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Validador de DDD Brasileiro

Verifica se um código DDD (2 dígitos) corresponde a uma área telefônica válida do Brasil e mostra a região.

Códigos de área brasileiros (DDD): identificadores regionais do Plano Nacional de Numeração

O DDD brasileiro (Discagem Direta a Distância) e o código de área de dois dígitos que precede toda chamada interurbana dentro do pais. Ele identifica uma região geografica, não a operadora nem o tipo de serviço. Enquanto o prefixo 9xxxx-xxxx indica que a linha e movel e o 2xxx/3xxx indica fixa, e o DDD que prende a numeração a um conjunto específico de municipios dentro de um estado — ou, em alguns casos, a um estado dividido entre vários DDDs.

Este validador foca exclusivamente na dimensão regional, de código de área: confere se os dois dígitos estão na faixa numérica 11 a 99, se a combinação esta de fato alocada (algumas como 20, 23, 25, 26, 29, 30, 36, 39, 40, 50, 52, 56, 57, 58, 59, 60, 70, 72, 76, 78, 80 e 90 são reservadas ou não designadas) e a qual estado e região metropolitana o código corresponde. Não valida o número do assinante em si — para a parte movel, use o validador Anatel.

Formato e regras de validação

O DDD brasileiro tem formato rígido que qualquer parser descreve em poucas linhas:

  • Exatamente dois dígitos decimais, sem separadores nem letras.
  • Primeiro dígito entre 1 e 9 — códigos iniciados em 0 são reservados para selecao de operadora (prefixo 0XX).
  • Segundo dígito entre 1 e 9 — códigos terminados em 0 são em sua maioria não utilizados (apenas prefixos especiais usam a forma X0).
  • Faixa inteira resultante: 11 a 99, mas apenas cerca de 67 dos 89 pares estão alocados a áreas geograficas.

Regex segura para a forma numérica: ^[1-9][1-9]$; para a forma discada interurbana, ^0?\d{2}\s?[1-9]\d{7,8}$ cobre fixos e celulares com 9 dígitos.

Tabela completa de DDDs por estado

As atribuicoes geograficas abaixo seguem o atual Plano de Numeração mantido pela Anatel. Estados grandes são divididos em vários códigos para manter cada pool de números abaixo de 10 milhões de assinantes.

Região Sudeste

  • São Paulo (SP) — 11 capital e Grande São Paulo, 12 Vale do Paraiba e São José dos Campos, 13 Baixada Santista, 14 Bauru, 15 Sorocaba e Itapetininga, 16 Ribeirao Preto, 17 São José do Rio Preto, 18 Presidente Prudente, 19 Campinas.
  • Rio de Janeiro (RJ) — 21 capital e Baixada Fluminense, 22 Norte e Noroeste Fluminense (Campos dos Goytacazes), 24 Sul Fluminense e Volta Redonda.
  • Espírito Santo (ES) — 27 Vitoria e Grande Vitoria, 28 Sul Capixaba (Cachoeiro de Itapemirim).
  • Minas Gerais (MG) — 31 Belo Horizonte, 32 Juiz de Fora, 33 Governador Valadares, 34 Uberlandia e Triangulo, 35 Varginha e Pocos de Caldas, 37 Divinopolis, 38 Montes Claros e Norte de Minas.

Região Sul

  • Parana (PR) — 41 Curitiba, 42 Ponta Grossa, 43 Londrina, 44 Maringa, 45 Cascavel e Foz do Iguacu, 46 Pato Branco e Sudoeste.
  • Santa Catarina (SC) — 47 Joinville, Blumenau e Norte (criado em 1995 a partir do 48), 48 Florianopolis e Sul, 49 Chapeco e Oeste.
  • Rio Grande do Sul (RS) — 51 Porto Alegre e Grande POA, 53 Pelotas e Sul, 54 Caxias do Sul e Serra Gaucha, 55 Santa Maria e Centro.

Centro-Oeste, Norte, Nordeste

  • Centro-Oeste: 61 Distrito Federal e Brasilia (e partes de GO), 62 Goiania, 64 Rio Verde e Sul de Goias, 65 Cuiaba, 66 Rondonopolis e Sinop, 67 Campo Grande e todo MS.
  • Norte: 63 Palmas (TO), 68 Rio Branco (AC), 69 Porto Velho e todo RO, 91 Belem e Nordeste do PA, 92 Manaus e parte do AM, 93 Santarem e Oeste do PA, 94 Maraba e Sudeste do PA, 95 Boa Vista (RR), 96 Macapa (AP), 97 Tabatinga e Sudoeste do AM.
  • Nordeste: 71 Salvador, 73 Itabuna e Sul da Bahia, 74 Juazeiro e Norte, 75 Feira de Santana, 77 Barreiras e Oeste; 79 Aracaju (SE); 82 Maceio (AL); 83 João Pessoa (PB); 81 Recife e 87 Petrolina/Sertao (PE); 84 Natal (RN); 85 Fortaleza e 88 Juazeiro do Norte (CE); 86 Teresina e 89 Sul do PI; 98 São Luis e 99 Imperatriz (MA).

Origens: de 1958 ao nono dígito

O plano de numeração que introduziu os DDDs foi delineado no final dos anos 1950 sob o original Plano Continental de Numeração Telefonica (volumes Sul, Centro e Norte publicados entre 1958 e meados dos 1960). O plano se inspirou no Number Plan Área (NPA) norte-americano, mas foi adaptado as fronteiras estaduais brasileiras e a realidade política de várias operadoras estaduais que seriam unificadas sob a Telebras em 1972.

A adoção do DDD foi feita cidade a cidade ao longo dos anos 1970 e consolidada nos 1980. Após a privatizacao das telecomunicacoes em 1998, a Anatel assumiu o plano de numeração e emitiu Atos periodicos para criar novos códigos (47 SC em 1995, 28 ES em 2006, divisão do 22 RJ em 2000) ou para adicionar o nono dígito a todos os celulares — reforma concluida nacionalmente em 2016, que elevou o número do assinante de 8 para 9 dígitos e liberou 200 milhões de combinações adicionais por DDD.

Portabilidade, VoIP e selecao de operadora (CSP)

Desde 2008 o Brasil tem portabilidade numérica plena: o assinante pode trocar de operadora sem mudar de DDD nem de número. Porém a portabilidade vale apenas dentro do mesmo DDD. Se você muda de Curitiba (41) para São Paulo (11), não consegue portar o 41 para o 11 — precisa solicitar uma nova linha. Por isso um celular com DDD 11 na sua agenda não garante que a pessoa ainda mora em São Paulo; garante apenas que ativou a linha sob o código 11 em algum momento.

Serviços VoIP (3CX, Twilio, Zenvia, Vono) podem oferecer números não-geograficos nas faixas 4003, 4004 ou DDDs geograficos verdadeiros adquiridos em leiloes da Anatel. Eles seguem o mesmo formato numérico, mas a localização física do usuário pode ser qualquer uma do mundo. Em chamadas interurbanas, o chamador seleciona a operadora pelo CSP (Código de Selecao de Prestadora) — dois dígitos entre o 0 e o DDD, ex.: 0 21 11 99999-9999 roteia via Embratel.

FAQ

Se eu me mudar de São Paulo para o Rio, meu DDD muda?

Sim, mas so se solicitar uma nova linha. A portabilidade e restrita ao mesmo DDD; mudar de região implica abrir mão do número antigo e contratar um novo sob o DDD de destino. Operadoras podem manter a conta ativa sob o número antigo por um período de transição.

Uma cidade pode ter mais de um DDD?

Não — cada município e atribuído a exatamente um DDD. Porém um único DDD geralmente cobre centenas de municipios. O código 11 cobre São Paulo e mais 38 cidades da Região Metropolitana. O 31 cobre Belo Horizonte e quase toda a região central de Minas Gerais.

Por que códigos como 20, 23, 50 não aparecem na lista?

Esses pares são reservados pela Anatel para expansão futura, serviços especiais ou nunca foram alocados. Códigos terminados em 0 são majoritariamente não usados porque o plano original de 1958 definiu o 0 final como dígito reservado para roteamento de operadora e emergência.

O DDD identifica a operadora?

Não. O DDD identifica geografia; a operadora e identificada pelo prefixo do assinante (primeiros dígitos após o DDD) combinado com as bases de portabilidade mantidas pela ABR Telecom. Dois números com DDD 11 podem pertencer a Vivo, Claro, TIM ou qualquer VoIP, conforme o histórico de portabilidade.

Como são criados novos DDDs?

Quando um pool de numeração se esgota (menos de 5% de combinações livres), a Anatel emite um Ato criando código novo ou dividindo a região existente. Os assinantes afetados recebem pelo menos 6 meses de aviso. A divisão do SC em 47/48/49 em 1995 e o exemplo clássico.

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