Divisor de tensão Vout
Vout = Vin · R2 / (R1 + R2).
Vout (V)
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Divisor de tensão: calculando Vout a partir de Vin, R1 e R2
Um divisor de tensão é só dois resistores em série, com a saída lida sobre R₂: Vout = Vin · R₂ / (R₁ + R₂). Exemplo: Vin = 9 V com R₁ = 1 kΩ, R₂ = 2,2 kΩ dá Vout = 9 · 2,2 / 3,2 ≈ 6,19 V, e a corrente que passa pela cadeia é I = Vin / (R₁ + R₂). Cuidado crítico: assim que o estágio seguinte puxa corrente de Vout, a saída muda. Para se manter estável, o divisor precisa fornecer pelo menos 10× a corrente da carga. Quando a carga é de alta impedância, coloque um op-amp em configuração seguidor de tensão (buffer de ganho unitário) logo depois do divisor.
Aplicações: leitura ADC, nível lógico, referências
Quando você quer ler um sensor resistivo (LDR, NTC, potenciômetro) na entrada ADC de um microcontrolador (Arduino 0–5 V, ESP32 0–3,3 V), o divisor costuma ser a primeira escolha. O mesmo circuito faz level-shift de 5 V para 3,3 V (ex.: TX Arduino → RX ESP32 com R₁ = 1 kΩ, R₂ = 2 kΩ), entrega uma referência de tensão simples e serve de atenuador de áudio passivo em circuitos de nível de linha.
Perguntas frequentes
Por que Vout cai sob carga? A resistência da carga fica em paralelo com R₂, o que reduz a resistência efetiva inferior e desregula a razão do divisor.
Posso alimentar um circuito com divisor? Só se a carga for de microamperes. Para qualquer coisa que puxe potência de verdade, use regulador linear (LDO) ou conversor buck, porque o divisor só dissipa potência em calor e cai feio sob carga.
Que valores de resistor escolher? Para leitura de sensores em MCU, a faixa de 1–100 kΩ é a usual. Valores baixos demais desperdiçam corrente; valores altos demais deixam o divisor sensível a ruído e dependente da carga.
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Calcula a tensão de cisalhamento em parafusos solicitados transversalmente, τ = F ÷ (n·A), a partir da força cortante total F (N), do número de parafusos (ou planos de corte) n e da área de cada parafuso A (mm²). Diferente das uniões tracionadas (em que o parafuso é apertado e a carga é axial), em uniões de CISALHAMENTO os parafusos resistem a uma força transversal que tende a deslizar uma peça sobre a outra (como em ligações estruturais de aço, talas de emenda, flanges sob carga lateral). A força é distribuída entre os parafusos e cada um trabalha ao corte — daí a tensão ser a força dividida pelo número de parafusos vezes a área. Pode haver corte SIMPLES (um plano de cisalhamento) ou DUPLO (dois planos, quando o parafuso atravessa três chapas), o que dobra a capacidade. A área usada depende de se o plano de corte passa pela parte rosqueada (usa-se a área de tensão) ou pela parte lisa do corpo (área do diâmetro nominal). A tensão de cisalhamento é comparada com a resistência ao cisalhamento do material do parafuso (tipicamente ~0,6 da resistência à tração). Em estruturas, distinguem-se ligações por contato (o parafuso trabalha ao corte/esmagamento) e por atrito (a pré-carga gera atrito que transmite a carga sem o parafuso cisalhar) — esta fórmula trata da resistência ao corte. Informe a força cortante, o número de parafusos e a área.
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