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Gerador de IBAN Multipaís

Gere IBANs estruturalmente válidos (MOD-97) para 40+ países (DE, FR, ES, IT, PT, NL, BE, GB) para QA de gateways de pagamento.

IBANs


    

IBANs passam pelo dígito verificador MOD-97 (ISO 13616). Cumprem a estrutura por país mas não correspondem a contas reais.

IBAN multi-país: diferenças de formato, escopo SEPA e como pagamentos internacionais realmente fluem

Um IBAN (International Bank Account Number) é o formato global definido pela ISO 13616 para identificar contas bancárias entre fronteiras. Apesar do nome "Internacional", a estrutura de cada IBAN é específica do país: o prefixo (código de país de 2 letras + 2 dígitos verificadores) é universal, mas o BBAN — a parte doméstica que segue — tem layout diferente em cada país, variando de 11 a 30 caracteres alfanuméricos. Esta página gera IBANs válidos para dez países comuns; aqui explicamos como cada um é construído e onde IBAN realmente importa.

Layout de IBAN por país

  • Brasil (BR), 29 chars: BRkk + 8 banco + 5 agência + 10 conta + 1 tipo de conta + 1 letra titular.
  • Portugal (PT), 25 chars: PTkk + 4 banco + 4 balcão + 11 conta + 2 dígitos NIB.
  • Alemanha (DE), 22 chars: DEkk + 8 Bankleitzahl + 10 conta.
  • Reino Unido (GB), 22 chars: GBkk + 4 ID banco + 6 sort code + 8 conta.
  • França (FR), 27 chars: FRkk + 5 banco + 5 guichet + 11 conta + 2 chave RIB.
  • Espanha (ES), 24 chars: ESkk + 4 banco + 4 sucursal + 2 controle + 10 conta.
  • Itália (IT), 27 chars: ITkk + 1 letra CIN + 5 ABI banco + 5 CAB sucursal + 12 conta.
  • Países Baixos (NL), 18 chars: NLkk + 4 letras BIC + 10 conta.
  • Suíça (CH), 21 chars: CHkk + 5 banco + 12 conta.
  • Bélgica (BE), 16 chars: BEkk + 3 banco + 7 conta + 2 dígitos de controle.

SEPA e TARGET2 — os trilhos por trás do IBAN

A SEPA (Single Euro Payments Area) cobre 36 países europeus — todos os 27 membros da UE mais Islândia, Liechtenstein, Noruega, Suíça, Reino Unido, Mônaco, San Marino, Andorra e Vaticano. Dentro da SEPA, qualquer transferência em euros entre IBANs deve ser cobrada como transferência doméstica (Regulamento UE 924/2009). Por baixo, o TARGET2 — operado pelo Banco Central Europeu — é o sistema de liquidação bruta em tempo real que limpa a maioria dos pagamentos transfronteiriços em euros. O SEPA Instant Credit Transfer (SCT Inst) liquida em menos de 10 segundos, 24/7.

Fora da SEPA, o IBAN ainda funciona mas é pareado com um código SWIFT/BIC (8 ou 11 alfanuméricos, ex.: CHASUS33XXX) que identifica o banco de destino na rede SWIFT. Uma transferência por correspondência bancária encadeia dois ou três bancos e leva 1–5 dias úteis, com cada correspondente cobrando margem de câmbio.

Open Banking e PSD2

A diretiva PSD2 da UE (em vigor desde 2018, com PSD3 chegando) obriga bancos a expor APIs para informação de conta (AIS) e iniciação de pagamento (PIS). As duas APIs usam IBAN como chave primária. Fintechs como Wise, Revolut, N26 e Monese emitem IBANs para seus clientes — a maioria são IBANs lituanos ou belgas, por causa dos regimes locais de licenciamento de e-money — e roteiam pagamentos SEPA de entrada usando esses IBANs sem operar uma rede tradicional de agências.

Sanções e PLD

Todo IBAN envolvido em pagamento transfronteiriço é cruzado com listas de sanções: OFAC SDN (Tesouro dos EUA), lista consolidada da UE, lista do Conselho de Segurança da ONU e várias listas nacionais. Um match dispara revisão manual ou rejeição. Compliance é mandatório sob as Diretivas AML da UE (atualmente AMLD6) e regimes nacionais equivalentes. O código de país do IBAN é um sinal barato de primeira passagem — um pagamento para IR.. (Irã), KP.. (Coreia do Norte) ou SY.. (Síria) quase certamente falhará.

Quando NÃO usar IBAN

Os Estados Unidos não usam IBAN. Transferências domésticas rodam em ABA routing numbers e ACH; recebimentos internacionais usam o SWIFT BIC mais um número de conta doméstico. O Reino Unido ainda usa IBAN para SEPA mas a maioria das transferências domésticas vai por Faster Payments com sort code + número de conta. O Brasil adotou ISO 13616 em 2013, mas transferências internas vão por TED, DOC ou Pix; IBAN é solicitado apenas para remessa do exterior, e muitos bancos brasileiros ainda preferem o formato antigo "conta favorecida" com SWIFT BIC.

Perguntas frequentes

O Brasil tem IBAN? Tecnicamente sim — o BR entrou na ISO 13616 em 2013 e IBANs existem para toda conta brasileira — mas na prática ninguém usa internamente. Você só vai encontrar IBAN brasileiro ao receber dinheiro do exterior, e mesmo assim metade dos bancos ainda pede a tupla antiga conta/agência/SWIFT-BIC.

O Brasil faz parte da SEPA? Não. SEPA é estritamente europeia. Um pagamento em euros da Alemanha para o Brasil é uma transferência SWIFT por correspondência, não SEPA — espere 1–3 dias úteis e taxas de câmbio.

Sanções são obrigatórias em todo pagamento por IBAN? Sim, para qualquer pagamento tocando banco da UE, Reino Unido, EUA ou Suíça. A triagem é automática no sistema PLD do banco; o cliente raramente vê, exceto quando há match.

Posso usar estes IBANs mock em produção? Não. Eles passam pelo dígito verificador ISO 7064 mod-97 e obedecem o tamanho por país, mas não estão alocados a nenhum cliente real. Use apenas em testes unitários, dados seed e chamadas sandbox.

Por que Revolut e Wise emitem IBANs lituanos ou belgas? Ambas fintechs têm licenças de e-money nessas jurisdições; sob PSD2, uma licença em qualquer Estado-Membro da UE basta para passportar serviços por toda a SEPA, então elas podem oferecer contas IBAN paneuropeias sem 27 licenças bancárias separadas.

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