1001Ferramentas
🔠 Segurança

Cifra de Playfair passo a passo

Cifra/decifra texto com Playfair mostrando matriz 5×5, pares de letras e regras aplicadas em cada digrama.

Playfair: a primeira cifra de digramas usada de verdade

Inventada por Charles Wheatstone em 1854 e promovida por Lord Playfair, esta foi a primeira cifra de digramas realmente empregada em campo — os britânicos a usaram na Guerra dos Bôeres e na Primeira Guerra. A vantagem para a época era prática: cifrar de cabeça, com papel e lápis, sem equipamento nenhum, e ainda assim escapar da análise de frequência simples.

Informe a chave e o texto e a página mostra a grade de cinco por cinco montada e o percurso de cada par. As três regras: letras na mesma linha são substituídas pelas vizinhas à direita; na mesma coluna, pelas de baixo; e em linhas e colunas diferentes, cada uma troca para a coluna da outra, formando um retângulo. Em todos os casos a movimentação dá a volta quando chega ao fim da grade.

O preparo do texto tem regras próprias que costumam confundir: letras repetidas dentro de um par são separadas por um X, porque a regra do retângulo não funciona quando as duas são iguais, e um X final fecha o par quando o comprimento é ímpar. É por isso que ao decifrar aparecem X no meio de palavras — normalmente são enchimento, e a leitura os descarta.

Perguntas frequentes

Por que letras iguais no mesmo par são um problema?
Porque as três regras pressupõem posições distintas na grade. Com as duas letras iguais, não há retângulo, linha adiante nem coluna abaixo que faça sentido — a cifra devolveria o próprio par. Inserir um X entre elas resolve, ao custo de alongar a mensagem.
Como o Playfair foi quebrado?
Por análise de digramas. O inglês, como o português, tem digramas muito mais frequentes que outros, e essa distribuição sobrevive à cifra. Com algumas centenas de caracteres é possível reconstruir parte da grade, e a estrutura de linhas e colunas ajuda a completar o resto.
Qual letra é omitida da grade?
Nesta versão, o J, que é substituído por I — a convenção mais comum. Algumas implementações omitem o Q, que é raro em inglês. Quem decifra precisa saber qual foi a escolha, ou uma letra em cada tanto sairá errada.

Ferramentas Relacionadas