1001Ferramentas
🛡️ Calculadoras

Relação de Pilling-Bedworth (PBR)

Calcula a relação de Pilling-Bedworth, PBR = (M_óxido × ρ_metal) ÷ (n × M_metal × ρ_óxido), que compara o volume do óxido formado com o volume do metal consumido na oxidação. O resultado (adimensional) prevê se a camada de óxido protege o metal: PBR < 1 gera óxido poroso e não protetor (oxidação contínua, como nos metais alcalinos); 1 < PBR < 2 forma uma camada aderente e protetora (caso do alumínio e do cromo, base da passivação); PBR > 2 produz óxido sob compressão que tende a trincar e descascar. Informe as massas molares, densidades e o número de átomos de metal por molécula de óxido.

Resultado

Relação de Pilling-Bedworth (PBR)

Quando um metal oxida, forma-se uma camada de óxido na superfície — e a grande questão é: essa camada protege o metal (barrando a difusão e freando a oxidação) ou é inútil? A relação de Pilling-Bedworth dá o primeiro critério para responder, comparando o volume do óxido formado com o volume do metal consumido para formá-lo: PBR = (M_óxido × ρ_metal) ÷ (n × M_metal × ρ_óxido), onde n é o número de átomos de metal por molécula de óxido. A interpretação tem três faixas. Se PBR < 1, o óxido ocupa menos volume que o metal consumido: a camada fica porosa e tracionada, não cobre a superfície e não protege — é o caso dos metais alcalinos e alcalino-terrosos (Mg, Li, Na). Se 1 < PBR < 2, o óxido cobre bem a superfície formando uma camada aderente, compacta e protetora — é a situação ideal, dos metais que passivam como alumínio (PBR ≈ 1,28), cromo, titânio e níquel, base da resistência dos aços inoxidáveis. Se PBR > 2, o óxido cresce com volume excessivo e fica sob forte compressão, tendendo a trincar, lascar e descascar (espalação), expondo metal novo — caso do ferro a alta temperatura (PBR ≈ 2,1) e do tungstênio. O critério é uma primeira aproximação: outros fatores (aderência, plasticidade, coeficiente de expansão térmica) também contam. Informe as massas molares, as densidades e o número de átomos de metal por molécula de óxido.

Ferramentas Relacionadas

🟣

Calculadora de Tempo de Cura de Resina UV por Camada

Calcula o tempo total de cura por camada para impressoras de resina SLA/MSLA.

🔢

Calculadora de numero f da lente por relacao

Calcula o numero f de uma lente a partir da distancia focal em mm e do diametro efetivo da pupila de entrada em mm pela relacao N = f/D.

🧴

Eficiência de Inibidor de Corrosão

Calcula a eficiência de um inibidor de corrosão, η = (TC₀ − TC_inib) ÷ TC₀ × 100%, comparando a taxa de corrosão sem inibidor (TC₀) com a taxa na presença do inibidor (TC_inib). O resultado, em %, mede quanto o inibidor reduziu a velocidade de corrosão — indicador padrão para avaliar e comparar inibidores em ensaios de laboratório (perda de massa, polarização ou impedância). Inibidores eficientes formam filmes protetores na superfície e alcançam eficiências acima de 90%. É amplamente usado em tratamento de água de caldeiras, sistemas de resfriamento e acidificação de poços. Informe as taxas de corrosão sem e com inibidor.

📏

Perda de Espessura por Corrosão

Calcula a perda de espessura acumulada por corrosão, δ = TC × t, multiplicando a taxa de corrosão TC (mm/ano) pelo tempo de serviço t (anos). O resultado, em mm, é a profundidade de material consumida ao longo do período — informação direta para avaliar a integridade de tubulações, tanques e estruturas e decidir sobre inspeção, reparo ou substituição. Comparada à sobreespessura de corrosão prevista em projeto, indica quanto da margem já foi consumido e estima a vida remanescente do componente. Informe a taxa de corrosão e o tempo de serviço.

🏭

Ponto de Orvalho Ácido dos Gases de Combustão

Calcula a temperatura em que o ácido sulfúrico passa a condensar sobre as superfícies frias de uma caldeira, pela correlação de Verhoff e Banchero: o inverso da temperatura absoluta de orvalho é uma combinação dos logaritmos das pressões parciais de vapor de água e de trióxido de enxofre nos gases, somada ao produto entre esses dois logaritmos. O resultado é o piso térmico do projeto — manter chaminé, economizador e pré-aquecedor de ar acima dele é o que evita a corrosão ácida que come o aço em poucas semanas, e é por isso que caldeiras a óleo pesado jogam pela chaminé calor que poderiam recuperar. Quem manda é o SO₃, não a umidade, e o motivo é a faixa de variação: o vapor de água praticamente não sai de 5% a 15% num gás de combustão, o que responde por 11 °C de ponta a ponta, enquanto o SO₃ varia por ordens de grandeza conforme o enxofre do combustível — só de 1 para 10 ppm o ponto de orvalho sobe quase 22 °C. Foi adotada a correlação de Verhoff e Banchero com pressões parciais em milímetros de mercúrio à pressão atmosférica, a mais usada em projeto de caldeira, na forma original com o termo de interação entre os dois logaritmos; a correlação de Okkes, posterior, devolve de 1 a 8 °C a menos para a mesma composição, então trate o valor como referência e não como limite exato. Informe o teor de vapor de água e o teor de SO₃ dos gases.

🔁

Relação de Recirculação de Lodo

Calcula a relação de recirculação de lodo (R) de um sistema de lodos ativados pelo balanço de massa, R = X ÷ (X_r − X), a partir da concentração de sólidos no licor misto (SSLM) e da concentração de sólidos no lodo de retorno. O resultado (adimensional, ou ×100%) indica a fração da vazão afluente que deve ser recirculada do decantador secundário para manter a biomassa desejada no reator. Recirculações típicas variam de 0,25 a 1,0. Informe a SSLM do reator e a concentração do lodo de retorno.

Os resultados desta ferramenta têm caráter apenas informativo e educativo e não constituem aconselhamento profissional, financeiro, médico, jurídico, tributário ou contábil. Confirme decisões importantes com um profissional qualificado e fontes oficiais.