da chapa × perímetro da caixa), com o ECT — a resistência ao esmagamento de coluna medida na TAPPI T 811, equivalente à ISO 3037 — em newtons por milímetro e as duas dimensões em milímetros. O resultado, em newtons, é a carga que a caixa vazia suporta no ensaio de compressão de laboratório, com o papel condicionado a 23 °C e 50% de umidade relativa. Como a resistência cresce com a raiz do perímetro e linearmente com o ECT, dobrar o perímetro rende só 41% a mais, enquanto trocar a onda por outra de ECT 30% maior rende os 30% inteiros — reforçar o papel costuma valer mais do que mexer no formato. Para o empilhamento real em palete, divida o BCT por um fator de segurança de 3 a 5, que cobre a perda de rigidez com a umidade ambiente, a fluência do papelão ao longo de semanas sob carga e o desalinhamento entre caixas na coluna. Informe o ECT, a espessura da chapa e o perímetro da caixa.

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Temperatura de Junção

Calcula a temperatura de junção de um semicondutor de potência, T_j = T_a + P × R_th, a partir da temperatura ambiente T_a, da potência dissipada P e da resistência térmica total junção-ambiente R_th (°C/W). O resultado, em °C, é a temperatura interna do componente (junção do silício), que não pode ultrapassar o limite do fabricante (tipicamente 150 °C) sob pena de falha. A resistência térmica soma as etapas junção-encapsulamento, encapsulamento-dissipador e dissipador-ambiente. Reduzir R_th (dissipador maior, ventilação, pasta térmica) baixa a temperatura de junção. É o cálculo central do dimensionamento térmico de eletrônica de potência. Informe a temperatura ambiente, a potência dissipada e a resistência térmica.

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Garganta de Filete de Solda

Calcula a garganta efetiva de um filete de solda, a = 0,707 × z, a partir da perna (cateto) z do filete. Para um filete de pernas iguais, a garganta — a menor dimensão da seção resistente, medida da raiz à face — é igual à perna multiplicada por sen(45°) ≈ 0,707. O resultado, na mesma unidade da perna (mm), é a dimensão usada no cálculo de resistência da junta soldada, pois é por essa seção mínima que a solda tende a romper. Dimensionar a garganta corretamente garante que a solda suporte o esforço de projeto. Informe a perna do filete.

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Tensão de Cisalhamento em Parafuso

Calcula a tensão de cisalhamento em parafusos solicitados transversalmente, τ = F ÷ (n·A), a partir da força cortante total F (N), do número de parafusos (ou planos de corte) n e da área de cada parafuso A (mm²). Diferente das uniões tracionadas (em que o parafuso é apertado e a carga é axial), em uniões de CISALHAMENTO os parafusos resistem a uma força transversal que tende a deslizar uma peça sobre a outra (como em ligações estruturais de aço, talas de emenda, flanges sob carga lateral). A força é distribuída entre os parafusos e cada um trabalha ao corte — daí a tensão ser a força dividida pelo número de parafusos vezes a área. Pode haver corte SIMPLES (um plano de cisalhamento) ou DUPLO (dois planos, quando o parafuso atravessa três chapas), o que dobra a capacidade. A área usada depende de se o plano de corte passa pela parte rosqueada (usa-se a área de tensão) ou pela parte lisa do corpo (área do diâmetro nominal). A tensão de cisalhamento é comparada com a resistência ao cisalhamento do material do parafuso (tipicamente ~0,6 da resistência à tração). Em estruturas, distinguem-se ligações por contato (o parafuso trabalha ao corte/esmagamento) e por atrito (a pré-carga gera atrito que transmite a carga sem o parafuso cisalhar) — esta fórmula trata da resistência ao corte. Informe a força cortante, o número de parafusos e a área.

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