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Folga de Corte (Punção-Matriz)

Calcula a folga de corte por lado entre o punção e a matriz no corte de chapas, c = (a ÷ 100)·t, a partir da folga percentual recomendada a (% da espessura) e da espessura da chapa t (mm). A folga de corte (clearance) é o pequeno espaço entre o punção e a matriz, e é um dos parâmetros MAIS importantes na qualidade do corte de chapas. Quando o punção desce, ele cisalha o material, mas o corte não é uma fatia limpa: o material primeiro deforma (rebarba de embutimento, ou roll-over), depois cisalha gerando uma zona lisa (burnish), e finalmente FRATURA, gerando uma zona rugosa e uma rebarba (burr). A folga correta faz com que as trincas que partem do punção e da matriz se ENCONTREM, gerando um corte limpo com mínima rebarba. A folga ideal depende do material e da espessura: tipicamente 5 a 10% da espessura por lado para aços (menos para materiais moles, mais para duros). Folga PEQUENA demais gera corte secundário (rebarba dupla) e desgaste do ferramental e exige mais força; folga GRANDE demais gera muita rebarba, distorção e baixa qualidade de borda. Acertar a folga é essencial para a vida da ferramenta, a força necessária e a qualidade da peça cortada. Informe a folga percentual recomendada e a espessura da chapa.

Resultado

Folga de corte (punção-matriz)

A folga de corte por lado entre o punção e a matriz é c = (a ÷ 100)·t, a partir da folga percentual recomendada a (% da espessura) e da espessura da chapa t. A folga de corte (clearance) é o pequeno espaço entre o punção e a matriz, e é um dos parâmetros mais importantes na qualidade do corte de chapas. Quando o punção desce, ele cisalha o material, mas o corte não é uma fatia limpa: o material primeiro deforma (a 'rebarba de embutimento', ou roll-over), depois cisalha gerando uma zona lisa e brilhante (burnish), e finalmente fratura, gerando uma zona rugosa e uma rebarba (burr) na saída. A folga correta faz com que as trincas que partem da aresta do punção e da aresta da matriz se encontrem, gerando um corte limpo com mínima rebarba. A folga ideal depende do material e da espessura: tipicamente 5 a 10% da espessura por lado para aços (menos para materiais moles, mais para duros). Folga pequena demais gera corte secundário (rebarba dupla), desgaste do ferramental e exige mais força; folga grande demais gera muita rebarba, distorção e baixa qualidade de borda. Acertar a folga é essencial para a vida da ferramenta, a força necessária e a qualidade da peça cortada — e é uma das primeiras coisas que se verifica quando um ferramental começa a produzir peças com rebarba. Informe a folga percentual recomendada e a espessura da chapa.

Ferramentas Relacionadas

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Força de Puncionamento (Corte de Chapa)

Calcula a força necessária para puncionar (cortar) um furo redondo em uma chapa metálica, F = π·D·t·τ, a partir do diâmetro do furo D (mm), da espessura da chapa t (mm) e da resistência ao cisalhamento do material τ (N/mm²). O produto π·D é o perímetro de corte; multiplicado pela espessura, dá a área que precisa ser cisalhada; e multiplicado pela resistência ao cisalhamento do material, dá a força. O puncionamento (e o corte de chapas em geral, como o recorte de blanks) é uma das operações mais comuns da estamparia: um punção desce contra uma matriz, com uma pequena folga entre eles, e cisalha o material, separando a peça ou o refugo. Calcular a força é essencial para selecionar a prensa (cuja capacidade, em toneladas, precisa superar a força com folga) e para dimensionar o ferramental. A força pode ser reduzida com artifícios como dar um ângulo de corte (cisalhamento) ao punção ou à matriz, fazendo o corte progressivo em vez de simultâneo em todo o perímetro — o que reduz o pico de força (mas aumenta o curso). Conhecer a força também permite estimar o trabalho e a energia da operação. Informe o diâmetro do furo, a espessura e a resistência ao cisalhamento.

Trabalho de Puncionamento

Calcula o trabalho (energia) consumido em uma operação de puncionamento ou corte de chapa, W = (k·F·t) ÷ 1000, a partir do fator de penetração k (~0,3 a 0,6, a fração da espessura que o punção percorre cisalhando antes de o material fraturar), da força de corte F (N) e da espessura da chapa t (mm); o resultado é em joules. Enquanto a FORÇA de corte define a tonelagem da prensa, o TRABALHO define a ENERGIA que a prensa precisa fornecer no golpe — um parâmetro distinto e igualmente importante, especialmente em prensas excêntricas e de fricção que armazenam energia em um volante. O fator k aparece porque o corte não consome a força máxima ao longo de toda a espessura: o punção penetra cisalhando, a força sobe até um pico e depois cai quando o material FRATURA bruscamente (a fratura propaga-se e separa o material antes de o punção atravessar toda a espessura). Assim, o trabalho é apenas uma fração (k) do produto força máxima × espessura. Conhecer o trabalho é essencial para dimensionar o volante e o motor da prensa (que precisam repor a energia entre golpes) e para evitar que cortes pesados 'travem' a prensa por falta de energia armazenada. Informe o fator de penetração, a força de corte e a espessura.

Folga Radial de Mancal

Calcula a folga radial de um mancal de deslizamento, c = (D_furo − D_eixo) ÷ 2, subtraindo o diâmetro do eixo do diâmetro do furo do mancal e dividindo por dois. O resultado é o espaço radial entre o eixo e o mancal, onde se forma o filme de óleo lubrificante. A folga é um parâmetro crítico de projeto: folga pequena demais dificulta a formação do filme e a dissipação de calor (risco de agarramento); folga grande demais reduz a capacidade de carga e aumenta vibração e ruído. Uma regra prática usa folga radial de cerca de 1 milésimo do diâmetro. Informe os diâmetros do furo e do eixo.

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