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Risco cardiovascular Framingham

Estima risco de evento cardiovascular em 10 anos usando escore de Framingham (idade, colesterol, PA, tabagismo, diabetes).

Escore de Framingham (Wilson 1998) — risco de evento cardiovascular em 10 anos.

Escore de Framingham: risco cardiovascular em 10 anos

O Escore de Framingham estima a probabilidade de um evento cardiovascular maior (doença coronariana, AVC, doença arterial periférica, insuficiência cardíaca) nos próximos 10 anos. O modelo atual (D'Agostino, Circulation 2008) estende a equação clássica de Wilson 1998 e combina sete variáveis: idade (30–74), sexo, colesterol total, HDL-c, pressão sistólica (tratada ou não), tabagismo atual e diabetes. O resultado segue uma forma de Cox de riscos proporcionais: P = 1 − S₀(t)^exp(Σ βᵢXᵢ − M), em que S₀(10) é a sobrevida basal em 10 anos e M, a média do preditor linear.

Estratos de risco: baixo <10%, intermediário 10–20%, alto >20%. A Sociedade Brasileira de Cardiologia recalibrou no ER-Brasil (Atualização 2017); na Europa, prefere-se o SCORE2, e nos EUA o ASCVD (Pooled Cohort Equations, AHA/ACC 2013). Nenhuma das equações é validada para <30 ou >74 anos.

Aplicações

Estratificação em prevenção primária para decisão sobre estatinas, intensidade do tratamento anti-hipertensivo e uso de aspirina; suporte à decisão compartilhada com o paciente; seleção de pessoas para imagem avançada (escore de cálcio coronário) quando o risco é intermediário; reavaliação a cada 4–6 anos ou após mudança significativa de fatores de risco.

FAQ

Por que Framingham superestima no Brasil? A coorte original era majoritariamente branca norte-americana; em populações brasileiras e latino-americanas a taxa absoluta de eventos é menor. O ER-Brasil e o SCORE2 recalibram para a incidência local.

E para menores de 30 anos? Usar ferramentas de risco ao longo da vida (lifetime risk) ou critérios de história familiar. Equações de curto prazo subestimam jovens com fator de risco grave isolado (ex.: hipercolesterolemia familiar).

Esta ferramenta substitui o médico? Não. É uma implementação educacional da equação de Framingham e não substitui avaliação médica, exames complementares nem tratamento por profissional habilitado.

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