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Calculadora de Energia Potencial

Calcula a energia potencial gravitacional (Ep = m g h) com m em kg, g (padrão 9,80665) e altura h em metros.

Ep = J

Energia potencial: gravitacional e elástica

A energia potencial (Ep) é a energia que um sistema guarda em função de onde suas partes estão ou de como estão arranjadas. Duas formas aparecem com mais frequência. Uma é a gravitacional, Ep = m·g·h, e a outra é a elástica, Ep = (1/2)·k·x², onde k é a constante da mola e x a deformação a partir do equilíbrio. Na superfície da Terra g ≈ 9,81 m/s², com pequenas variações (9,78 no equador, 9,83 nos polos). Levante um corpo de 2 kg até 5 m de altura e ele guarda cerca de 98 J. A conservação da energia mecânica diz que Ec + Ep permanece constante quando nada dissipa, e é isso que faz o período do pêndulo simples T = 2π√(L/g) funcionar, com Ec e Ep se revezando o tempo todo.

Aplicações

Hidrelétricas transformam Ep gravitacional em eletricidade (Itaipu opera com 14 GW instalados). Montanhas-russas, queda livre, balística e baterias por bombeamento se apoiam todas nessa troca Ep ↔ Ec. Na química, a energia de ligação é um tipo de energia potencial; na eletricidade, a Ep elétrica dá qV.

Perguntas frequentes

O nível de referência importa? O que tem sentido físico é a diferença de Ep, não o valor absoluto. Escolha a referência que quiser, o chão, a mesa, o nível do mar. O trabalho depende de Δh, e não da altura medida a partir do zero.

A Ep elástica é sempre positiva? Sim. Como x² nunca fica abaixo de zero, a mola guarda energia dos dois jeitos, seja ao esticá-la, seja ao comprimi-la.

Por que o pêndulo vai parando? Sistemas reais escoam energia para o arrasto do ar e o atrito no pivô. Conforme a energia mecânica cai, a amplitude do balanço encolhe até o pêndulo parar.

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Energia por Viagem de Elevador

Calcula a energia potencial gasta para elevar uma carga, E = m·g·h, a partir da massa desbalanceada m (carga líquida após o contrapeso, kg), da gravidade g e da altura de elevação h (m). O resultado, em joules, é a energia mínima teórica para içar a carga — base para estimar o consumo elétrico do elevador e o potencial de regeneração de energia. Elevadores modernos com acionamento regenerativo recuperam parte dessa energia na descida (quando o contrapeso desce com a cabine leve), devolvendo-a à rede. O consumo real é maior, dividido pelo rendimento. Informe a massa desbalanceada e a altura de elevação.

Energia Específica de Extrusão (SEC)

Calcula a energia específica de extrusão (SEC — Specific Energy Consumption), SEC = potência ÷ vazão mássica, a partir da potência consumida pelo motor da rosca (kW) e da vazão mássica de produção (kg/h). O resultado, em kWh/kg, é a energia gasta para processar cada quilograma de polímero, e é o principal indicador de EFICIÊNCIA ENERGÉTICA de uma extrusora. Como a extrusão funde e bombeia o plástico em grande parte por aquecimento VISCOSO (a energia mecânica da rosca convertida em calor pelo cisalhamento), o consumo específico reflete diretamente o quão bem a rosca está fazendo seu trabalho. Valores típicos ficam entre 0,1 e 0,4 kWh/kg, variando com o polímero (cada um tem uma entalpia de fusão), a geometria da rosca, a rotação e a temperatura. Um SEC anormalmente ALTO indica problemas — rosca inadequada, cisalhamento excessivo (que pode degradar o material), temperatura mal ajustada — e desperdício de energia (a maior componente do custo operacional de uma extrusora). Um SEC muito baixo pode indicar fusão incompleta. Monitorar o SEC é central para a eficiência, a qualidade e a redução de custos e de emissões na indústria de transformação de plásticos. Informe a potência consumida e a vazão mássica.

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Energia de Frenagem

Calcula a energia dissipada em uma frenagem, E = ½·m·(v₁² − v₂²), a partir da massa m (kg), da velocidade inicial v₁ e da velocidade final v₂ (m/s). Quando um veículo ou máquina freia, sua energia CINÉTICA é convertida — pelo atrito do freio — em CALOR. A energia dissipada é a variação da energia cinética: se freia até parar (v₂ = 0), é toda a energia cinética inicial; se freia parcialmente, é a diferença. Esse calor precisa ser ABSORVIDO e DISSIPADO pelo freio sem que ele superaqueça além do limite (acima do qual o material de atrito perde eficiência — o fading — e pode até pegar fogo ou vitrificar). É por isso que freios de veículos pesados, de descidas longas (caminhões em serra) e de aplicações severas precisam de grande capacidade térmica (discos grandes, ventilados, ou freios auxiliares como o motor-freio e o retarder, que dissipam a energia por outros meios sem sobrecarregar os freios de serviço). A energia de frenagem cresce com o QUADRADO da velocidade: frear de 100 km/h dissipa QUATRO vezes mais energia que de 50 km/h — por isso frenagens em alta velocidade são tão mais exigentes. Este cálculo é a base do dimensionamento térmico de freios e da verificação de superaquecimento em frenagens repetidas ou prolongadas. Informe a massa e as velocidades inicial e final.

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