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Cifra de Vigenère com Auto-key

Cifra de Vigenère com chave estendida pelo próprio texto claro (auto-key clássico).

Resultado

Vigenère autokey: a mensagem vira a própria chave

O Vigenère comum repete a palavra-chave até cobrir o texto, e é essa repetição que o método de Kasiski explora. A variante autokey, proposta pelo próprio Vigenère no século dezesseis, elimina o problema pela raiz: a chave começa com a palavra combinada e continua com o próprio texto claro. Como a mensagem não se repete, o padrão periódico desaparece.

Informe a chave e o texto e escolha o sentido. Na cifragem, a chave efetiva é a palavra seguida do texto claro, truncada no comprimento da mensagem. Na decifração acontece algo elegante: cada letra recuperada entra imediatamente na chave para decifrar a próxima, então o processo se alimenta do que já foi resolvido — e é por isso que decifrar exige começar do início e seguir em ordem.

A resistência é maior que a do Vigenère periódico, mas não é imune. A chave passa a ser texto em língua natural, com toda a estrutura estatística que isso carrega, e existem ataques que exploram justamente isso, testando trechos prováveis. Vale também notar que um erro de transmissão no meio da mensagem contamina tudo o que vem depois, já que a chave depende do texto recuperado.

Perguntas frequentes

Por que Kasiski não funciona aqui?
Porque o método procura repetições que venham do reuso periódico da chave. Sem repetição de chave, um trecho igual no texto claro em posições diferentes é cifrado por partes diferentes da chave e produz saídas diferentes. Não há distância múltipla para medir.
Existe a variante que usa o texto cifrado como chave?
Existe, e é a autokey de texto cifrado. Ela é considerada mais fraca: a chave passa a ser material que o adversário já tem em mãos, o que abre ataques diretos. A versão com texto claro, que é a desta página, é a preferida.
O que acontece se eu errar uma letra?
Na cifragem, apenas aquela letra sai errada. Na decifração é bem pior: como a letra recuperada entra na chave, um erro se propaga daquele ponto em diante e todo o resto sai ilegível. É uma fragilidade prática séria para transmissão sujeita a ruído.

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