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Gerador de Hash Tiger

Hash Tiger educacional (substituto SHA-256). Para Tiger real use forge/CryptoJS.

Tiger: o hash nativo de 64 bits criado em Cambridge

O Tiger é uma função de hash criptográfica projetada por Ross Anderson (Universidade de Cambridge) e Eli Biham (Technion, Israel) em 1995. A saída padrão tem 192 bits (24 bytes, 48 caracteres hexadecimais). Variantes truncadas Tiger/160 e Tiger/128 simplesmente descartam bits finais quando se quer um digest menor. Existe ainda o Tiger2, versão revisada com a mesma função de compressão mas byte de padding diferente (0x80 em vez de 0x01), recomendada para novos sistemas.

O Tiger foi a primeira função de hash criptográfica explicitamente otimizada para CPUs de 64 bits — uma aposta ousada em 1995, quando o próprio Pentium ainda era 32 bits. Internamente segue o paradigma Merkle–Damgård, com função de compressão que mistura a mensagem com quatro S-boxes grandes (8 × 256 entradas de 8 bytes cada — cerca de 16 KiB de tabelas). Três passagens por bloco, cada uma com oito rodadas, totalizando 24 rodadas.

Onde o Tiger foi usado: redes P2P

O principal nicho histórico do Tiger foi o Tiger Tree Hash (TTH), uma construção em árvore de Merkle sobre folhas de 1 KiB que se tornou a primitiva de integridade de fato em redes P2P de meados dos anos 2000: Direct Connect / DC++, Gnutella2 e alternativas iniciais ao BitTorrent. A estrutura em árvore permitia verificar chunks individuais de arquivos grandes — importante para downloads retomáveis entre vários peers. O próprio BitTorrent acabou padronizando SHA-1 e, no BitTorrent v2, SHA-256.

Desempenho e segurança

Em código 64 bits puro o Tiger é muito rápido — cerca de 600 MB/s em um Athlon 64 de meados dos 2000, comparável ao SHA-1 da época. Em CPUs modernas, no entanto, o SHA-256 ganha aceleração de hardware SHA-NI em Intel/AMD e Cortex-A, que o Tiger não tem. Em segurança, o Tiger nunca foi quebrado: a melhor criptoanálise pública atacou variantes com rodadas reduzidas, mas o hash completo de 24 rodadas resistiu. Não há padronização NIST ou ISO, o que limitou sua adoção mainstream.

Suporte em bibliotecas hoje

  • libgcrypt e Crypto++ ainda incluem Tiger e Tiger2.
  • OpenSSL removeu o Tiger na linha 3.x — versões anteriores expunham o algoritmo via legacy provider.
  • Uso atual: manutenção ou interoperabilidade com pools legados de DC++/Gnutella2, ou análise de arquivos históricos — há pouca razão para escolher Tiger em projetos novos.

Perguntas frequentes

O Tiger chegou a substituir o SHA-1? Não. O SHA-1 venceu a corrida da padronização (FIPS 180-1) e já estava enraizado em TLS, X.509 e Git quando o Tiger chegou às bibliotecas. O Tiger ficou como escolha de nicho em P2P.

O Tiger ainda é usado em produção? Principalmente em stacks P2P legadas (hubs DC++ ainda funcionam em algumas comunidades) e em sistemas customizados pontuais. Protocolos mainstream migraram para SHA-2 há muito tempo.

O Tiger é mais rápido que o SHA-256? Sim em software 64 bits puro, mas não em hardware com extensões SHA-NI — nesse caso o SHA-256 roda em silício dedicado enquanto o Tiger ainda percorre 16 KiB de S-boxes.

Tiger ou Tiger2: qual escolher? Tiger2 — o ajuste de padding o alinha com o resto da família de hashes (MD5, SHA-1 e SHA-2 também usam padding com 0x80). Ambos produzem 192 bits, mas digests diferentes para a mesma entrada.

A ferramenta envia meus dados para algum servidor? Não. O hash é calculado inteiramente no seu navegador via JavaScript — a entrada nunca sai da página.

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