Volume do Reservatório de Ar Comprimido
Dimensiona o reservatório de ar comprimido pelo número máximo de partidas por hora que o motor do compressor suporta: V = 15 × vazão efetiva em m³/min × pressão atmosférica em bar ÷ (partidas por hora × faixa de pressão entre carga e alívio, em bar). A constante 15 vem do caso mais desfavorável, em que o consumo é exatamente metade da capacidade do compressor: aí o reservatório enche e esvazia a meia vazão, cada um dos dois trechos dura o dobro do que duraria à vazão plena, e o ciclo inteiro vale quatro vezes esse tempo unitário — é a condição que maximiza o número de partidas, e os 15 são os 60 minutos da hora divididos por esse 4. O resultado, em metros cúbicos, é o volume mínimo: um reservatório menor faz o motor partir mais vezes do que o fabricante admite e aquece o enrolamento, enquanto um maior não prejudica nada além do custo e do espaço ocupado. Como o volume é inversamente proporcional à faixa de pressão, alargar o diferencial de alívio de 1 para 2 bar corta o tanque pela metade, o que costuma sair mais barato que comprar um reservatório maior. Informe a vazão efetiva do compressor, o número máximo de partidas por hora, a faixa de pressão entre carga e alívio e a pressão atmosférica local.
Resultado
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Reservatório de ar: o volume que o motor exige
Quem monta uma sala de compressores descobre cedo que o tanque está ali para proteger o motor, e só de passagem para guardar ar. Máquina de pistão em carga-alívio parte e desliga o dia inteiro, e o fabricante do motor limita esse número: dez, vinte, às vezes trinta partidas por hora conforme a carcaça. Reservatório apertado faz o pressostato pendular a cada dois minutos, o enrolamento não tem tempo de dissipar o calor da corrente de partida e o térmico abre no meio do turno. O sintoma de campo é o alívio disparando sem parar mesmo com consumo baixo.
V = 15 × Q × Pa ÷ (N × ΔP). O Q é a vazão efetiva do compressor em metros cúbicos por minuto, referida à sucção; N o número máximo de partidas por hora que o motor aceita; ΔP a faixa entre a pressão de carga e a de alívio, quase sempre de 1 a 2 bar; e Pa a pressão atmosférica local em bar, 1,013 no nível do mar e perto de 0,9 a mil metros de altitude. Pa aparece porque a vazão vem referida à atmosfera enquanto o tanque guarda massa. A constante 15 é 60 minutos divididos por quatro: no pior caso o consumo vale metade da capacidade, e aí meia vazão enche o reservatório durante metade de cada ciclo.
A conta vale para compressor que trabalha em carga-alívio ou liga-desliga. Máquina com inversor de frequência acompanha o consumo sem partir de novo, e o reservatório dela sai por outro critério, o de estabilidade de pressão. O número também ignora pico de demanda: se a linha tem uma prensa que pede 3 m³ em dez segundos, dimensione pelo tempo de autonomia e espere um tanque bem maior. Dois erros de unidade aparecem sempre: vazão em m³/h digitada no campo de m³/min, que infla o volume em sessenta vezes, e pressão em kPa ou psi onde se pede bar.
Perguntas frequentes
Com os valores padrão, qual reservatório eu compro?
Dá para reduzir o tanque sem estourar o limite de partidas?
O que faz a página recusar o cálculo?
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