Fator de Perdas de Buller-Woodrow
Estima o fator de perdas de um alimentador de distribuição a partir do fator de carga, pela relação empírica de Buller e Woodrow: fator de perdas = k × fator de carga + (1 − k) × fator de carga ao quadrado. O fator de perdas é a razão entre a perda média e a perda de pico no período, e é ele que converte a perda instantânea medida no horário de ponta em energia perdida ao longo do mês, sem precisar de curva de carga registrada. Como a perda por efeito Joule varia com o quadrado da corrente, o fator de perdas fica sempre abaixo do fator de carga, e quanto menor o fator de carga menor a razão entre os dois: com fator de carga 0,20 o fator de perdas não chega à metade dele, enquanto com 0,80 fica em torno de 86% do valor. Foi adotado o coeficiente k como entrada em vez de fixo em 0,30, que é o valor clássico de Buller e Woodrow para redes de distribuição, porque as concessionárias recalibram k entre 0,15 e 0,50 conforme o perfil de carga do alimentador. Informe o fator de carga do período e o coeficiente k.
Resultado
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Fator de perdas: da perda de ponta à energia do mês
Quem calcula perda técnica de alimentador quase nunca tem a curva de carga de 8.760 horas na mão. Tem o fluxo de potência rodado no pico, que devolve a perda instantânea em quilowatts, e tem a fatura do mês. Multiplicar a perda de ponta pelas 730 horas do mês infla o número com folga: o alimentador passa a maior parte do tempo bem abaixo do pico, e a perda por efeito Joule cai com o quadrado da corrente. O fator de perdas é a ponte entre os dois números — multiplicado pela perda de ponta e pelas horas do período, devolve a energia que realmente virou calor no cobre.
A relação de Buller e Woodrow escreve o fator de perdas como k × FC + (1 − k) × FC², uma média ponderada entre o comportamento linear e o quadrático. FC é o fator de carga do período, a demanda média dividida pela máxima: alimentador residencial urbano costuma ficar entre 0,45 e 0,60; indústria de três turnos passa de 0,80; ramal de irrigação sazonal despenca abaixo de 0,30. O coeficiente k aparece como campo em vez de ficar fixo em 0,30, valor clássico dos autores para distribuição, porque cada concessionária recalibra k entre 0,15 e 0,50 conforme o perfil do alimentador — k maior aproxima o fator de perdas do fator de carga. Com os padrões da tela, sai 0,3768.
A relação é empírica, ajustada sobre curvas de carga reais, e não substitui a medição onde ela existe. O fator de perdas verdadeiro sempre cai entre FC² e FC, faixa que a fórmula respeita para qualquer k de 0 a 1; dentro dela, porém, o desvio chega a alguns pontos quando o pico é estreito e isolado, caso de ramal com bomba de irrigação ou forno a arco. Dois tropeços de unidade derrubam a conta: o fator de carga entra como fração, e digitar 55 em vez de 0,55 dispara o aviso de valores inválidos, já que a validação recusa fator acima de 1. E o fator multiplica potência perdida, nunca energia faturada.
Perguntas frequentes
Por que o fator de perdas (0,3768) fica menor que o fator de carga (0,55)?
Que valor de k usar quando a concessionária não publica o dela?
Como transformo o fator de perdas em quilowatt-hora perdido no mês?
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