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Perda de Vapor por Purgador ou Orifício (Napier)

Calcula a vazão de vapor saturado que escapa por um purgador travado aberto ou por um furo de vazamento, pela fórmula de Napier em escoamento crítico: ṁ = C_d · 0,5244 · A · P_abs, com a área do orifício em mm² e a pressão absoluta da linha em bar, resultado em kg/h. Acima de cerca de 1,9 bar absolutos o escoamento fica bloqueado (choked), e a partir daí a vazão passa a depender apenas da pressão a MONTANTE, não da contrapressão a jusante — é por isso que a perda cresce linearmente com a pressão da linha e com o quadrado do diâmetro do furo, e por isso que uma linha de alta pressão perde desproporcionalmente mais pelo mesmo defeito. A constante 0,5244 kg/(h·mm²·bar) é a conversão exata da forma imperial publicada, ṁ[lb/h] = 51,43 · A[pol²] · P[psia], e com C_d = 1 ela reproduz a vazão isentrópica bloqueada a menos de 1 %. Um furo de apenas 3 mm a 8 bar, com coeficiente de descarga 0,7, deixa escapar 20,8 kg/h — mais de 180 toneladas de vapor por ano de operação contínua, o argumento econômico central de qualquer programa de manutenção de purgadores. Informe o coeficiente de descarga, o diâmetro do orifício e a pressão absoluta da linha.

Resultado

Perda de vapor por purgador travado aberto (Napier)

Toda planta a vapor perde por purgador travado aberto, e essa perda é silenciosa: o purgador continua descarregando, o processo não reclama e só a conta de combustível se mexe. Depois que a inspeção por ultrassom ou termografia marca um purgador como passante, alguém precisa converter está soprando vapor em quilos por hora para ordenar a fila de troca — um assento de 3 mm num coletor de 8 bar não tem a mesma urgência de um furo de 1,5 mm numa linha de 2 bar. Esta página faz essa conversão pela fórmula de Napier em escoamento crítico: informe o coeficiente de descarga, o diâmetro do orifício e a pressão absoluta da linha, e ela devolve a vazão perdida em kg/h.

A vazão bloqueada vale ṁ = C_d · 0,2472 · A · P_abs, com a área do furo A = π·d²/4 em mm², a pressão absoluta em bar e a saída em kg/h. A área entra linearmente, então a perda cresce com o quadrado do diâmetro; a pressão a montante também entra linearmente, então dobrar a pressão do coletor dobra a perda. Com os valores padrão da página — C_d = 0,8, furo de 3 mm e 8 bar absolutos — a área é 7,07 mm² e a saída marca 11,18 kg/h; em 8.760 h de operação contínua, 98 toneladas de vapor por ano. Reduza o furo para 1,5 mm e cai para 2,80 kg/h; suba o coletor para 16 bar e sobe para 22,37 kg/h.

A constante é empírica e vale para vapor saturado: ela reproduz as tabelas de perda publicadas por fabricantes de purgador — com C_d = 0,8 e orifício de 1/4 de polegada (6,35 mm) a 100 psig (7,9 bar absolutos) a página devolve 49,45 kg/h, ou 109 lb/h, dentro da faixa tabelada — e não a vazão isentrópica de um bocal ideal. Trate C_d como fator de forma do furo, de 0,8 a 0,9 na prática de campo. Abaixo de 1,9 bar absolutos o escoamento deixa de ser crítico e a página recusa a conta, já que aí a contrapressão passa a pesar. Um purgador defeituoso raramente sopra vapor seco: se ainda drena condensado, a perda real fica abaixo deste valor, que é um teto.

Perguntas frequentes

A pressão é absoluta ou manométrica?
Absoluta. Some cerca de 1,013 bar à leitura do manômetro: um coletor de 7 bar manométricos entra como 8,013 bar. A página recusa qualquer valor abaixo de 1,9 bar absolutos, porque abaixo disso o escoamento deixa de ser bloqueado e a vazão passaria a depender da contrapressão a jusante, que a fórmula de Napier ignora.
Que coeficiente de descarga devo usar?
De 0,8 a 0,9 para assento de purgador erodido, faixa em que a fórmula bate com as tabelas de perda publicadas: 6,35 mm a 7,9 bar absolutos com C_d = 0,8 dá 49,45 kg/h, ou 109 lb/h. Use 1,0 apenas para limitar o pior caso. Fresta de flange ou furo alongado por erosão não é orifício circular, e aí o número vira estimativa.
A ferramenta calcula o custo anual da perda?
Não. Ela devolve uma linha só, a vazão em kg/h, e você multiplica pelas horas de operação e pelo custo do seu vapor. Com os valores padrão, 11,18 kg/h ao longo de 8.760 h dão 98 toneladas por ano, o que ao preço típico de vapor de processo costuma pagar o purgador novo em poucas semanas. Não há gráfico, histórico nem conversão de moeda na página.

Ferramentas Relacionadas

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Carga de Condensado no Aquecimento (Vapor)

Calcula a vazão média de condensado gerada durante o aquecimento inicial de uma linha ou equipamento de vapor, m = M × c_p × (T_final − T_inicial) ÷ (h_fg × t), ou seja, o calor sensível absorvido pelo metal frio dividido pelo calor latente do vapor e pelo tempo em que se quer completar o aquecimento. É essa vazão média do período de aquecimento, comparada com a de regime, que dimensiona o purgador — vale a maior das duas, com fator de 2 a 3 sobre a de aquecimento, porque o pico no minuto inicial é bem acima da média: no arranque a tubulação fria condensa muito mais vapor do que depois de aquecida, e um purgador escolhido só pela carga de regime alaga a linha e provoca golpe de aríete. Aço-carbono tem calor específico em torno de 0,49 kJ/kg·K, e o calor latente cai conforme a pressão sobe — a 170 °C (cerca de 7 bar manométricos) vale aproximadamente 2049 kJ/kg. Informe a massa de metal, o calor específico, as temperaturas inicial e final, o calor latente do vapor e o tempo de aquecimento.

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Consumo Específico de Vapor

Calcula o consumo específico de vapor (steam rate) de uma turbina, CEV = 3600 ÷ Δh, dividindo 3600 (s/h) pela queda de entalpia disponível na turbina (kJ/kg). O resultado, em kg/kWh, indica quantos quilos de vapor são necessários para gerar um quilowatt-hora de energia. Quanto menor o consumo específico, mais eficiente é a conversão: quedas de entalpia maiores (vapor mais quente e maior expansão) reduzem o vapor necessário por kWh. É um indicador prático para comparar turbinas e estimar a vazão de vapor requerida para uma dada potência. Informe a queda de entalpia disponível na turbina.

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Volume do Reservatório de Ar Comprimido

Dimensiona o reservatório de ar comprimido pelo número máximo de partidas por hora que o motor do compressor suporta: V = 15 × vazão efetiva em m³/min × pressão atmosférica em bar ÷ (partidas por hora × faixa de pressão entre carga e alívio, em bar). A constante 15 vem do caso mais desfavorável, em que o consumo é exatamente metade da capacidade do compressor: aí o reservatório enche e esvazia a meia vazão, cada um dos dois trechos dura o dobro do que duraria à vazão plena, e o ciclo inteiro vale quatro vezes esse tempo unitário — é a condição que maximiza o número de partidas, e os 15 são os 60 minutos da hora divididos por esse 4. O resultado, em metros cúbicos, é o volume mínimo: um reservatório menor faz o motor partir mais vezes do que o fabricante admite e aquece o enrolamento, enquanto um maior não prejudica nada além do custo e do espaço ocupado. Como o volume é inversamente proporcional à faixa de pressão, alargar o diferencial de alívio de 1 para 2 bar corta o tanque pela metade, o que costuma sair mais barato que comprar um reservatório maior. Informe a vazão efetiva do compressor, o número máximo de partidas por hora, a faixa de pressão entre carga e alívio e a pressão atmosférica local.

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Perda de Calor pela Chaminé (Siegert)

Calcula a perda de calor pelos gases de exaustão pela fórmula de Siegert, perda = K × (T_gases − T_ar) ÷ CO₂, a partir do fator do combustível K (~0,5 para gás natural, ~0,6 para óleo), das temperaturas dos gases e do ar de combustão (°C) e do percentual de CO₂ nos gases. O resultado, em %, é a maior perda de energia de uma caldeira ou forno — o calor que escapa quente pela chaminé. Reduzir a temperatura dos gases (com economizadores e pré-aquecedores) e ajustar o excesso de ar (que dilui o CO₂) minimiza essa perda. A eficiência de combustão é aproximadamente 100% menos essa perda. Informe o fator K, as temperaturas e o CO₂.

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Eficiência da Caldeira

Calcula a eficiência térmica de uma caldeira pelo método direto, η = (m_vapor × Δh) ÷ (m_comb × PCI) × 100%, comparando o calor útil absorvido pela água/vapor (vazão de vapor × ganho de entalpia) com a energia liberada pela queima do combustível (vazão de combustível × poder calorífico inferior). O resultado, em %, indica quanta energia do combustível foi efetivamente transferida ao vapor; o restante se perde nos gases de exaustão, em purgas, radiação e combustível não queimado. Caldeiras industriais bem operadas atingem 80–90%. Informe a vazão de vapor, o ganho de entalpia, a vazão de combustível e o PCI.

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Tiragem Natural de Chaminé

Calcula a tiragem (depressão) natural de uma chaminé, ΔP = 353 × h × (1/T_ar − 1/T_gases), a partir da altura da chaminé h (m) e das temperaturas absolutas do ar externo e dos gases quentes (K). O resultado, em pascals, é a diferença de pressão que 'puxa' os gases para cima e o ar de combustão para dentro do queimador, gerada pela diferença de densidade entre os gases quentes (leves) e o ar frio (denso) — o efeito chaminé. Chaminés mais altas e gases mais quentes geram mais tiragem. É a base do projeto de chaminés de fornos e caldeiras com tiragem natural; tiragem insuficiente exige ventiladores (tiragem forçada). Informe a altura e as temperaturas do ar e dos gases.

Os resultados desta ferramenta têm caráter apenas informativo e educativo e não constituem aconselhamento profissional, financeiro, médico, jurídico, tributário ou contábil. Confirme decisões importantes com um profissional qualificado e fontes oficiais.