1001Ferramentas
📡 Geradores

Conversor RSS 2.0 → Atom 1.0

Converta um feed RSS 2.0 colado para feed Atom 1.0 equivalente, preservando título, autor, links e datas. Pronto para publicar.

RSS 2.0 (cole o XML)

Atom 1.0


  

RSS para Atom: por que converter e o que muda

O RSS (Really Simple Syndication) nasceu na UserLand e na Netscape em 1999 e se estabilizou como RSS 2.0 em 2002 sob a curadoria de Dave Winer e da Universidade Harvard. O Atom chegou depois como a RFC 4287 (2005), com o objetivo explícito de resolver as ambiguidades que o RSS acumulara em anos de bifurcações concorrentes (0.90, 0.91, 0.92, 1.0, 2.0). Os dois formatos publicam o mesmo dado conceitual — uma lista de itens datados apontando para um site — mas o Atom usa um namespace XML formal (http://www.w3.org/2005/Atom), exige um <id> por entrada, obriga timestamps <updated> e suporta URIs relativas via xml:base. O RSS mantém uma estrutura mais simples em que o <guid> é opcional e as datas são fracamente tipadas (RFC 822 em vez de RFC 3339).

Converter é útil em três cenários. Primeiro, quando um parser downstream só aceita Atom — comum em SDKs de leitores novos que validam estritamente contra a RFC 4287. Segundo, quando você agrega vários feeds RSS legados em uma saída Atom única que sobrevive a validadores rigorosos. Terceiro, quando você quer adicionar notificações push via WebSub (antigo PubSubHubbub), cujas implementações de referência são documentadas em Atom.

Mapa de campos

  • RSS <channel><title> → Atom <feed><title>
  • RSS <link> → Atom <link rel="alternate" href="..."/> mais um link self
  • RSS <item><guid> → Atom <entry><id> (precisa ser um IRI)
  • RSS <pubDate> (RFC 822) → Atom <published> / <updated> (RFC 3339)
  • RSS <description> → Atom <summary> ou <content type="html">

A retomada dos feeds em 2024

RSS e Atom estão muito vivos. Substack, Ghost e Beehiiv expõem feeds de newsletter; cada perfil do Mastodon publica um em /@usuario.rss; agregadores como Feedly, Inoreader e NetNewsWire seguem dependendo deles; e o ecossistema aberto de podcasts é RSS — a Apple Podcasts exige RSS 2.0 com o namespace itunes: e recusa Atom. Feeds são a saída canônica das timelines algorítmicas.

Validando a saída

Depois de converter, passe o resultado pelo W3C Feed Validation Service (validator.w3.org/feed) ou pelo feedvalidator.org. Erros comuns: <id> ausente em entradas, datas fora do RFC 3339, URLs relativas sem xml:base e link self ausente na raiz do feed.

Perguntas frequentes

Feeds ainda fazem sentido em 2024? Muito. A volta das newsletters, o Mastodon, o ecossistema de podcasts e o movimento "small web" rodam sobre RSS ou Atom. Geradores de site estático como Hugo, Eleventy e Jekyll publicam ambos por padrão.

Qual é melhor — RSS ou Atom? Atom tem spec mais rigoroso, melhor internacionalização (via xml:lang) e tratamento limpo de conteúdo binário. RSS ganha em ubiquidade de ferramentas, sobretudo em podcasts onde as extensões itunes: são inegociáveis.

Posso submeter um feed Atom à Apple Podcasts? Não. Apple Podcasts exige RSS 2.0 com o namespace itunes:. Spotify, Google Podcasts e a maioria dos podcatchers seguem a mesma convenção.

E o JSON Feed? O JSON Feed (2017, por Brent Simmons e Manton Reece) é uma alternativa nativa em JSON suportada por Inoreader, NetNewsWire e micro.blog. Convive com RSS/Atom em vez de substituí-los — geradores modernos costumam publicar os três.

Ferramentas Relacionadas