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🎹 Geradores

Gerador de acorde de piano

Gera as notas que formam um acorde maior, menor, diminuto ou aumentado a partir da tônica informada.

Acordes de piano, da tríade ao voicing de jazz

Um piano padrão tem 88 teclas — 52 brancas e 36 pretas — cobrindo pouco mais de sete oitavas de A0 a C8. Cada tecla toca uma altura fixa no sistema de afinação temperamento igual, em que cada semitom é a razão irracional 2^(1/12) acima do anterior. Esse compromisso matemático é o que permite modular para qualquer tonalidade sem reafinar o instrumento; em troca, nenhum intervalo além da oitava é acusticamente puro. Um acorde é qualquer combinação de três ou mais notas tocadas simultaneamente, e o piano é o instrumento em que a teoria de acordes se consolidou porque os intervalos ficam visualmente alinhados à sua frente.

O bloco básico é a tríade, três notas empilhadas em terças. Uma tríade maior é fundamental + 3ª maior (+4 semitons) + 5ª justa (+7): Dó maior = C - E - G. Uma tríade menor abaixa a terça em um semitom: Dó menor = C - Eb - G. Uma diminuta abaixa terça e quinta: C - Eb - Gb. Uma aumentada sobe a quinta: C - E - G#. Acrescente a sétima e você terá as quatro qualidades centrais do jazz — Cmaj7 (C-E-G-B), C7 dominante (C-E-G-Bb), Cm7 (C-Eb-G-Bb) e Cm7b5 meio-diminuto.

Voicings e inversões

Qual nota está no grave muda a cor do acorde sem mudar seu nome. Posição fundamental coloca a fundamental no baixo; primeira inversão coloca a 3ª no baixo; segunda inversão, a 5ª. Pianistas de jazz raramente tocam tríades em posição fundamental — preferem drop-2 voicings (a segunda voz a partir do topo desce uma oitava) e voicings a duas mãos em que a esquerda toca fundamental + 7ª (shell) e a direita acrescenta 3ª e extensões (9, 11, 13). O resultado é harmonicamente rico, fácil de movimentar e evita "embolar" o registro grave.

Lendo cifras de songbook

Lead sheets e songbooks usam símbolos compactos: C para maior, Cm para menor, C7 para dominante com sétima, Cmaj7 para sétima maior, Cdim para diminuto, Caug ou C+ para aumentado, Csus2 e Csus4 quando a terça é substituída por 2ª ou 4ª. Uma barra como C/E indica Dó maior com E no baixo (primeira inversão). Dominar essa taquigrafia é a diferença entre encarar uma cifra e tocá-la à primeira vista.

Método, repertório e apps

A técnica clássica se apoia em Hanon, Czerny, Pischna e nos 51 Exercícios de Brahms; os gigantes românticos Beethoven e Chopin seguem como repertório central, com Debussy abrindo a porta para a harmonia impressionista. No jazz, Bill Evans codificou os voicings quartais modernos, Bud Powell criou o comping bebop, e Oscar Peterson e Herbie Hancock elevaram o sarrafo de técnica e reharmonização. O Brasil deu Tom Jobim, cujos voicings de Bossa Nova continuam sendo a referência de "rico sem encher", além de Egberto Gismonti e Hermeto Pascoal. Estudantes contemporâneos costumam complementar com apps como Piano Marvel, Yousician ou Flowkey, que dão feedback MIDI em tempo real.

Perguntas frequentes

Qual mão toca o acorde? Na maioria dos arranjos de pop e rock a esquerda toca a nota grave ou um padrão de fundamental e quinta, enquanto a direita faz o acorde. No jazz a divisão é outra — esquerda toca o shell (fundamental + 7ª), direita toca 3ª e extensões.

A inversão importa mesmo? Sim. A nota no baixo dita a gravidade harmônica da passagem; a suavidade da condução de vozes quase sempre vem de escolher a inversão certa para que acordes adjacentes compartilhem notas em comum.

Por onde um iniciante deve começar? Tríades maiores em Dó, porque usam só teclas brancas: C, F, G e suas relativas menores Am, Dm, Em. Esse conjunto já cobre milhares de músicas pop.

O que é um acorde sus? Um acorde "suspenso" substitui a 3ª pela 2ª (sus2) ou pela 4ª (sus4). Como a 3ª está ausente, o acorde fica ambíguo entre maior e menor e tende a resolver para a tríade simples.

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