Filtro ND - Redução em Stops
Calcula stops de redução do filtro ND: log2(densidade). ND8 = 3 stops, ND1000 ≈ 10.
Stops
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Filtro ND: stops de redução de luz
Um filtro de densidade neutra (ND) corta a luz que chega à lente sem mexer na cor nem no contraste. Com isso você consegue tempos de exposição mais longos ou aberturas maiores mesmo com muita luz. A notação segue uma escala logarítmica. O ND2 vale 1 stop e corta a luz pela metade; o ND4 são 2 stops, o ND8 são 3 e o ND1000 chega a 10. Para achar o tempo novo use t_novo = t_antigo · 2^stops. Assim, 1/100s com ND8 vira por volta de 1/12s. Quando você empilha filtros os stops somam, então ND4 com ND8 dá ND32, ou seja, 5 stops. Já os filtros ND variáveis (vND) usam dois polarizadores e deixam ajustar a densidade de forma contínua.
Aplicações: long exposure e cinema
Há alguns usos clássicos. O mais óbvio é long exposure, quando você quer água sedosa numa cachoeira ou traços de luz na rua. O filtro também serve para profundidade rasa em pleno sol, abrindo em f/1.4 ao ar livre sem queimar a imagem. No cinema ele mantém o shutter de 1/50s a 24fps pela regra dos 180 graus. E no time-lapse acrescenta motion blur entre os frames, parecido com o truque da fotografia de arquitetura que apaga pedestres com exposições de vários minutos.
Perguntas frequentes
Qual ND usar em cachoeira? Algo entre ND8 e ND64 costuma dar conta de exposições de 1–5 segundos durante o dia. Com sol forte de meio-dia talvez você precise ir até o ND1000.
ND afeta a cor? Um ND bem feito fica neutro. Os baratos tendem a puxar para magenta ou verde, e isso piora conforme a densidade aumenta, então você corrige no balanço de branco.
Posso empilhar NDs? Pode, e os stops somam em vez de multiplicar. Fique atento à vinheta em lentes grande-angulares e ao artefato em X que aparece quando NDs variáveis empilhados são levados a ajustes extremos.
Ferramentas Relacionadas
Tempo de Redução Decimal (Valor D)
Calcula o tempo de redução decimal (valor D) de um microrganismo, D = t/(log N₀ − log N), o tempo necessário, a uma dada temperatura, para destruir 90% da população (uma redução de um ciclo logarítmico). É o parâmetro fundamental da cinética de morte térmica em processamento de alimentos: quanto maior o D, mais termorresistente o microrganismo. Informe o tempo de aquecimento e as populações inicial e final.
Redução de Molho
Calcula o fator e porcentagem de redução: volume inicial → alvo.
Ondulação de Tensão de Saída
Calcula a ondulação (ripple) de tensão na saída de um conversor chaveado, ΔV = I ÷ (f × C), a partir da corrente de saída I, da frequência de chaveamento f e da capacitância do capacitor de saída C. O resultado, em volts, é a oscilação residual sobreposta à tensão CC de saída, causada pela carga e descarga do capacitor de filtro a cada ciclo de chaveamento. Maior frequência e maior capacitância reduzem o ripple. Manter a ondulação dentro de limites (tipicamente <1% da saída) é essencial para alimentar circuitos sensíveis. Informe a corrente, a frequência de chaveamento e a capacitância.
Número de Paradas Prováveis
Calcula o número provável de paradas de um elevador, S = N × (1 − (1 − 1/N)^P), a partir do número de pavimentos servidos N e do número de passageiros P na cabine. O resultado é quantos andares, em média, o elevador efetivamente para durante uma viagem (probabilisticamente, dois passageiros podem ir ao mesmo andar). É um parâmetro essencial do cálculo do tempo de viagem redondo: mais paradas aumentam o RTT. A fórmula assume que os passageiros escolhem andares de destino aleatoriamente e uniformemente. Com a cabine cheia, S se aproxima de N (para em quase todos). Informe o número de pavimentos e de passageiros.
Razão de Redução de Britagem
Calcula a razão de redução de um britador ou moinho, RR = F ÷ P, dividindo o tamanho da alimentação F pelo tamanho do produto P (geralmente os F₈₀/P₈₀ ou as aberturas de britador). O resultado (adimensional) indica quantas vezes o material foi reduzido em tamanho em um estágio. Cada tipo de equipamento tem uma faixa típica de razão de redução: britadores de mandíbula 4-7, cônicos 5-8, moinhos de bolas até 100 ou mais. Como cada estágio tem razão limitada, a redução de grandes blocos a pó fino exige vários estágios em série, cujo produto das razões dá a redução total. Informe os tamanhos de alimentação e produto.
Raio Mínimo de Dobra
Estima o raio mínimo de dobra de uma chapa metálica, R_min = t·(50/r − 1), a partir da espessura t (mm) e da redução de área percentual r do material no ensaio de tração (%, uma medida de ductilidade). O raio mínimo é o menor raio interno com que se pode dobrar uma chapa SEM trincar a face externa (que está sob tração). Dobrar com raio menor que o mínimo provoca fissuras ou ruptura na fibra externa, onde a deformação de tração excede a capacidade do material. O raio mínimo depende fortemente da DUCTILIDADE do material (expressa aqui pela redução de área r): materiais muito dúcteis (alumínio recozido, aços baixo carbono) podem ser dobrados com raio quase nulo (dobra viva), enquanto materiais frágeis ou encruados exigem raios grandes. O raio mínimo também depende da ORIENTAÇÃO da dobra em relação à direção de laminação da chapa (dobrar perpendicular à laminação permite raios menores que paralelo, por causa da anisotropia). Conhecer o raio mínimo é essencial no projeto de peças dobradas: especificar um raio menor que o possível leva a refugo por trincas. É comum expressar o raio mínimo como múltiplos da espessura (ex.: '2t'). Informe a espessura e a redução de área do material.
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