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Validador de ISSN

Valide um ISSN (8 dígitos com dígito verificador módulo 11), o código de revistas, jornais e periódicos. Útil para bibliotecas, editoras e catálogos científicos.

Validação de ISSN: publicações seriadas sob a ISO 3297

O ISSN — International Standard Serial Number é o identificador persistente das publicações seriadas: periódicos científicos, revistas, boletins, séries monográficas e qualquer recurso contínuo. É definido pela ISO 3297 e atribuído pelo ISSN International Centre, sediado em Paris, por meio de uma rede de agências nacionais. Validar um ISSN é um cálculo modulo 11 curto, mas a norma esconde detalhes que pegam o desenvolvedor de surpresa — diferentes agências, dois identificadores correlatos (ISSN-L e eISSN) e um dígito verificador que pode legitimamente ser a letra X.

Um ISSN é uma string de 8 caracteres exibida como dois grupos de quatro caracteres separados por hífen, p.ex. 0378-5955 (ISSN do Hearing Research). Os sete primeiros caracteres são dígitos 0-9; o oitavo é o dígito verificador, podendo ser um dígito 0-9 ou a letra X, que representa o valor 10. O hífen é obrigatório na forma canônica de exibição e é descartado na aritmética. Diferentemente do ISBN, o ISSN não codifica país nem editora — os números são alocados sequencialmente pelos centros nacionais.

Algoritmo módulo 11 passo a passo

Multiplique os sete primeiros dígitos pelos pesos 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2. Some os produtos, tire o resto da divisão por 11 e calcule 11 - resto. Se o resultado for 10, o DV é X; se for 11, vira 0; caso contrário, é o próprio dígito.

// 0378-595?
digitos = [0,3,7,8,5,9,5]
soma    = 0*8 + 3*7 + 7*6 + 8*5 + 5*4 + 9*3 + 5*2
        = 160
160 % 11 = 6
dv = 11 - 6 = 5
// ISSN: 0378-5955

Dica de implementação: o DV é o único lugar onde o alfabeto sai dos dígitos, então uma regex estrita como ^[0-9]{4}-?[0-9]{3}[0-9X]$ já rejeita a maior parte das strings malformadas antes mesmo de chegar à aritmética.

ISSN, eISSN e ISSN-L

O mesmo periódico publicado em papel e online tem dois ISSNs separados: o ISSN impresso e o ISSN eletrônico (eISSN). Para tornar a reconciliação possível por máquina, a ISO 3297 introduziu o ISSN-L (linking ISSN), um valor único escolhido pelo ISSN Centre para representar o recurso contínuo independentemente do suporte. Catálogos de biblioteca, bases de citação e sistemas de avaliação de pesquisa usam o ISSN-L para fundir registros — não usá-lo gera periódicos duplicados nos relatórios.

Quem emite ISSNs

  • Brasil: o IBICT (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia) é o centro nacional. A taxa padrão é cerca de R$ 200 por solicitação.
  • Portugal: Biblioteca Nacional de Portugal.
  • Estados Unidos: Library of Congress ISSN Center.
  • Reino Unido: British Library.
  • Internacional: o ISSN International Centre cuida de publicações fora do escopo de qualquer centro nacional.

Onde a validação de ISSN é exigida

  • Indexação acadêmica: Scopus, Web of Science, DOAJ, Latindex e CAPES Periódicos usam o ISSN como chave primária do registro do periódico.
  • Qualis CAPES: a classificação de qualidade dos periódicos exige ISSN válido em todo registro; sem ele, o periódico não é classificável.
  • SciELO e instalações do OJS (Open Journal Systems) recusam importação de metadados sem ISSN.
  • MARC 21: o campo 022 armazena o ISSN; o software de catalogação valida na gravação.
  • ROAD (Directory of Open Access Scholarly Resources) lista periódicos de acesso aberto por ISSN.
  • Crossref agrega DOIs sob um ISSN pai.

ISSN vs ISBN vs DOI

Os três identificadores são fáceis de confundir, mas cobrem objetos diferentes. O ISBN identifica uma edição única de livro ou monografia — depois de emitido, não muda. O ISSN identifica a série como um todo, independentemente de fascículo ou volume. O DOI identifica um artigo, dataset ou capítulo individual dentro de uma série; muitos DOIs compartilham o mesmo ISSN pai. Um artigo de revista costuma então ser catalogado com os três: ISBN (raramente, só se o fascículo virar livro), ISSN (o periódico) e DOI (o artigo).

Erros comuns

  • Hífen omitido: 03785955 é o mesmo valor que 0378-5955, mas a forma canônica de exibição sempre usa hífen.
  • x minúsculo: um x não normalizado na posição do DV deve ser convertido para maiúscula antes da comparação.
  • Confundir ISSN com eISSN: quando ambos existem, citar só um fragmenta o registro. Use o ISSN-L quando disponível.
  • Zeros à esquerda perdidos: planilhas transformam silenciosamente 0378-5955 em 378-5955. Sempre armazene o ISSN como texto.

FAQ

ISSN identifica um artigo individual? Não. Identifica o periódico como um todo. Identificação por artigo é tarefa do DOI.

Preciso de ISSN para entrar no Qualis CAPES? Sim. A CAPES exige ISSN válido; periódicos sem ISSN não são classificados.

É gratuito no Brasil? Não. O IBICT cobra cerca de R$ 200 por solicitação. Pedidos internacionais fora do escopo do IBICT vão para o ISSN International Centre com taxas próprias.

O DV pode mesmo ser a letra X? Sim — e apenas na última posição. X representa o valor 10 e existe porque o módulo 11 tem onze resultados possíveis.

O validador consulta o portal.issn.org? Não. A verificação aritmética roda inteiramente local. Para confirmar que o ISSN foi efetivamente registrado, consulte portal.issn.org ou o catálogo do IBICT.

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