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Validador de Código de Rastreio

Valida o formato de códigos de rastreio dos Correios brasileiros (AA123456789BR). Identifica prefixo do serviço e país.

Como funciona o código de rastreio?

Os Correios usam o padrão AA123456789BR, com 13 caracteres no total: 2 letras de prefixo do serviço (por exemplo, BR para PAC, JT para Sedex), 9 dígitos para o número da etiqueta e 2 letras finais com o código do país, em geral BR.

Aqui validamos só o formato; não há consulta de status na API dos Correios. Se quiser acompanhar a entrega de fato, recorra ao site oficial dos Correios.

Tudo é checado no próprio navegador.

UPU S10: o padrão universal por trás dos códigos de rastreio

Todo código de rastreio dos Correios segue o UPU S10, padrão publicado pela União Postal Universal (Berna, Suíça) e adotado pelos 192 países membros. O formato é rigoroso: LL 9 dígitos LL — duas letras identificando o serviço, nove dígitos (oito seriais + um verificador) e duas letras para o país de destino segundo ISO 3166-1 alpha-2 (BR para Brasil, US para Estados Unidos, DE para Alemanha).

O propósito do S10 é interoperabilidade: um único número precisa funcionar entre Correios, USPS, Royal Mail, Deutsche Post e Japan Post. Sem ele, cada repasse alfandegário e cada última milha exigiria digitação manual. O S10 também define o código de barras (Code 128), o layout legível impresso na etiqueta e a posição obrigatória do dígito verificador.

O algoritmo do dígito verificador (mod-11)

O 8 dígito do bloco numérico é o verificador, calculado a partir dos 7 anteriores por um esquema ponderado mod-11. Os pesos, aplicados em ordem, são 8, 6, 4, 2, 3, 5, 9, 7. Procedimento:

  • Multiplique cada um dos 7 primeiros dígitos pelo peso correspondente.
  • Some os produtos e calcule soma mod 11.
  • Subtraia de 11. Se o resultado for 10, o DV é 0; se for 11, é 5; caso contrário, é a própria subtração.
código = "LB 4 7 8 5 8 6 1 _ BR"
dígitos= [4, 7, 8, 5, 8, 6, 1]
pesos  = [8, 6, 4, 2, 3, 5, 9]
soma   = 32+42+32+10+24+30+9 = 179
179 mod 11 = 3
11 - 3 = 8  -> DV = 8

Principais prefixos de serviço dos Correios

  • LB: carta simples internacional.
  • PJ: EMS internacional / Sedex Mundi.
  • RA, RB, RL: carta registrada nacional.
  • JT, JU: Sedex nacional (expresso).
  • AR: aviso de recebimento (serviço adicional).
  • DU: débito automático (cobrança).

O Sedex 12 normalmente usa o prefixo JT e o PAC tende a usar OE ou OY. Conhecer o prefixo permite ao CRM direcionar o pedido para a fila certa de SLA sem precisar varrer a página de tracking.

Casos de uso reais

Plataformas de e-commerce (Magazine Luiza, Americanas, Mercado Livre) validam o código no momento em que a etiqueta é impressa, antes de salvá-lo na página do pedido. Isso impede que um erro de digitação gere horas de chamado "código não encontrado". Ferramentas de CRM como Octadesk ou Zendesk usam o mesmo validador no bot: se o cliente cola um código malformado, a resposta vem imediata, sem abrir ticket.

APIs agregadoras e o cenário pós-SRO

A API pública SRO (Sistema de Rastreamento de Objetos) dos Correios foi descontinuada e substituída por um canal corporativo pago que requer contrato. As alternativas pragmáticas são:

  • 17track.net: agregador multi-transportadora (Correios, Loggi, FedEx, DHL, USPS, China Post). Free tier + API paga.
  • BrasilAPI: endpoint comunitário que faz scraping do tracker web dos Correios. Best-effort, não serve para SLA.
  • Melhor Envio: marketplace de fretes brasileiro com webhook unificado.
  • Frenet, Kangu: APIs de frete enterprise com tracking lado transportadora.

As concorrentes de última milha — Loggi, Total Express, Mercado Envios, J&T Express, Jadlog — usam formatos próprios e não estão vinculadas ao UPU S10. Validar códigos dessas redes exige regex por transportadora ou tabela de lookup tipo BIN.

Confira um código de rastreio dos Correios

Antes de acompanhar uma encomenda, vale checar se o código de rastreio está no formato certo. Um caractere trocado já basta para o rastreamento não achar nada. A ferramenta valida o formato dos códigos dos Correios no padrão de duas letras, nove dígitos e o sufixo BR (AA123456789BR).

Além de verificar a estrutura, ela identifica o prefixo, que aponta o tipo de serviço: Sedex, PAC, carta registrada e por aí vai. Serve para conferir um código antes de rastrear, validar uma lista de envios ou simplesmente entender o que aquelas duas letras iniciais querem dizer.

Tudo roda dentro do navegador, sem enviar nada para fora. Lembrando que a verificação é de formato, não do status real da entrega. Para saber o andamento, é preciso consultar o rastreamento dos Correios.

Perguntas frequentes

AR é um código de rastreio independente?
Não. O AR (aviso de recebimento) é um serviço adicional sobre uma carta registrada; o AR em si não é rastreável sozinho. Ele apenas sinaliza que um comprovante assinado deve retornar ao remetente.
Existe uma ferramenta única que rastreia todas as transportadoras?
Em escala, não. O 17track.net e similares chegam perto, mas dependem de scraping em várias redes brasileiras de última milha, então a confiabilidade varia. Para tracking crítico, integre cada transportadora diretamente.
Prefixo JT significa sempre Sedex 12?
Em geral sim — JT e JU mapeiam para serviços Sedex expressos. O SLA (Sedex 10, 12, hoje) é definido no contrato e aparece nos eventos de tracking, não no prefixo.
Como rastrear encomenda internacional que chega ao Brasil?
Use o código original do remetente no 17track ou no Correios Rastreio Internacional. Quando o objeto entra no Brasil, a Receita Federal pode reter para processo de importação formal; os eventos refletirão "Aguardando pagamento" ou "Tributado".
O sufixo do país é sempre BR?
Apenas para objetos postados a partir do Brasil. Um código terminado em US, CN ou DE também passa no S10, mas identifica a autoridade postal de origem, não os Correios.

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