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Gerador de Licença MPL 2.0

Gera o cabeçalho da Mozilla Public License 2.0 — copyleft fraco, compatível com proprietário.


  

A licença Mozilla Public License 2.0 explicada

A Mozilla Public License 2.0 (MPL 2.0), lançada pela Mozilla Foundation em 2012, é uma licença copyleft fraco que opera em nível de arquivo. Modifique um arquivo MPL 2.0 e esse arquivo deve continuar MPL 2.0 com código-fonte disponível — mas você pode combiná-lo livremente com arquivos proprietários, MIT ou GPL no mesmo projeto. É um compromisso deliberado entre licenças permissivas (MIT/BSD) e copyleft forte (GPL).

Permissões: usar, modificar, distribuir e sublicenciar (em outros arquivos). Condições: modificações em arquivos MPL devem ser liberadas sob MPL 2.0 com os arquivos LICENSE e de aviso preservados. A MPL 2.0 inclui grant explícito de patente dos contribuidores e cláusula de retaliação por patente, o que a torna mais segura que MIT ou BSD em domínios sensíveis a patentes.

Projetos que utilizam

A MPL 2.0 cobre Firefox, Thunderbird, grande parte do código original do LibreOffice, Servo, vários crates do Rust e componentes próximos ao Eclipse (a EPL tem papel similar). Também é popular em bibliotecas de criptografia onde os contribuidores querem grants de patente mas não a viralidade da GPL.

MPL vs GPL vs LGPL vs Apache 2.0

  • MPL 2.0 vs GPL — GPL é copyleft forte: todo o derivado tem que ser GPL. A MPL cobre apenas os arquivos modificados. A MPL 2.0 trouxe a provisão de "licença secundária", tornando-a explicitamente compatível com GPLv2+, LGPL e AGPL — sua antecessora MPL 1.1 não era compatível com GPL.
  • MPL 2.0 vs LGPL — a LGPL atua na fronteira de arquivo + linkagem (linkagem dinâmica vs estática vira um problema); a MPL atua na fronteira de arquivo, muito mais simples de raciocinar.
  • MPL 2.0 vs Apache 2.0 — a Apache é permissiva (sem copyleft) com grant explícito de patente. A MPL mantém copyleft em nível de arquivo, de modo que melhorias nos arquivos MPL voltem para a comunidade.
  • MPL 2.0 vs CDDL — a CDDL da Sun (OpenSolaris) é conceitualmente similar mas incompatível com GPL, o que fragmentou o ecossistema OpenSolaris/ZFS. A MPL 2.0 evitou explicitamente esse erro.

Quando escolher MPL 2.0

Escolha MPL 2.0 quando quiser que correções e melhorias nos seus arquivos voltem para você, mas sem "infectar" o restante da aplicação do integrador. É o ponto ideal para bibliotecas compartilhadas que precisam viver dentro de apps proprietários. Ressalva: a MPL não protege uso em rede — para SaaS, onde você quer que modificações server-side sejam compartilhadas, prefira AGPL.

Perguntas frequentes

Posso combinar código MPL 2.0 com código proprietário? Sim — em arquivos separados. Seus arquivos proprietários mantêm a licença original; os arquivos MPL permanecem MPL 2.0 com código-fonte disponível.

Posso forkar um projeto MPL e fechar o código? Apenas os novos arquivos que você criar podem ser fechados. Modificações em arquivos MPL existentes precisam permanecer MPL 2.0 e com fonte disponível.

A MPL 2.0 cobre cenários SaaS? Não. A MPL não exige liberação de código de modificações executadas no servidor. Se precisa disso, use AGPL 3.0.

A Mozilla exige CLA? Sim — projetos da Mozilla usam um Committer's Agreement. Mas a MPL em si não exige que contribuidores assinem um.

Aviso. Este gerador produz um modelo de licença — não constitui aconselhamento jurídico. Para estratégia de copyleft ou licenciamento duplo, consulte um advogado.

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