Gerador de ISBN
Gera ISBN-10 e ISBN-13 válidos para fins de teste, com cálculo correto do dígito verificador. Útil para preencher cadastros e testar validadores.
Como o ISBN identifica um livro
O ISBN — International Standard Book Number é o identificador mundial das publicações monográficas, criado em 1970 e padronizado pela norma ISO 2108. Originalmente tinha dez dígitos (ISBN-10); desde janeiro de 2007 todo ISBN novo é emitido no formato de treze dígitos (ISBN-13), acrescentando o prefixo 978 — e, quando essa faixa esgotar, 979 — para que o número se alinhe ao código de barras EAN-13 usado no varejo.
Um ISBN-13 é composto por quatro blocos mais o dígito verificador: prefixo GS1 de 3 dígitos (978 ou 979), grupo de registro de 1 a 5 dígitos (país ou área de idioma), elemento da editora (registrante) de 1 a 7 dígitos, elemento da publicação de 1 a 6 dígitos e um dígito verificador. Os blocos têm tamanho variável, mas sempre somam doze dígitos identificadores.
Cálculo do dígito verificador
No ISBN-13, multiplica-se os doze primeiros dígitos alternadamente por 1 e 3 (posições 1, 3, 5… recebem peso 1; posições 2, 4, 6… recebem peso 3), soma-se os produtos, tira-se o resto da divisão por 10 e subtrai-se de 10; se o resultado for 10, o DV é 0. É a mesma fórmula do EAN-13. No ISBN-10, multiplica-se os nove primeiros dígitos pelos pesos decrescentes 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, soma-se, tira-se o resto da divisão por 11; o DV é esse resto, escrito como X quando vale 10.
Grupos de registro pelo mundo
Alguns grupos conhecidos: 0 e 1 (área anglófona — EUA, Reino Unido, Austrália), 2 (francófona), 3 (germanófona), 4 (Japão), 5 (Rússia), 7 (China), 84 (Espanha), 85 (Brasil), 88 (Itália), 972 (Portugal até 2007) e 989 (Portugal atual). No Brasil os ISBNs são emitidos pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) em parceria com a Biblioteca Nacional (FBN). Cada formato — impresso, ebook, audiolivro — precisa de um ISBN próprio; o identificador é amarrado à edição, não ao título.
Quando o ISBN não é o código certo
O ISBN cobre apenas livros e publicações monográficas. Periódicos (revistas, jornais, magazines, séries) usam ISSN; partituras usam ISMN; filmes e obras audiovisuais usam ISAN; gravações sonoras carregam um ISRC por faixa e um código de barras UPC/EAN por álbum.
Perguntas frequentes
Posso usar um ISBN gerado no meu próprio livro? Não. Para publicar, o ISBN precisa ser solicitado à agência oficial do país — no Brasil, à Câmara Brasileira do Livro (CBL). Um número gerado é só um placeholder matematicamente válido.
O número gerado é um ISBN real? O dígito verificador é calculado corretamente pelo algoritmo ISO e passa em qualquer validador, mas a combinação prefixo/grupo/editora é aleatória e não está cadastrada na base oficial do ISBN.
Para que serve, então? Mock de dados de catálogo, testes unitários em sistemas de biblioteca, validação de formulários de e-commerce, datasets de treinamento e prototipagem de UX.
A ferramenta envia meus dados para algum lugar? Não. A geração acontece inteiramente no seu navegador com JavaScript — nada é transmitido ao servidor.
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