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Parser de UUID

Decompõe um UUID em versão (1, 3, 4, 5, 6, 7, 8), variant, e quando aplicável, timestamp e nó. Suporta UUIDs com e sem traços.

Ler um UUID: versão, variante e o que ele revela

Os 32 dígitos hexadecimais de um UUID não são todos aleatórios. Quatro bits dizem a versão e dois a três bits dizem a variante, o que deixa 122 bits de conteúdo na forma mais comum. Cole o valor e a página separa os cinco campos, mostra os bytes e, nas versões que carregam tempo, extrai o instante de geração.

A versão 1 guarda um relógio de 60 bits contando intervalos de 100 nanossegundos desde 15 de outubro de 1582 — a data em que o calendário gregoriano entrou em vigor. Junto vem o endereço MAC da máquina que gerou. Essa combinação é exatamente o problema: um UUID v1 num arquivo público conta quando o registro foi criado e em qual placa de rede, o que já bastou para identificar autor de documento vazado.

A versão 7, padronizada em 2024 na RFC 9562, resolve o outro lado. Ela põe os 48 bits de milissegundos do tempo Unix na frente, em ordem crescente, e enche o resto de aleatório — sem MAC. O ganho é de banco de dados: chave que cresce com o tempo insere sempre no fim do índice, enquanto v4 espalha as inserções por toda a árvore e força o servidor a manter muito mais página em memória.

Perguntas frequentes

O que os bits de variante indicam?
Qual layout o UUID segue. O padrão atual usa 10 nos dois primeiros bits do nono byte; 0 indica o formato antigo da Apollo NCS e 110 o da Microsoft. Se a variante não é a padrão, os quatro bits de versão podem não significar versão nenhuma — a leitura do resto do valor muda.
Qual a diferença entre v3 e v5?
A função de hash: v3 usa MD5 e v5 usa SHA-1. As duas transformam um namespace mais um nome em UUID de forma determinística, então o mesmo nome sempre dá o mesmo valor. Para novo projeto use v5 — não por segurança do UUID, mas porque MD5 vem sendo removido de bibliotecas e ambientes restritos.
v4 ou v7 para chave primária?
v7, na maioria dos casos, pela localidade de inserção no índice. A ressalva é que v7 expõe o instante de criação do registro, o que às vezes é informação sensível — em tabela de usuário, por exemplo, revela ordem de cadastro. Quando isso importa, v4 continua sendo a escolha certa.

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