Arrasto de Volatilidade (Variance Drag)
Calcula o arrasto de volatilidade: a perda do retorno composto (geométrico) em relação ao retorno médio (aritmético), aproximadamente a volatilidade ao quadrado dividida por dois. É o motivo pelo qual uma carteira que faz +50% e depois −50% não volta ao ponto de partida: a volatilidade corrói o crescimento composto. Quanto mais volátil o ativo, maior o arrasto, mesmo com o mesmo retorno médio. Informe o retorno aritmético médio e a volatilidade.
Resultado
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Arrasto de Volatilidade (Variance Drag)
Calcula o arrasto de volatilidade: a perda do retorno composto (geométrico) em relação ao retorno médio (aritmético), aproximadamente a volatilidade ao quadrado dividida por dois. É o motivo pelo qual uma carteira que faz +50% e depois −50% não volta ao ponto de partida: a volatilidade corrói o crescimento composto. Quanto mais volátil o ativo, maior o arrasto, mesmo com o mesmo retorno médio. Informe o retorno aritmético médio e a volatilidade.
Por que +50% e −50% não empatam
Há uma armadilha matemática que confunde muita gente: uma carteira que sobe 50% e depois cai 50% não volta ao ponto de partida, ela termina com 75% do valor original. A média aritmética dos dois retornos é zero, mas o resultado real é uma perda. Essa diferença entre o retorno médio e o que de fato se acumula tem nome: arrasto de volatilidade.
A causa é a assimetria do crescimento composto: perdas exigem ganhos proporcionalmente maiores para serem recuperadas. Quanto mais volátil o ativo, maior esse arrasto, e ele cresce aproximadamente com a volatilidade ao quadrado dividida por dois. É por isso que reduzir a volatilidade de uma carteira pode aumentar seu retorno composto mesmo sem mudar o retorno médio.
Informe o retorno aritmético médio e a volatilidade, ambos em porcentagem ao ano. A ferramenta devolve o arrasto e uma estimativa do retorno geométrico, que é o que você realmente leva para casa. É uma aproximação, mas captura bem o efeito; para o valor exato, calcule o retorno geométrico direto da série de retornos.
Ferramentas Relacionadas
Índice de Sharpe a partir de Série
Calcula o índice de Sharpe diretamente de uma série de retornos: a média dos retornos menos a taxa livre de risco, dividida pelo desvio-padrão amostral. É a forma mais prática de obter o Sharpe quando você tem o histórico em mãos, sem precisar calcular média e volatilidade à parte. Lembre que o resultado vem na frequência dos dados informados — para anualizar retornos mensais, multiplique por raiz de doze. Informe a lista de retornos e a taxa livre de risco no mesmo período.
Razão de Burke
Calcula a razão de Burke: o excesso de retorno sobre a taxa livre de risco dividido pela raiz da soma dos drawdowns ao quadrado. Diferente do Sharpe, que penaliza toda a volatilidade, a Burke foca só nas quedas, e ao elevar cada drawdown ao quadrado pune mais os tombos profundos do que os rasos. É uma das métricas de desempenho ajustado por risco de cauda. Informe o retorno da carteira, a taxa livre de risco e a lista de drawdowns em porcentagem.
Swap de Volatilidade (Liquidação)
Calcula a liquidação de um swap de volatilidade: o notional de volatilidade multiplicado pela diferença entre a volatilidade realizada e o strike, em pontos de volatilidade. É primo do swap de variância, mas paga linearmente na volatilidade, não no seu quadrado, o que o torna mais intuitivo, porém mais difícil de replicar. A diferença entre os dois strikes justos é o ajuste de convexidade. Informe a volatilidade realizada, a de strike e o notional de volatilidade.
Máximo Drawdown a partir de Série
Calcula o máximo drawdown de uma série de valores ou preços: a maior queda percentual de um pico até o vale seguinte ao longo de todo o histórico. É a medida mais intuitiva de risco de uma estratégia — quanto, no pior momento, o investidor teria visto seu capital encolher desde o topo. Diferente da versão de dois pontos, esta percorre a série inteira e encontra o pior trecho automaticamente. Informe a série de valores separados por vírgula.
Swap de Variância (Liquidação)
Calcula a liquidação de um swap de variância: o notional de variância multiplicado pela diferença entre a variância realizada e o strike de variância (o quadrado da volatilidade). É o derivativo puro de volatilidade — diferente de uma opção, ele não tem exposição direcional ao ativo, só à variância que de fato ocorreu. Quem compra ganha se o mercado oscilar mais que o esperado. Informe a volatilidade realizada, a volatilidade de strike e o notional de variância.
Medida M² de Modigliani
Calcula a medida M² de Modigliani (também M-quadrado ou RAP), que traduz o índice de Sharpe de volta para pontos percentuais de retorno. A ideia é simples: ajusta a carteira para ter a mesma volatilidade do mercado e pergunta quanto ela teria rendido nessas condições, M² = Rf + (Rp − Rf)·(σmercado/σcarteira). Diferente do Sharpe, que é um número solto, o M² compara direto com o retorno do índice de referência. Acima do retorno do mercado, a carteira bateu o benchmark ajustando pelo risco. Informe o retorno e a volatilidade da carteira, a taxa livre de risco e a volatilidade do mercado.
Os resultados desta ferramenta têm caráter apenas informativo e educativo e não constituem aconselhamento profissional, financeiro, médico, jurídico, tributário ou contábil. Confirme decisões importantes com um profissional qualificado e fontes oficiais.