Módulo de Ruptura à Flexão (Cerâmica)
Calcula o módulo de ruptura (MOR) à flexão de uma cerâmica em três pontos, MOR = 3·F·L/(2·b·d²), a partir da carga de ruptura (F), da distância entre apoios (L), da largura (b) e da espessura (d) do corpo de prova. É a principal medida de resistência mecânica de cerâmicas e revestimentos (ISO 10545): porcelanatos superam 35 MPa. A dependência com d² mostra por que peças mais espessas resistem muito mais. Informe a carga, a distância entre apoios, a largura e a espessura.
Resultado
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Módulo de ruptura à flexão (cerâmica)
Cerâmicas são fortíssimas sob compressão mas frágeis sob tração — e o ensaio de flexão é a forma padrão de medir essa resistência limitante, porque a flexão impõe tração na face inferior do corpo de prova. O módulo de ruptura (MOR) à flexão em três pontos é MOR = 3·F·L/(2·b·d²), onde F é a carga que rompe a peça, L a distância entre os apoios, b a largura e d a espessura. O corpo de prova (uma tira ou uma placa) é apoiado em duas barras e pressionado no meio por uma terceira, até quebrar. O destaque da fórmula é a dependência com o quadrado da espessura (d²): dobrar a espessura quadruplica a resistência à flexão — por isso pisos de alto tráfego são mais grossos, e por isso uma placa fina quebra tão facilmente. A norma ISO 10545-4 padroniza o ensaio para revestimentos: porcelanatos exigem MOR ≥ 35 MPa, enquanto azulejos porosos ficam em ~12–15 MPa. O MOR depende da densificação (menos poros = mais resistência), da composição e da queima. Não confundir com a carga de ruptura (a força F em si, em newtons, que também é especificada): o MOR normaliza pela geometria, permitindo comparar peças de espessuras diferentes. Informe a carga, a distância entre apoios, a largura e a espessura.
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