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Função J de Leverett

Calcula a função J de Leverett, que normaliza a pressão capilar pela tensão interfacial, pelo ângulo de contato e pela raiz da razão entre permeabilidade e porosidade. Serve para reunir curvas de pressão capilar de amostras com propriedades diferentes numa única curva de rocha-tipo. Informe a pressão capilar, a tensão interfacial, o ângulo de contato, a permeabilidade em milidarcy e a porosidade.

Resultado

Como juntar curvas de pressão capilar de amostras diferentes

O laboratório devolve uma curva de pressão capilar por plugue, e cada plugue tem permeabilidade e porosidade próprias. Empilhar essas curvas num mesmo gráfico dá uma nuvem sem forma: a amostra de 500 mD sobe cedo, a de 5 mD sobe tarde, e o petrofísico não consegue tirar dali uma única função de saturação para alimentar o modelo estático. A função J existe para retirar da curva o que é propriedade da amostra e deixar só o que é propriedade da rocha-tipo.

J = Pc / (σ·cos θ) × √(k/φ), com Pc a pressão capilar em Pa, σ a tensão interfacial entre os fluidos em N/m, θ o ângulo de contato em graus e k a permeabilidade absoluta, informada em milidarcy e convertida internamente para m² pelo fator 9,869233×10⁻¹⁶; φ é a porosidade em fração. Os campos já preenchidos, 35000 Pa, 0,025 N/m, 30°, 120 mD e 0,22, resultam em J = 1,1861. Valores entre 0,1 e 10 cobrem quase toda a faixa de saturação de um arenito. Quem trabalha em unidades de campo reconhece a mesma conta escrita como J = 0,2165 × Pc[psi] / (σ[dina/cm]·cos θ) × √(k[mD]/φ).

A função J só faz o que promete dentro de uma mesma rocha-tipo: colapsar curvas de arenito limpo junto com curvas de carbonato vugular não produz uma curva mestra, produz outra nuvem. A raiz de k/φ é uma aproximação grosseira do raio de garganta de poro, e falha justamente onde a distribuição de gargantas é bimodal. O ângulo de contato precisa ficar abaixo de 90°: acima disso o cosseno inverte de sinal, o sistema é molhável ao óleo e a normalização perde o sentido, então a página recusa o cálculo. Porosidade vai em fração e não em porcentagem — digitar 22 no lugar de 0,22 também faz a página recusar, o que ao menos deixa o engano visível na hora.

Perguntas frequentes

Por que a permeabilidade entra em milidarcy se a fórmula pede m²?
Porque milidarcy é a unidade em que o dado chega do laboratório, e obrigar a conversão manual só criaria erro. A página faz a troca internamente multiplicando por 9,869233×10⁻¹⁶, que é o valor exato de 1 mD em m². Se você já tiver o dado em m², divida por esse mesmo fator antes de digitar. O detalhe importa porque a permeabilidade entra sob raiz quadrada: um erro de mil vezes em k vira um erro de trinta e poucas vezes no J, grande o bastante para desalinhar todas as curvas do conjunto.
Posso deixar o ângulo de contato em zero?
Pode, e é o que boa parte da indústria faz quando não tem medida de molhabilidade: assume-se cos θ = 1 e a normalização fica só com a tensão interfacial. Com os demais valores padrão, trocar 30° por 0° derruba o J de 1,1861 para 1,0272, uma diferença de 13%. O que não funciona é entrar com 90° ou mais, porque o cosseno zera ou fica negativo e a página passa a recusar o cálculo em vez de devolver um número sem sentido físico.
A ferramenta monta a curva J inteira contra a saturação?
Não, ela calcula um ponto de cada vez. A curva J completa sai de repetir a conta para cada par de pressão capilar e saturação de água medido na amostra, o que normalmente se faz na planilha do ensaio, e só depois ajustar uma função, potência ou Brooks-Corey, sobre a nuvem de pontos de todos os plugues da mesma rocha-tipo. Esta página serve para conferir um ponto, comparar duas amostras rapidamente ou validar a conta da planilha antes de confiar nela.

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Permeabilidade Absoluta pela Correlação de Timur

Estima a permeabilidade absoluta de um arenito a partir da porosidade e da saturação de água irredutível, quando não há amostra de testemunho para ensaio em laboratório. A correlação de Timur (1968), levantada em 155 amostras de arenitos do Alasca, é k = 0,136 × porosidade^4,4 ÷ saturação irredutível², com a permeabilidade em milidarcy. O resultado diz quanto o reservatório consegue escoar: abaixo de 1 mD a formação é considerada apertada, entre 10 e 100 mD é moderada e acima de 500 mD é excelente. A convenção que mais gera erro aqui é a unidade: as constantes 0,136 e 4,4 foram ajustadas com porosidade e saturação em porcentagem, não em fração — informar 0,22 em vez de 22 derruba o resultado em várias ordens de grandeza, e por isso os dois campos pedem porcentagem. Informe a porosidade efetiva e a saturação de água irredutível.

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Saturação de Água (Archie)

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Calculadora de Volume de Caixa de Água

Calcula volume de caixas de água retangulares e cilíndricas em litros. Sugere tamanho mínimo para N pessoas (200L/dia/pessoa).

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Reserva Técnica de Incêndio (RTI)

Calcula o volume da reserva técnica de incêndio (RTI), V = vazão × tempo ÷ 1000, multiplicando a vazão exigida do sistema (L/min) pelo tempo de autonomia requerido (min) e convertendo para metros cúbicos. O resultado, em m³, é o volume de água que o reservatório deve manter exclusivamente reservado para o combate a incêndio — dimensionado para alimentar hidrantes e/ou sprinklers durante o tempo mínimo estabelecido pelas normas (tipicamente 30 a 60 min, conforme o risco). É um cálculo central no projeto de instalações prediais de combate a incêndio. Informe a vazão e o tempo de autonomia.

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Avalia polinômio em x usando método de Horner. Coeficientes do maior para o menor grau separados por vírgula.

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