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Calculadora de Juros Compostos

Calcule montante, juros acumulados e rendimento com juros compostos. Suporta capital inicial, aportes mensais e taxas mensais ou anuais.

Montante final

Total aportado

Total em juros

Rendimento

Como funcionam juros compostos?

Nos juros compostos, os juros de cada período são incorporados ao capital, gerando novos juros. A fórmula básica é M = C × (1 + i)ⁿ, onde M é o montante, C o capital, i a taxa e n o período.

Com aportes mensais recorrentes, o cálculo considera cada aporte rendendo pelo número de períodos restantes — o famoso "efeito bola de neve".

Como os juros compostos funcionam de verdade

A fórmula dos juros compostos é M = C · (1 + i)^t, onde M é o montante final, C é o capital inicial, i é a taxa de juros por período (em decimal — 1% significa 0,01) e t é o número de períodos. O detalhe que muda tudo é o expoente: cada período rende sobre o saldo anterior, que já inclui os juros acumulados. Juros simples são lineares (M = C · (1 + i · t)) e ignoram essa recursão por completo.

Um exemplo concreto com a Selic, taxa básica de juros do Brasil: no início de 2026 o Copom manteve a Selic perto de 15% ao ano. R$ 10.000 aplicados a 15% ao ano por 10 anos crescem para R$ 40.455,58 em juros compostos, mas só para R$ 25.000 em juros simples — a diferença de R$ 15.455 é puro efeito bola de neve. A frase atribuída a Einstein chamando os juros compostos de "oitava maravilha do mundo" é apócrifa (não há fonte contemporânea ligando-a a ele), mas a matemática justifica a reverência.

Aportes mensais e a fórmula de valor futuro

Quando você adiciona um aporte mensal fixo PMT, o valor futuro vira VF = C · (1 + i)^t + PMT · ((1 + i)^t − 1) / i. É o que a maioria das calculadoras de investimento usa por baixo dos panos. Atenção: i e t precisam estar na mesma unidade de tempo — se a taxa é anual mas o aporte é mensal, converta com a taxa equivalente i_mês = (1 + i_ano)^(1/12) − 1, e não dividindo por 12 (isso dá a taxa nominal, não a efetiva).

Produtos de renda fixa brasileiros cotam taxas de jeitos diferentes: um CDB a "110% do CDI", com CDI seguindo a Selic em 15% ao ano, rende aproximadamente 16,5% bruto ao ano, mas o IR cobra entre 22,5% (até 180 dias) e 15% (acima de 720 dias). Tesouro Selic e a maioria dos CDBs seguem essa tabela regressiva; LCI e LCA são isentos. Coloque a taxa líquida na calculadora acima para uma projeção realista.

Perguntas frequentes

Por que uma diferença pequena de taxa importa tanto no longo prazo? Porque o expoente amplifica a diferença. R$ 1.000 a 8% ao ano por 30 anos vira R$ 10.062; a 10% vira R$ 17.449 — uma taxa 25% maior produz 73% mais dinheiro.

O que é a Regra do 72? Um atalho mental: dividindo 72 pela taxa de juros anual, você obtém aproximadamente o número de anos para dobrar o capital. A 8% ao ano, o dinheiro dobra em cerca de 9 anos; a 12%, em 6 anos. A aproximação tem erro menor que 1% para taxas entre 5% e 15%.

A calculadora considera a inflação? Não — o resultado é nominal. Para obter o retorno real (descontada a inflação), subtraia a inflação da taxa antes de inserir. Com IPCA rodando em torno de 4% ao ano e rendimento nominal de 15%, o retorno real é cerca de 10,6% (usando a equação de Fisher: (1,15 / 1,04) − 1).

Juros compostos jogam contra mim em dívidas também? Sim — e bem mais agressivamente. O rotativo do cartão de crédito no Brasil supera 400% ao ano, ou seja, R$ 1.000 não pagos viram R$ 5.000 em um único ano se ficarem parados. É exatamente a mesma fórmula, só que do outro lado da mesa.

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