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Número de Estágios pela Correlação de Gilliland

Estima o número de estágios teóricos de uma coluna de destilação pela correlação de Gilliland, que liga o excesso de refluxo ao excesso de estágios: com X = (R − R_min)/(R + 1) e Y = (N − N_min)/(N + 1), obtém-se N = (Y + N_min)/(1 − Y). É o terceiro passo do método curto FUG, depois de N_min pela equação de Fenske e R_min pela de Underwood, e resolve em uma linha o dimensionamento preliminar que de outro modo exigiria um McCabe-Thiele ou um simulador. Adotado o ajuste analítico de Eduljee, Y = 0,75·(1 − X^0,5668), que é a forma usual para cálculo manual; a correlação de Molokanov é mais precisa nos extremos e dá resultado alguns por cento diferente. Informe a razão de refluxo de operação, a razão de refluxo mínima e o número mínimo de estágios.

Resultado

Gilliland: estágios teóricos sem abrir um McCabe-Thiele

O método curto FUG resolve uma coluna de destilação em três passos: Fenske dá o número mínimo de estágios no refluxo total, Underwood dá a razão de refluxo mínima, e Gilliland amarra os dois no número de estágios da operação real. É a conta que o engenheiro de processos faz no estudo de viabilidade, antes de abrir simulador, para chegar a altura de coluna, quantidade de pratos e uma estimativa de custo de capital que resista à primeira reunião. Sem ela resta escolher o refluxo no escuro, e refluxo decide ao mesmo tempo quantos pratos comprar e quanto vapor pagar todo ano.

A correlação usa duas coordenadas adimensionais: X = (R − R_min)/(R + 1), o excesso de refluxo, e Y = (N − N_min)/(N + 1), o excesso de estágios. Foi adotado o ajuste analítico de Eduljee, Y = 0,75·(1 − X^0,5668), a forma usada em cálculo manual desde 1975; invertendo, N = (Y + N_min)/(1 − Y). Com os padrões — R = 1,5, R_min = 1 e N_min = 5 — saem X = 0,2, Y = 0,4488 e N = 9,885 estágios teóricos. A faixa econômica de projeto fica entre 1,1 e 1,5 vez o refluxo mínimo, exatamente onde a correlação foi levantada. A alternativa de Molokanov acerta melhor os extremos e devolveria 10,12 no mesmo caso, uns 2% acima.

O ajuste de Eduljee tem um defeito conhecido no limite inferior: quando R se aproxima de R_min, X vai a zero e Y satura em 0,75, então N empaca em 4·N_min + 3 — com N_min = 5, um teto de 23 estágios, quando a física manda N tender ao infinito. Com R = 1,001 e R_min = 1 a tela mostra 22,069, enquanto Molokanov passa de 380. Fora dessa borda, espere algo como 7% de erro e bem mais em sistema cuja volatilidade relativa varia muito ao longo da coluna. O N devolvido inclui o refervedor como estágio de equilíbrio; o condensador total não conta. Arredonde para cima e divida pela eficiência global de prato.

Perguntas frequentes

Os padrões dão N = 9,885. Quantos pratos eu compro?
Arredonde para 10 estágios teóricos de equilíbrio. Um deles é o refervedor parcial, que se comporta como estágio, então sobram 9 estágios teóricos dentro do casco; havendo condensador parcial, ele também conta e sobram 8. Depois divida pela eficiência global de prato, que para hidrocarbonetos leves em pratos valvulados costuma ficar entre 0,65 e 0,80. Com 0,70, os 9 estágios teóricos viram 13 pratos reais, e é esse número que multiplica o espaçamento de bandeja para dar a altura da seção. Some ainda o volume de fundo e o espaço de desprendimento no topo.
Por que a calculadora exige R estritamente maior que R_min?
Porque em R igual a R_min a coluna precisaria de infinitos estágios, e a correlação não representa esse limite. O programa recusa R menor ou igual a R_min, recusa R_min zero ou negativo e recusa N_min zero ou negativo, mostrando o aviso para conferir os valores. Mesmo quando aceita, desconfie de R muito colado no mínimo: o ajuste de Eduljee satura e devolve um número finito e pequeno demais. Trabalhe na faixa em que projeto real vive, de 1,1 a 1,5 vez R_min, que é onde a correlação foi levantada e onde o custo somado de coluna e utilidade encontra o mínimo.
De onde saem os valores de R_min e N_min?
N_min vem da equação de Fenske, que conta os estágios no refluxo total a partir das recuperações da chave leve e da chave pesada e da volatilidade relativa média entre topo e fundo. R_min vem do método de Underwood, que resolve a raiz θ situada entre as volatilidades das duas chaves usando a condição térmica da alimentação, e depois calcula o refluxo mínimo pela composição do destilado. Ambos assumem volatilidade relativa constante, hipótese que se propaga para o Gilliland. Com chaves de volatilidade próxima ou sistema não ideal, trate o N como ordem de grandeza e confirme num simulador rigoroso.

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Razão de Refluxo Ótima

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Refluxo Mínimo (Underwood)

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Permeabilidade Absoluta pela Correlação de Timur

Estima a permeabilidade absoluta de um arenito a partir da porosidade e da saturação de água irredutível, quando não há amostra de testemunho para ensaio em laboratório. A correlação de Timur (1968), levantada em 155 amostras de arenitos do Alasca, é k = 0,136 × porosidade^4,4 ÷ saturação irredutível², com a permeabilidade em milidarcy. O resultado diz quanto o reservatório consegue escoar: abaixo de 1 mD a formação é considerada apertada, entre 10 e 100 mD é moderada e acima de 500 mD é excelente. A convenção que mais gera erro aqui é a unidade: as constantes 0,136 e 4,4 foram ajustadas com porosidade e saturação em porcentagem, não em fração — informar 0,22 em vez de 22 derruba o resultado em várias ordens de grandeza, e por isso os dois campos pedem porcentagem. Informe a porosidade efetiva e a saturação de água irredutível.

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