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Fator de Recuperação do Reservatório

Calcula o fator de recuperação de um reservatório, FR = (Np/N)·100%, a fração do óleo original (N, ou OOIP) que será efetivamente produzida (Np). É um dos números mais importantes — e incertos — da indústria: a recuperação primária (energia natural) costuma ficar em 5–15%; com recuperação secundária (injeção de água/gás) sobe a 30–50%; e métodos avançados (EOR) podem ultrapassar. Define o valor econômico do campo. Informe a produção acumulada e o óleo original in place.

Resultado

Fator de recuperação do reservatório

Aqui está a verdade incômoda do petróleo: a maior parte dele fica no subsolo. O fator de recuperação FR = (Np/N)·100% mede que fração do óleo original (N, o OOIP) será de fato extraída (Np). E os números são humildes: a recuperação primária, que usa apenas a energia natural do reservatório (gás dissolvido, capa de gás, influxo de água), tira tipicamente só 5 a 15%. A recuperação secundária — injetar água ou gás para varrer o óleo e manter a pressão — eleva para 30 a 50%. E os métodos avançados (EOR: injeção de vapor, polímeros, CO₂, surfactantes) podem espremer mais alguns pontos, a custo alto. Cada ponto percentual de recuperação, num campo gigante, vale bilhões — por isso a indústria investe tanto em entender e melhorar esse número. O FR é também o que separa o óleo presente (geológico) das reservas (economicamente produzíveis). Informe a produção acumulada e o óleo original in place.

Ferramentas Relacionadas

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Reservas Recuperáveis de Óleo

Calcula as reservas recuperáveis de óleo, multiplicando o óleo original in place (OOIP) pelo fator de recuperação (%). Enquanto o OOIP é o volume total presente na rocha, só uma fração é tecnicamente e economicamente extraível — essas são as reservas que de fato têm valor e entram no balanço das petroleiras. É o número que sustenta avaliações de ativos e decisões de investimento. Informe o OOIP e o fator de recuperação.

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Óleo In Place (OOIP)

Calcula o volume original de óleo in place (OOIP) de um reservatório pelo método volumétrico, OOIP = 7758·A·h·φ·(1−Sw)/Boi, em barris-padrão (STB). Combina a área do reservatório (acres), a espessura porosa (ft), a porosidade (φ), a saturação de água (Sw) e o fator volume de formação do óleo (Boi). A constante 7758 converte acre-pé em barris. É a base de toda a avaliação de uma jazida de petróleo. Informe a área, a espessura, a porosidade, a saturação de água e o Boi.

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Grau de Recuperação da Lavra

Calcula o grau de recuperação da lavra (mining recovery), R = (minério lavrado / minério in situ)·100%, a fração do minério originalmente presente na jazida que é efetivamente extraída. Nem todo o minério é recuperável: pilares de sustentação, perdas no desmonte e contatos deixam parte para trás. Junto com a diluição, define a eficiência da extração e as reservas lavráveis. Informe o minério lavrado e o minério in situ.

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Fator Volume de Formação do Óleo (Bo)

Calcula o fator volume de formação do óleo (Bo), dividindo o volume que o óleo ocupa nas condições do reservatório pelo volume que ocupa na superfície (barris de tanque). Bo é sempre maior que 1 porque, no reservatório, o óleo está quente e com gás dissolvido, ocupando mais espaço; ao subir e perder gás e calor, encolhe. É essencial para converter volumes de reservatório em produção de superfície. Informe os volumes em condições de reservatório e de superfície.

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Fator de Equivalência de Carga por Eixo

Calcula quantas passagens do eixo padrão equivalem a uma passagem do eixo real, pela lei da potência do dimensionamento de pavimento: fator = (carga do eixo ÷ carga do eixo padrão) elevado ao expoente de dano. É esse fator que converte a contagem de tráfego em número N de solicitações do eixo padrão, que no Brasil é o eixo simples de rodas duplas de 8,2 tf, ou 80 kN. O expoente amplifica a sobrecarga de forma brutal: um eixo 20% mais pesado que o padrão não consome 20% a mais do pavimento, e sim 2,07 vezes, o que explica por que um único caminhão fora do limite legal pesa mais na vida da via do que milhares de automóveis, cujo fator é praticamente zero. O expoente ficou como entrada em vez de fixo em 4, o valor da AASHTO consagrado como lei da quarta potência, porque pavimento rígido e modelos de trincamento por fadiga trabalham com expoentes entre 3 e 5, e o resultado muda de patamar conforme a escolha. Informe a carga do eixo, a carga do eixo padrão e o expoente de dano.

Fator de Perdas de Buller-Woodrow

Estima o fator de perdas de um alimentador de distribuição a partir do fator de carga, pela relação empírica de Buller e Woodrow: fator de perdas = k × fator de carga + (1 − k) × fator de carga ao quadrado. O fator de perdas é a razão entre a perda média e a perda de pico no período, e é ele que converte a perda instantânea medida no horário de ponta em energia perdida ao longo do mês, sem precisar de curva de carga registrada. Como a perda por efeito Joule varia com o quadrado da corrente, o fator de perdas fica sempre abaixo do fator de carga, e quanto menor o fator de carga menor a razão entre os dois: com fator de carga 0,20 o fator de perdas não chega à metade dele, enquanto com 0,80 fica em torno de 86% do valor. Foi adotado o coeficiente k como entrada em vez de fixo em 0,30, que é o valor clássico de Buller e Woodrow para redes de distribuição, porque as concessionárias recalibram k entre 0,15 e 0,50 conforme o perfil de carga do alimentador. Informe o fator de carga do período e o coeficiente k.

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