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Calculadora de energia armazenada em indutor

Calcula a energia armazenada em um indutor a partir da indutância em henrys e da corrente em amperes usando meio L I quadrado.

Energia armazenada em um indutor

Sempre que passa corrente por um indutor, o campo magnético ao redor da bobina acumula energia. Para calcular a energia instantânea use E = ½ L I². Nessa conta, L é a indutância em henries (H), I é a corrente em ampères (A) e o resultado vem em joules (J). Pense num choke de 10 mH conduzindo 2 A: ele guarda 0,5 × 0,01 × 2² = 0,02 J, ou seja, 20 mJ.

No capacitor a energia segue o quadrado da tensão. Já no indutor ela segue o quadrado da corrente. É por isso que cortar bruscamente uma corrente indutiva produz picos de tensão altos (v = L · di/dt): a energia magnética precisa ir para algum lugar. Quem quiser ver de onde sai a fórmula é só integrar a potência instantânea p(t) = v(t)·i(t) ao longo do tempo. Boylestad (Análise de Circuitos) e Sedra & Smith (Microeletrônica) mostram essa dedução.

Aplicações

Guardar energia assim é o que faz as fontes chaveadas funcionarem, e os conversores buck, boost e flyback dependem disso. A mesma ideia aparece nas bobinas de ignição automotiva, que levam os 12 V da bateria a dezenas de kilovolts, nos circuitos de descarga dos desfibriladores e nos ímãs supercondutores de equipamentos de ressonância magnética, que chegam a armazenar megajoules. Quando essa energia é liberada de forma abrupta, surgem fenômenos harmônicos e de surto; é deles que tratam as normas IEC 61000 e IEEE 519.

FAQ

Por que indutores precisam de diodo flyback? Quando você abre a chave que alimenta um indutor, a energia ½LI² armazenada tem que ser dissipada de algum jeito. O diodo de roda-livre abre um caminho para a corrente escoar como calor, sem provocar arco entre os contatos.

A saturação do núcleo afeta a fórmula? Afeta. Com o núcleo saturado, a indutância efetiva cai e o ½LI² puro acaba superestimando a energia. Nesse caso, para núcleos não-lineares, recorra à integral ∫ i·dλ.

Qual a diferença para a energia em capacitor? O capacitor guarda ½ C V² num campo elétrico e resiste a variações de tensão. O indutor guarda ½ L I² num campo magnético e resiste a variações de corrente.

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Calcula a densidade de energia de uma onda oceânica, E = (1 ÷ 8)·ρ·g·H², a partir da densidade da água ρ (kg/m³, ~1025 para água do mar), da gravidade g e da altura da onda H (m). O resultado, em J/m² (energia por unidade de área da superfície), é a soma das energias cinética e potencial da onda — proporcional ao quadrado da altura, por isso ondas grandes carregam muito mais energia. É a base do cálculo do potencial de geração de energia das ondas e do impacto sobre estruturas costeiras e a erosão de praias. Informe a densidade da água e a altura da onda.

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Energia de Frenagem

Calcula a energia dissipada em uma frenagem, E = ½·m·(v₁² − v₂²), a partir da massa m (kg), da velocidade inicial v₁ e da velocidade final v₂ (m/s). Quando um veículo ou máquina freia, sua energia CINÉTICA é convertida — pelo atrito do freio — em CALOR. A energia dissipada é a variação da energia cinética: se freia até parar (v₂ = 0), é toda a energia cinética inicial; se freia parcialmente, é a diferença. Esse calor precisa ser ABSORVIDO e DISSIPADO pelo freio sem que ele superaqueça além do limite (acima do qual o material de atrito perde eficiência — o fading — e pode até pegar fogo ou vitrificar). É por isso que freios de veículos pesados, de descidas longas (caminhões em serra) e de aplicações severas precisam de grande capacidade térmica (discos grandes, ventilados, ou freios auxiliares como o motor-freio e o retarder, que dissipam a energia por outros meios sem sobrecarregar os freios de serviço). A energia de frenagem cresce com o QUADRADO da velocidade: frear de 100 km/h dissipa QUATRO vezes mais energia que de 50 km/h — por isso frenagens em alta velocidade são tão mais exigentes. Este cálculo é a base do dimensionamento térmico de freios e da verificação de superaquecimento em frenagens repetidas ou prolongadas. Informe a massa e as velocidades inicial e final.

Energia Incidente de Arc Flash (Método de Lee)

Calcula a energia incidente de um arco elétrico pelo método de Ralph Lee, E = 5,12×10⁵ × V × I_cc × t ÷ d², com a tensão em kV, a corrente de curto-circuito franco em kA, o tempo de eliminação da falta em segundos e a distância de trabalho em milímetros. O método de Lee modela o arco ao ar livre como uma fonte de calor radiante ideal, sem levar em conta a energia que o invólucro reflete de volta; por isso a IEEE 1584 o mantém apenas como o modelo legado, indicado para arco aberto e para tensões acima de 15 kV, onde as equações empíricas não valem. O resultado em cal/cm² define a categoria de EPI: 1,2 cal/cm² é o limiar da queimadura de segundo grau e o valor que delimita a fronteira de arco. Adotada a forma em cal/cm² (a variante em J/cm² usa 2,142×10⁶ e é 4,184 vezes maior). Informe a tensão, a corrente de curto-circuito, o tempo de eliminação e a distância de trabalho.

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Energia Relativística Total

Calcule a energia total E = γ·m·c² (J), onde γ = 1/√(1 − v²/c²) é o fator de Lorentz.

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