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Calculadora de Versos em Cordel Brasileiro

Calcula o numero total de versos em folhetos de cordel (estrofes de 6 ou 10 versos).

versos

Cordel popular brasileiro: contando versos da poesia nordestina

O cordel brasileiro é uma tradição poético-oral popular do Nordeste. Suas estrofes se formam por seis ou sete versos setissilábicos (heptassilábicos), cada um com sete sílabas poéticas. Para contar o total de versos basta aplicar total = estrofes × versos_por_estrofe. Um cordel em sextilhas com 30 estrofes dá 30 × 6 = 180 versos; em septilhas, chega a 210.

Nas sextilhas predomina o esquema ABCBDB; nas demais formas aparecem variantes ABABCC ou ABBAACCDDC. Os folhetos baratos vinham pendurados em cordões nas feiras do século XX, em estados como Pernambuco, Paraíba e Ceará — daí o nome cordel. Em 2018 o IPHAN registrou a forma como patrimônio cultural imaterial brasileiro. Cordelistas como J. Borges (PE) e Patativa do Assaré (CE) mantêm a tradição, e a ABLC (Academia Brasileira de Literatura de Cordel) cuida de preservar e divulgar o gênero.

Aplicações

Serve ao cordelista que precisa planejar a extensão do folheto, que costuma ter 8, 16 ou 32 páginas. Ajuda também o estudante de literatura ao analisar estruturas poéticas orais, a editora ao estimar páginas e o professor que leva a literatura regional brasileira para a sala de aula.

FAQ

O que é verso heptassilábico? É o verso de sete sílabas poéticas (métricas), contadas até a última tônica. É o metro padrão do cordel e da poesia popular portuguesa, conhecido como redondilha maior.

Por que 6 ou 7 versos por estrofe? A sextilha (6) é a forma mais popular do cordel. Já a septilha (7) e as formas decassilábicas (10 versos, chamadas martelo agalopado) aparecem muito na cantoria de viola e nos desafios.

Quem é J. Borges? José Francisco Borges (1935) é cordelista e xilogravurista de Bezerros-PE, um dos artistas do cordel com maior reconhecimento internacional. Suas xilogravuras ilustram centenas de folhetos.

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