Permissividade de Geotêxtil
Calcula a permissividade de um geotêxtil, ψ = k_n ÷ t, a partir da permeabilidade normal ao plano k_n (m/s) e da espessura do geotêxtil t (m); o resultado, em s⁻¹, é a permissividade. A permissividade caracteriza a capacidade do geotêxtil de deixar a água passar PERPENDICULARMENTE ao seu plano (atravessando o tecido), e é a propriedade-chave nas funções de FILTRAÇÃO e DRENAGEM transversal. Define-se como permissividade (e não simplesmente permeabilidade) porque a espessura de um geotêxtil é pequena, variável e difícil de medir com precisão sob carga — então normaliza-se a permeabilidade pela espessura, obtendo uma propriedade (ψ = k/t) que pode ser medida diretamente pela vazão por unidade de área e gradiente, sem precisar conhecer a espessura. Em um filtro geotêxtil (que substitui o tradicional filtro de areia graduada em drenos, atrás de muros de arrimo, sob enrocamentos), o geotêxtil deve ser permissivo o suficiente para deixar a água passar livremente (sem represar e gerar poropressão), mas com poros pequenos o suficiente para RETER as partículas de solo (sem colmatar nem deixar o solo fugir — o critério de retenção). O equilíbrio entre permissividade e retenção é o coração do projeto de filtros geotêxteis. Informe a permeabilidade normal e a espessura.
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Permissividade de geotêxtil
A permissividade de um geotêxtil é ψ = k_n ÷ t, a partir da permeabilidade normal ao plano k_n e da espessura t; o resultado, em s⁻¹, é a permissividade. Ela caracteriza a capacidade do geotêxtil de deixar a água passar perpendicularmente ao seu plano (atravessando o tecido), e é a propriedade-chave nas funções de filtração e drenagem transversal. Define-se como permissividade (e não simplesmente permeabilidade) porque a espessura de um geotêxtil é pequena, variável e difícil de medir com precisão sob carga — então normaliza-se a permeabilidade pela espessura, obtendo uma propriedade (ψ = k/t) medível diretamente pela vazão por unidade de área e gradiente, sem precisar conhecer a espessura. Em um filtro geotêxtil (que substitui o tradicional filtro de areia graduada em drenos, atrás de muros de arrimo, sob enrocamentos), o geotêxtil deve ser permissivo o suficiente para deixar a água passar livremente (sem represar e gerar poropressão), mas com poros pequenos o suficiente para reter as partículas de solo (sem colmatar nem deixar o solo fugir — o critério de retenção). O equilíbrio delicado entre permissividade e retenção é o coração do projeto de filtros geotêxteis, que substituíram em grande parte os filtros granulares por serem mais finos, fáceis de instalar e de desempenho controlado. Informe a permeabilidade normal e a espessura.
Ferramentas Relacionadas
Transmissividade de Geotêxtil
Calcula a transmissividade de um geossintético, θ = k_p·t, a partir da permeabilidade no plano k_p (m/s) e da espessura t (m); o resultado, em m²/s, é a transmissividade. A transmissividade caracteriza a capacidade do geossintético de conduzir água DENTRO do seu próprio plano (no sentido longitudinal, como um dreno laminar), e é a propriedade-chave na função de DRENAGEM. Enquanto a permissividade mede o fluxo ATRAVÉS do geotêxtil (perpendicular), a transmissividade mede o fluxo AO LONGO dele (paralelo). É a propriedade fundamental dos geocompostos drenantes e georredes — produtos com núcleo tridimensional vazado (georrede) entre geotêxteis filtrantes, usados para drenar água em substituição a camadas de brita: drenagem atrás de muros de arrimo, sob aterros sanitários (coleta de chorume e gases), em estradas, campos esportivos e jardins (drenagem subsuperficial), e em fundações. A transmissividade depende fortemente da PRESSÃO de confinamento (quanto mais comprimido, menor o espaço para a água fluir e menor θ) e do gradiente, por isso é especificada nas condições reais de carga da obra. Multiplicada pelo gradiente e pela largura, dá a vazão drenada. Informe a permeabilidade no plano e a espessura.
Vazão de Dreno Geocomposto
Calcula a vazão de drenagem de um geocomposto drenante, q = θ·i·b, a partir da transmissividade θ (m²/s), do gradiente hidráulico i (adimensional) e da largura do dreno b (m). Esta é a aplicação prática da transmissividade: estima quanta água um geocomposto drenante (georrede entre geotêxteis, ou geotêxtil drenante) consegue conduzir em seu plano, para verificar se ele substitui adequadamente uma camada de brita ou um dreno convencional. A vazão é o produto da transmissividade (a 'condutividade' do dreno no plano, na pressão de confinamento da obra) pelo gradiente hidráulico (a inclinação da linha de carga que impulsiona o fluxo) e pela largura do dreno (a frente de drenagem). É a Lei de Darcy aplicada ao escoamento no plano do geossintético. Esse cálculo é essencial para dimensionar sistemas de drenagem com geocompostos: drenagem de gases e líquidos em aterros sanitários e mineração, drenos atrás de muros e cortinas, drenagem de coberturas verdes e estruturas enterradas, e drenos de estradas e ferrovias. Compara-se a vazão que o geocomposto fornece com a vazão de projeto (a água a ser drenada, com fator de segurança); se insuficiente, escolhe-se um geocomposto de maior transmissividade ou aumenta-se a largura. Informe a transmissividade, o gradiente hidráulico e a largura.
Rigidez à Tração de Geossintético
Calcula a rigidez à tração (módulo de rigidez secante) de um geossintético, J = T ÷ ε, a partir da força de tração por unidade de largura T (kN/m) e da deformação correspondente ε (adimensional, ou ε/100 se em %); o resultado, em kN/m, é a rigidez. Diferente dos materiais convencionais, em que a rigidez é o módulo de Young (tensão/deformação, em Pa), nos geossintéticos a 'tensão' é expressa por unidade de LARGURA (kN/m, pois a espessura é mal definida e variável), então a rigidez J também é em kN/m. A rigidez à tração é uma propriedade fundamental no projeto de reforço de solo porque os geossintéticos só mobilizam força quando se DEFORMAM (esticam): quanto maior a rigidez J, menor a deformação necessária para atingir a força de reforço requerida. Isso é crucial porque as estruturas de solo reforçado têm limites de deformação ADMISSÍVEL (um muro não pode 'barrigar' demais, um aterro não pode recalcar excessivamente) — então o projeto frequentemente é controlado pela rigidez (deformação) e não pela resistência (ruptura). Geossintéticos de reforço modernos (geogrelhas de poliéster ou de polietileno de alta densidade) têm rigidez alta para limitar deformações. A rigidez é medida no ensaio de tração de faixa larga, geralmente a uma deformação de referência (2%, 5%). Informe a força de tração e a deformação.
Número de Camadas de Reforço
Calcula o número de camadas de reforço geossintético necessárias em um muro ou talude de solo reforçado, N = H ÷ S_v, a partir da altura da estrutura H (m) e do espaçamento vertical entre camadas S_v (m). Em uma estrutura de solo reforçado, as camadas de geossintético (geogrelha ou geotêxtil) são instaladas horizontalmente entre as camadas de solo compactado, a intervalos verticais regulares. O número total de camadas é simplesmente a altura dividida pelo espaçamento. O espaçamento vertical S_v é uma decisão de projeto crucial: espaçamentos MENORES (mais camadas) distribuem melhor as tensões, permitem o uso de geossintéticos menos resistentes e dão um maciço reforçado mais homogêneo e estável, mas aumentam o número de operações de instalação (mais lento e caro). Espaçamentos MAIORES (menos camadas) são mais rápidos de construir, mas exigem geossintéticos mais resistentes e podem permitir deformações localizadas entre as camadas ('barriga' na face). Tipicamente S_v varia de 0,3 a 0,8 m, muitas vezes adotando-se múltiplos da espessura da camada de compactação do solo (0,15-0,20 m). Esse cálculo é essencial para o quantitativo (área total de geossintético = N × área de cada camada) e o orçamento da obra, além de definir a sequência construtiva. Informe a altura da estrutura e o espaçamento vertical.
Comprimento de Ancoragem de Geogrelha
Calcula o comprimento de ancoragem (embutimento na zona resistente) necessário para uma geogrelha de reforço, L_a = T ÷ (2·σ_v·tan φ·C_i), a partir da força de tração na camada T (kN/m), da tensão vertical σ_v (kPa) atuando sobre a geogrelha, do ângulo de atrito do solo φ (graus) e do coeficiente de interação solo-geogrelha C_i (~0,6 a 1,0). Em um muro ou talude de solo reforçado, cada camada de geossintético precisa estar ancorada além da superfície potencial de ruptura, em um comprimento suficiente para que o atrito solo-reforço mobilize a força de tração sem que o reforço seja ARRANCADO. O fator 2 aparece porque a geogrelha tem atrito nas DUAS faces (superior e inferior). A resistência ao arrancamento por unidade de comprimento é o atrito (σ_v·tan φ) vezes o coeficiente de interação C_i, que mede quão bem a geogrelha 'engrena' no solo (geogrelhas, com suas aberturas, têm C_i alto pois o solo passa pelas malhas e gera resistência passiva, melhor que geotêxteis lisos). O comprimento de ancoragem soma-se ao comprimento dentro da zona ativa (que varia com a altura) para dar o comprimento TOTAL de cada camada. Ancoragem insuficiente leva ao arrancamento e ao colapso progressivo do muro. Informe a tração, a tensão vertical, o ângulo de atrito e o coeficiente de interação.
Taxa de filtração glomerular (CKD-EPI)
Calcula a TFG estimada pela equação CKD-EPI 2009 — padrão atual para estágios de doença renal crônica.
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