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Gerador de RG com Histórico

Gera RG fictício com 3 emissões (datas e órgãos diferentes) — simula histórico de renovações. Útil para sistemas que armazenam histórico.


  

RG histórico: formatos brasileiros de identidade pré-1983

Antes da Lei 7.116/1983 padronizar a cédula de identidade brasileira, cada estado mantinha o próprio sistema de identificação, com formato, suporte físico e (às vezes) regras de DV próprias. Este gerador produz fixtures nesses formatos antigos, úteis para historiadores, pesquisadores de genealogia, projetos de digitalização de arquivos e suítes de teste de OCR de documentos que precisam lidar com RGs escaneados desde os anos 1950 ou antes.

Pré-1937: caos estado a estado

Até o Decreto-Lei 22.694/1933 e seu desdobramento de 1937, cada estado tinha seu regulamento de identificação civil. Alguns usavam prefixo de letra + número (ex.: V-1.234.567), outros usavam 7 dígitos sem DV, e muitos ainda dependiam de cadernetas em papel sem foto. A foto virou padrão no fim dos anos 1930; antes disso, descrições de sinais característicos e assinatura manuscrita eram a biometria principal.

Lei 7.116/1983: formato nacional

A Lei 7.116/1983 unificou a cédula: cartão azul plastificado, foto, assinatura, impressão digital e número emitido pelo estado. A maioria dos estados adotou 8 dígitos + 1 DV com aritmética módulo 11 e pesos 2–9. O DV pode ser dígito 0 a 9, ou a letra X representando o valor 10 — uma peculiaridade que quebra parsers ingênuos que só aceitam inteiros, comum em escaneamento de arquivos antigos.

Evolução do cartão físico

  • Caderneta de papel — até os anos 1960. Foto colada, carimbo manual, sem laminação.
  • Cartão plastificado simples — anos 1960 ao início dos 1980. Foto, película plástica, sem referência de microfilme.
  • Plastificado com número de microfilme — anos 1980 aos 2000. Cada cartão cruza com um rolo de microfilme do órgão estadual; é isso que garante unicidade dentro de um estado, mas não entre estados.
  • RG digital — a partir de 2010 em alguns estados pioneiros (DF, RJ); QR Code ligado a portal estadual.
  • CIN — desde 2023, identidade nacional em policarbonato, padrão ICAO 9303, ancorada no CPF.

Fórmulas de DV por estado

Cada estado desenvolveu sua variante de mod 11. A mais comum, usada por São Paulo, é:

pesos = [2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9]
soma  = soma(digito[i] * pesos[i] para i em 0..7)
dv    = (soma * 100) mod 11
se dv == 10: dv = 'X'

Outros estados escolheram sequências de pesos ou tratamento de resto diferentes. Alguns não publicam a fórmula, motivo pelo qual validadores genéricos de RG normalmente se contentam com "8 dígitos + 1 caractere" e pulam a verificação de DV.

Outros documentos históricos que parecem RG

Pesquisadores em arquivos antigos esbarram em documentos vizinhos que parecem RG, mas não são:

  • Carteira de Identidade Militar — efetivos das Forças Armadas têm identidade própria, emitida por cada Força.
  • RNE / RNM — Registro Nacional de Estrangeiros (hoje Registro Nacional Migratório pela Lei 13.445/2017); residentes estrangeiros não recebem RG.
  • CTPS (Carteira de Trabalho) — até os anos 1990, usada informalmente como identidade no dia a dia.
  • Título de Eleitor — documento cívico; era apresentado como ID antes de a Constituição de 1988 restringir os documentos aceitos.

Perguntas frequentes

Meu RG antigo ainda vale? Sim. Não há prazo legal de validade. As regras de transição garantem validade dos RGs antigos pelo menos até 2032; bancos e balcões de KYC podem reclamar de foto muito antiga, mas legalmente o cartão segue sendo identidade.

Em que o RG histórico difere da CIN? Formato, material, tecnologia e modelo de unicidade. A CIN é policarbonato, segue ICAO, está ancorada no CPF e traz QR Code para o gêmeo digital gov.br. RGs antigos eram papel ou plástico laminado, com numeração estadual, sem garantia nacional de unicidade.

Se eu sou novo cidadão brasileiro hoje, tiro RG ou CIN? CIN. Desde 2023, emissões novas saem no formato nacional; estados não emitem mais RG-modelo-antigo zerado. O modelo antigo só sobrevive em pedidos de renovação dentro da janela de transição.

Por que a coleta biométrica foi introduzida? A Lei 12.058/2009 tornou obrigatória a coleta de digital na emissão, fechando a brecha de duplicação criada pela numeração estadual. A CIN estende isso com biometria facial para o gêmeo digital.

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