Profundidade do Defeito na Segunda Perna (Ultrassom Angular)
Calcula a profundidade real de uma descontinuidade detectada na segunda perna do feixe em ultrassom angular, d = 2 × e − S × cos(θ), em que S é o percurso sônico lido no aparelho e θ é o ângulo de refração do cabeçote. Depois de refletir no fundo o feixe volta subindo, então a profundidade deixa de crescer com o percurso e passa a diminuir: a profundidade passa a ser contada a partir do fundo, e não da superfície de varredura, que é o erro clássico de quem aplica a fórmula da primeira perna fora de faixa. A ferramenta só aceita percursos cuja projeção fique entre uma e duas espessuras, que é justamente a faixa da segunda perna — abaixo disso o refletor está na primeira perna e vale d = S × cos(θ). Informe a espessura da peça, o percurso sônico e o ângulo de refração.
Resultado
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Profundidade do defeito na segunda perna do feixe
A indicação apareceu em 80 mm de percurso sônico, numa chapa de 25 mm, com cabeçote de 60°. Aplicando a fórmula da primeira perna sai 40 mm de profundidade, mais que a espessura da peça, e é esse absurdo que denuncia o erro. Passado o meio salto o feixe voltou subindo, e a profundidade passa a diminuir conforme o percurso cresce. Saber se o refletor está na raiz, no meio do cordão ou perto da face muda o critério de aceitação e o plano de reparo, então a fórmula certa importa.
Na primeira perna vale d = S × cos(θ), até o percurso de meio salto, que é e ÷ cos(θ). Passado esse ponto a conta se dobra: d = 2 × e − S × cos(θ). Com os padrões, 2 × 25 − 80 × 0,5 dá 10,00 mm de profundidade. As duas fórmulas concordam exatamente na fronteira: em S = 25 ÷ 0,5 = 50 mm a primeira dá 25 mm e esta também, que é o fundo da peça. No outro extremo, S = 100 mm devolve 0 mm, ou seja, o feixe voltou à superfície de varredura.
A conta supõe fundo plano e paralelo, reflexão especular única e o ângulo refratado real do conjunto, levantado em bloco padrão, não o nominal da sapata. No fundo, parte da onda cisalhante converte para longitudinal, mais rápida, e gera indicações espúrias que o aparelho lê no percurso errado — sinal fraco e fora de lugar na segunda perna costuma ser isso. Terceira perna, com projeção acima de duas espessuras, pede d = S × cos(θ) − 2 × e e é recusada aqui. Onde houver acesso, prefira a primeira perna: o feixe divergiu menos e atenuou menos.
Perguntas frequentes
Como sei se a indicação está na primeira ou na segunda perna?
Por que a tela recusou o meu percurso sônico?
Meu aparelho digital já mostra a profundidade. Preciso disso?
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