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Calculadora de Perda em Cabo Coaxial

Calcula perda total em dB de um cabo coaxial: comprimento × atenuação por metro. Para RF, frequência específica e tipo de cabo (RG-58, RG-213, etc.).

Perda em cabo coaxial: atenuação em dB por comprimento

A atenuação de cabo coaxial é tabelada normalmente em dB por 100 m (ou por 100 ft) numa frequência de referência e cresce com a frequência por causa do efeito pelicular (skin effect) e da perda dielétrica. Para um comprimento L na frequência f, a perda total é LdB = α(f) · L. Valores de referência: RG-58 ≈ 5 dB/100 m a 100 MHz; RG-213 ≈ 1,5 dB/100 m; RG-6 ≈ 1,8 dB/100 m a 100 MHz (≈10 dB/100 m a 1 GHz); LMR-400 ≈ 1,0 dB/100 m. Exemplo: 20 m de RG-58 a 100 MHz → 20 × 0,05 = 1 dB de perda, equivalente a uma queda de ≈21% na potência. Comparado com a fibra óptica (≈0,2 dB/km em 1550 nm), o coaxial perde milhares de vezes mais — por isso backbones de longa distância são fibra, não cobre.

Aplicações: alimentação de antena, TV a cabo, banda larga DOCSIS, broadcast

O cálculo de perda orienta o dimensionamento de antenas (manter o trecho antena ↔ rádio o mais curto possível), o projeto de plantas de TV a cabo (amplificadores compensam a perda), banda larga DOCSIS, telecom de broadcast e RF de laboratório onde o link budget precisa fechar.

Perguntas frequentes

Por que a perda cresce com a frequência? O efeito pelicular concentra a corrente na superfície do condutor, aumentando a resistência efetiva; as perdas dielétricas também sobem com a frequência.

Quanto de perda é aceitável? Regra prática: manter a perda total abaixo de 3 dB (≈50% da potência) — acima disso, usar cabo mais grosso ou encurtar o trecho.

Amplificador resolve? Compensa a perda mas amplifica ruído também; melhor reduzir a perda antes (trecho mais curto, cabo melhor).

Fibra versus coaxial? A fibra perde ≈0,2 dB/km contra ≈50 dB/km do coaxial na mesma frequência — fibra domina para longas distâncias.

Ferramentas Relacionadas

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Perda por Atrito na Protensão

Calcula a perda de força de protensão por atrito ao longo de um cabo curvo, ΔP = P_0·(1 − e^(−(μα + k·x))), a partir da força aplicada no macaco P_0 (kN), do coeficiente de atrito cabo-bainha μ, da soma dos ângulos de desvio do cabo α (radianos), do coeficiente de atrito parasita k (perda por metro, 1/m) e do comprimento do cabo x (m). Na protensão PÓS-TRACIONADA (em que o cabo é tracionado depois de o concreto endurecer, deslizando dentro de uma bainha embutida na peça), a força aplicada na extremidade pelo macaco NÃO chega integral à outra ponta: o ATRITO entre o cabo e a bainha consome parte dela ao longo do percurso. Há dois efeitos: o atrito nas CURVAS do cabo (termo μα — quanto mais o cabo curva, mais ele 'aperta' a bainha e maior o atrito, como uma corda numa polia — o efeito capstan) e o atrito 'parasita' nos trechos retos (termo k·x — devido a pequenas ondulações e imperfeições de posicionamento da bainha). A perda por atrito faz a força de protensão DIMINUIR progressivamente da extremidade ativa (macaco) para a passiva (ancoragem morta), e é por isso que cabos longos às vezes são protendidos pelas DUAS extremidades. É uma perda imediata, calculada cabo a cabo. Informe a força aplicada, o coeficiente de atrito, a soma dos ângulos, o coeficiente parasita e o comprimento.

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Fator de Segurança de Cabo de Aço

Calcula o fator de segurança de um cabo de aço, FS = carga de ruptura ÷ carga de trabalho, a partir da carga de ruptura mínima (MBL — Minimum Breaking Load, N) e da carga de trabalho aplicada (N). Os cabos de aço, usados em guindastes, elevadores, teleféricos, pontes, içamento e amarração, trabalham com fatores de segurança ELEVADOS — muito maiores que estruturas estáticas — por várias razões: a carga raramente é estática (há impactos, acelerações, balanços), o cabo se desgasta e perde resistência ao longo do uso (fios rompem, há corrosão e fadiga), e a consequência de uma ruptura é catastrófica (queda de carga, risco de vida). As normas prescrevem fatores de segurança mínimos conforme a aplicação: tipicamente 5 para içamento geral de cargas, 6-8 para cabos de pessoas (elevadores, teleféricos), 3-4 para estais e amarrações estáticas, e valores específicos para cada uso. O fator de segurança é a razão entre a carga que romperia o cabo (sua resistência nominal, fornecida pelo fabricante) e a carga que ele de fato suporta em serviço. Verificar que o fator de segurança real atende ao mínimo normativo é a verificação básica de segurança de qualquer aplicação com cabo de aço — e o cabo deve ser DESCARTADO quando o desgaste reduz sua resistência a ponto de o fator cair abaixo do limite. Informe a carga de ruptura e a carga de trabalho.

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Perda de Volume de Túnel

Calcula a perda de volume (volume loss) de uma escavação de túnel, VL = Vs ÷ (π·D²/4)·100, a razão percentual entre o volume da bacia de recalque por metro Vs (m³/m) e a área da seção escavada (a partir do diâmetro D). A perda de volume quantifica quanto solo 'sumiu' em relação ao volume teórico do túnel — causado por relaxamento do maciço na frente, sobre-escavação, fechamento do gap anular atrás do escudo da TBM e consolidação. É o parâmetro-chave de controle de escavações urbanas: tuneladoras EPB/slurry bem operadas atingem VL de 0,5-1,5% em solos; valores acima de 2-3% indicam problemas e geram recalques excessivos. A perda de volume conecta a operação da máquina (pressão de face, injeção de cauda) aos recalques de superfície e aos danos em edificações. Informe o volume da bacia de recalque e o diâmetro do túnel.

Os resultados desta ferramenta têm caráter apenas informativo e educativo e não constituem aconselhamento profissional, financeiro, médico, jurídico, tributário ou contábil. Confirme decisões importantes com um profissional qualificado e fontes oficiais.