Validador de CPF
Valide CPFs instantaneamente pelo algoritmo oficial da Receita Federal, sem enviar dados para nenhum servidor. Gratuito e sem cadastro.
Como funciona a validação de CPF?
A validação roda em cima do algoritmo de dígitos verificadores da Receita Federal do Brasil. São 11 dígitos no total: os 9 primeiros formam o número base, enquanto os 2 finais funcionam como dígitos de controle, obtidos por multiplicação ponderada com módulo 11.
Quando os dígitos verificadores não conferem com o cálculo, o CPF é dado como inválido. O mesmo vale para sequências repetidas (caso de "111.111.111-11"): elas até passam na máscara de formatação, mas não sobrevivem ao algoritmo matemático.
Toda a verificação ocorre dentro do seu próprio navegador. Nenhum CPF que você digita aqui chega a servidores nem fica registrado em lugar nenhum.
O CPF (Cadastro de Pessoas Físicas): origem e o papel da Receita Federal
O CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) e o identificador único que a Receita Federal atribui a toda pessoa natural com obrigacoes tributarias ou vinculo formal a instituições brasileiras. Frequentemente comparado ao Social Security Number, tem alcance amplo no cotidiano: conecta o cidadao a contas, planos de saúde, matriculas, imóveis, veículos, titulos eleitorais e fidelidades.
Foi criado pela Lei 4.862/1965 como cadastro centralizado para o imposto de renda, e consolidado pelo Decreto-Lei 401/1968, quando o CPF moderno substituiu os cartões de contribuinte anteriores. Os primeiros cartões CIC fisicos foram distribuidos em 1970. Desde então o documento evoluiu de instrumento estritamente fiscal para o identificador nacional de fato do Brasil.
A Receita Federal do Brasil (RFB) e a única autoridade competente para emitir, suspender, regularizar ou cancelar um CPF, atuando por meio de unidades de atendimento, bancos conveniados (Banco do Brasil, Caixa), Correios e consulados. Desde 2018, o CPF de recém-nascidos pode ser emitido no cartorio junto com a certidao de nascimento.
Anatomia dos 11 dígitos: 9 base + 2 verificadores
Um CPF e composto por 11 dígitos decimais, geralmente exibidos na mascara XXX.XXX.XXX-XX. A estrutura se divide assim:
- Dígitos 1 a 8: sequência pseudo-aleatoria gerada pela Receita Federal no momento do cadastro. Não guardam significado público nem derivam de nome, data de nascimento ou endereço.
- Dígito 9: indica a região fiscal em que o contribuinte foi cadastrado pela primeira vez. O pais e dividido em 10 regiões fiscais, numeradas de 0 a 9.
- Dígitos 10 e 11: os dois dígitos verificadores (DV1 e DV2), calculados a partir dos nove dígitos anteriores pelo algoritmo modulo 11.
Mapeamento oficial das regiões fiscais conforme a Receita Federal: 0 RS; 1 DF, GO, MT, MS, TO; 2 AC, AM, AP, PA, RO, RR; 3 CE, MA, PI; 4 AL, PB, PE, RN; 5 BA, SE; 6 MG; 7 ES, RJ; 8 SP; 9 PR, SC. O nono dígito e imutavel: ainda que o titular mude de estado, a região fiscal original fica codificada no documento para sempre.
O algoritmo modulo 11 passo a passo
A lógica dos dígitos verificadores e puramente aritmética. A escolha do 11 como modulo não e arbitraria: 11 e primo e maximiza a detecção de erros em transposicoes de dígitos adjacentes.
Primeiro dígito verificador (DV1)
- Multiplique os 9 primeiros dígitos, na ordem, pelos pesos 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2.
- Some os produtos e calcule o resto modulo 11.
- Se o resto for menor que 2, DV1 = 0; caso contrário DV1 = 11 menos o resto.
Segundo dígito verificador (DV2)
- Acrescente o DV1 aos 9 dígitos originais e multiplique pelos pesos 11, 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2.
- Some, calcule o modulo 11 e aplique a mesma regra.
Exemplo sobre a base 667.556.317: soma ponderada do DV1 = 294; 294 mod 11 = 8; DV1 = 11 - 8 = 3. Soma ponderada do DV2 = 346; 346 mod 11 = 5; DV2 = 11 - 5 = 6. CPF final: 667.556.317-36.
Por que números como 111.111.111-11 passam na fórmula mas são inválidos
CPFs formados por um único dígito repetido (000.000.000-00, 111.111.111-11, ..., 999.999.999-99) satisfazem o cálculo modulo 11 porque a estrutura algebrica e simetrica. A Receita Federal bloqueia explicitamente todas as sequências repetidas, de modo que qualquer validador sério deve rejeita-las mesmo aprovadas pela aritmética. Esta ferramenta ja faz essa exclusao.
Mais importante: o teste modulo 11 confirma apenas que a sequência esta bem formada. Não prova que o número foi de fato emitido, que esta regular nem que pertence a quem o apresenta. Confirmar isso exige consultas ao serviço oficial da RFB ou a bureaus autorizados como Serasa, Boa Vista ou Quod.
Onde o CPF e obrigatório no Brasil
A lista de situações que exigem CPF cobre quase toda interacao com instituições publicas e privadas:
- Declaração do Imposto de Renda e obrigacoes acessorias da RFB.
- Abertura de contas bancarias, corretoras e carteiras digitais.
- Notas fiscais eletronicas (NF-e, NFC-e, NFS-e).
- Compra de imóveis, veículos, armas e outros bens registrados.
- Matricula em escolas e universidades (ENEM, SISU).
- Contratacao CLT, FGTS, PIS e beneficios do INSS.
- Planos de saúde, odontologicos e seguros de vida.
- Cadastro eleitoral no TSE.
- Voos domésticos e algumas fronteiras terrestres.
- Programas sociais (Bolsa Família, Auxilio Brasil).
- CPF de recém-nascido no cartorio, desde 2018.
CPF e LGPD: status legal e boas praticas
Pela Lei 13.709/2018 (LGPD), o CPF e dado pessoal, mas não dado pessoal sensível — o artigo 5, II reserva a categoria sensível para origem racial, saúde, vida sexual, religiao, opiniao política, biometria e genetica. Ainda assim, o CPF identifica unicamente uma pessoa natural e esta sujeito a todos os princípios gerais da LGPD: finalidade, necessidade, transparencia, segurança e responsabilizacao.
Na pratica, a empresa deve (i) informar ao usuário por que coleta o CPF, (ii) basear-se em uma hipotese do artigo 7 (consentimento, contrato, obrigacao legal, legitimo interesse, prevencao a fraude), (iii) coletar so o necessário e (iv) proteger o número com criptografia em repouso, controle de acesso e auditoria de logs. A ANPD pode multar infratores em até 2% do faturamento no Brasil, limitado a R$ 50 milhões por infracao.
Fraudes comuns e os limites de validadores online
Por desbloquear crédito, beneficios e contratos, o CPF e alvo constante de fraude. Principais vetores:
- CPF clonado: o criminoso abre contas com número real obtido em vazamento ou furto.
- Falsos validadores e sorteios: sites que coletam o CPF para revenda.
- SIM swap: sequestro da linha para burlar autenticação por SMS.
- Golpes de Pix e boleto: instrumentos forjados com CPF real para dar aparencia legitima.
Este validador faz verificação aritmética local, offline: nada e enviado a servidor e a RFB não e consultada. Qualquer ferramenta web e capaz, no máximo, de confirmar a matemática. Para saber se um CPF existe e esta regular, use o serviço oficial Comprovante de Situação Cadastral no portal da RFB ou contrate uma API de bureau de crédito. Desconfie de serviços que afirmem checar "em tempo real" o cadastro da RFB — a maioria são scrapers que violam a LGPD.
FAQ
Este validador armazena o CPF digitado?
Não. O cálculo roda inteiramente no navegador. Nenhuma requisição HTTP e feita com os dígitos e nenhum log e gravado no servidor.
Posso confirmar se o CPF pertence a alguem real?
Não. A ferramenta apenas confirma que os 11 dígitos formam uma sequência aritmeticamente valida. Titularidade e regularidade exigem canais oficiais da RFB ou bureau de crédito autorizado.
E legal validar CPF de terceiros?
Sim, com finalidade legitima (onboarding, prevencao a fraude, assinatura de contrato) e princípios da LGPD respeitados. Validar listas em massa sem autorizacao pode violar a lei.
Por que meu CPF começa com 0?
Zeros a esquerda são válidos e significativos. Alguns sistemas os removem, gerando falsos negativos. Digite sempre os 11 dígitos completos.
O mesmo CPF pode ser emitido para duas pessoas?
Não. A RFB garante a unicidade e o número e intransferivel. Mesmo após a morte do titular o CPF não e reatribuido — fica marcado como falecido.
Como funciona a validação de CPF
Os dois últimos algarismos de um CPF não são escolhidos a esmo. São dígitos verificadores, calculados a partir dos nove primeiros por uma soma ponderada com módulo 11. O validador refaz essa mesma conta e responde de imediato se o número bate matematicamente ou se houve erro de digitação.
Serve para conferir cadastros, importações de planilha e formulários antes de mandar os dados adiante. Uma observação importante: validar a fórmula não é o mesmo que confirmar que o CPF existe e está ativo na Receita. Sequências como 111.111.111-11 cabem na máscara, mas caem fora justamente porque o algoritmo as rejeita. Como a ferramenta ignora pontos e traços, você cola o número do jeito que estiver.
A conferência roda inteira dentro do seu navegador. O que você digita não vai para lugar nenhum nem fica registrado, e por isso dá para testar até documentos reais quando o que você quer saber é só se o número está bem formado.
Perguntas frequentes
Por que o resultado não aparece enquanto eu digito?
Um resultado válido significa que o CPF está regular na Receita Federal?
Dá para conferir uma lista inteira de CPFs de uma vez?
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