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Validadores

Validador de Conta Bancária

Valide números de conta bancária pelo dígito verificador para os principais bancos brasileiros (Bradesco, Itaú, Banco do Brasil, Santander e Caixa). Verificação no navegador.

Como funciona a validação?

No Brasil, cada banco aplica seu próprio algoritmo (na maioria dos casos, variações do módulo 11) para calcular o dígito verificador da agência e da conta. Esse dígito confirma que os outros números batem entre si e foram digitados sem erro.

O que a ferramenta faz é checar a matemática do dígito verificador. Ela não consulta base de dados bancária alguma, nem garante que a conta exista de verdade.

Por que o Brasil não tem padrão nacional de conta bancária

Diferente dos países da SEPA, que adotaram o IBAN (ISO 13616) como identificador uniforme, o Brasil nunca convergiu para um formato único de conta. Cada instituição financeira autorizada pelo Banco Central do Brasil (BCB) é livre para definir tamanho de agência, tamanho de conta, regras de dígito verificador e sub-códigos internos. A única metadata realmente federada é o código COMPE, identificador de 3 dígitos mantido pela FEBRABAN sob o Sistema de Compensação de Cheques e Outros Papéis do BCB.

Historicamente, o COMPE existia para rotear cheques em papel entre bancos. Com a ascensão do STR (Sistema de Transferência de Reservas), da TED eletrônica e da extinção do DOC em fevereiro de 2024, o COMPE migrou para o ISPB (Identificador do Sistema de Pagamentos Brasileiro), código de 8 dígitos usado por Pix e STR. Em contextos de usuário final (abertura de conta, folha de pagamento, formulários de cobrança), o COMPE legado de 3 dígitos continua sendo a referência universal.

Códigos COMPE que aparecem em 90% dos formulários

  • 001 Banco do Brasil
  • 033 Santander
  • 077 Banco Inter
  • 104 Caixa Econômica Federal
  • 208 BTG Pactual
  • 237 Bradesco
  • 260 Nu Pagamentos (Nubank)
  • 341 Itaú Unibanco
  • 336 C6 Bank
  • 655 Banco Votorantim

Anatomia da conta: agência + DV + conta + DV

Uma coordenada bancária brasileira normalmente é escrita como BANCO / AGENCIA-X / CONTA-Y. Cada segmento tem semântica específica do banco:

  • Agência: 4 dígitos numéricos identificando a unidade física ou virtual. Alguns bancos (Santander, fintechs) omitem o DV da agência; outros (BB, Bradesco) exigem.
  • Número da conta: entre 4 e 11 dígitos conforme o banco. Caixa aceita até 11; Itaú usa 5; Bradesco 7; BB até 8; Nubank pode chegar a 10.
  • Dígito verificador (DV): 1 caractere, numérico ou a letra X (Caixa e Bradesco quando o módulo dá 10).
  • Prefixo de tipo na Caixa e no BB: código de 2 ou 3 dígitos identificando poupança, salário, corrente ou judicial (ex.: 013 poupança na Caixa, 51 poupança no BB).

Algoritmos de DV por banco

Não existe algoritmo único. Cada banco publica suas regras em um "Layout de Conta" para parceiros de compensação:

Banco do Brasil (001)

  • Pesos 9,8,7,6,5,4,3,2 aplicados da direita para a esquerda.
  • Soma, módulo 9, o resto é o próprio DV (faixa 0-8; nunca 9 por construção). Variantes legacy usam módulo 11 com X para 10.

Caixa Econômica Federal (104)

  • Pesos 2,3,4,5,6,7,8,9 (direita para esquerda) sobre o código de operação de 3 dígitos concatenado ao número da conta de 8 dígitos.
  • Soma, módulo 11, DV = 11 - resto; se 10, DV = 0; se 11, DV = 0.

Itaú Unibanco (341)

  • Pesos alternando 2,1,2,1... (estilo Luhn) sobre agência + conta; se o produto passa de 9, soma os dígitos.
  • Soma, módulo 10, DV = 10 - resto; se 10, DV = 0.

Bradesco (237)

  • Pesos 2,3,4,5,6,7 da direita para a esquerda sobre os 7 dígitos da conta.
  • Soma, módulo 11, DV = 11 - resto; se 11, DV = 0; se 10, DV = P historicamente, mas o layout público atual usa 0.

Tipos de conta e o que cada uma libera

A mesma coordenada de agência/número pode mapear produtos diferentes. O sufixo de 2 dígitos (ou o código de operação de 3 dígitos do BB) esclarece qual:

  • Conta Corrente: a conta padrão, suporta TED, Pix, cartão de débito e cheque especial.
  • Conta Poupança: regulada pelo SBPE, rendimento mensal atrelado à Selic; o BB codifica com o sufixo 51 no número da conta.
  • Conta Pagamento: Nubank, Mercado Pago, PicPay e a maioria das fintechs operam sob a Circular BCB 3.681/2013 como IPs (Instituições de Pagamento), não como bancos; a conta segue válida como destino Pix mas não hospeda investimentos direto.
  • Conta Salário: aberta pelo empregador, isenta de tarifas mensais pela Resolução BCB 3.402/2006; só o empregado pode transferir o saldo, sem tarifa, para qualquer outra conta.
  • Conta Judicial: aberta por ordem judicial, bloqueada salvo alvará.

Open Finance, Pix e a morte lenta dos números de conta legados

O regime de Open Finance brasileiro, equivalente local da PSD2 europeia, avançou em quatro fases: compartilhamento de dados (2021), serviços transacionais (2021), iniciação de pagamentos (2022) e integração de crédito e seguros (2022-2023). Hoje, o identificador relevante para a maioria dos fluxos de varejo é a chave Pix — CPF, CNPJ, email, telefone ou uma UUID v4 aleatória — que abstrai a tripla agência/conta/DV.

Os números de conta legados seguem relevantes para: (i) folha de pagamento e consórcios que ainda exigem coordenada COMPE; (ii) TEDs, único trilho com liquidação no mesmo dia em T+0 para valores acima de R$ 1 milhão com corte às 17h30; (iii) reconciliação contábil em ERPs anteriores ao Pix; (iv) procurement público (SIAFI) em que Pix ainda está sendo implantado para baixo valor. O DOC foi extinto em fevereiro de 2024; restam TED, TEF e Pix.

Padrões de integração: payouts, KYC e antifraude

Quando plataformas como Stripe Connect BR, Iugu, EBANX, Pagar.me, Adyen e dLocal onboardam sellers, coletam coordenadas bancárias para split de pagamentos. O pipeline padrão:

  • Validação local de DV (escopo desta ferramenta): pega erro de digitação no submit antes de qualquer chamada de API.
  • Match do titular: cruza nome do titular com CPF/CNPJ via Serasa, Quod, Boa Vista ou CCS (Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro) do BCB.
  • Penny-drop: envia um valor token (R$ 0,01) e pede que o usuário confirme — prova que ele de fato é titular.
  • Importação de extrato OFX: para reconciliação, parsing dos arquivos OFX 1.0/2.0 exportados pelo app bancário.

Valide um número de conta bancária

Muitos bancos brasileiros calculam um dígito verificador para o número da conta, e conferir esse dígito pega erro de digitação antes que ele cause problema numa transferência ou num cadastro. Esta ferramenta valida o número da conta pelo algoritmo dos principais bancos.

Estão cobertos os bancos mais usados, como Bradesco, Itaú e outros, cada um com sua própria regra de cálculo do dígito. Use para conferir os dados de uma conta antes de cadastrá-la para recebimento, validar uma planilha de fornecedores ou se livrar do transtorno de uma transferência devolvida por conta inválida.

A verificação roda inteiramente no navegador, sem mandar dados para servidor nenhum. Selecione o banco, informe a conta e confira a validade ali mesmo, com privacidade.

Perguntas frequentes

Posso checar online se a conta está ativa?
Não existe serviço público gratuito. Bancos não expõem dados do titular — seria violação da Lei Complementar 105/2001 sobre sigilo bancário. Bureaus autorizados oferecem consultas pagas de cadastro positivo.
Existe um algoritmo de DV universal?
Não. Cada banco publica seu próprio layout. Itaú usa módulo 10 estilo Luhn; BB favorece módulo 9; Caixa e Bradesco usam módulo 11 com pesos começando em 2.
Pix substituiu TED e DOC?
O DOC foi extinto em fevereiro de 2024. A TED segue existindo para transferências de alto valor e fluxos corporativos onde liquidação instantânea 24/7 não é exigida.
Por que minha conta tem só 4 dígitos?
Alguns bancos (Itaú varejo antigo, Banese, cooperativas regionais) emitem números de 4 a 6 dígitos porque seus sistemas de registro originais são anteriores à padronização de layouts.
O DV da agência importa mesmo?
Sim quando o banco usa (Banco do Brasil, Bradesco). Quando omitido (Santander, Nubank, maioria das fintechs), considere o DV implícito e use só os 4 dígitos principais.

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