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Relação Volume/Capacidade (V/C)

Calcula a relação volume/capacidade (grau de saturação), X = V ÷ C, dividindo o volume de tráfego V pela capacidade C da via ou interseção. O resultado (adimensional) mede o nível de utilização da via: X próximo de 0 indica via livre; X = 1 significa via operando exatamente na capacidade; X > 1 indica demanda acima da capacidade, com formação de filas crescentes e congestionamento. A relação V/C é o principal indicador para classificar o nível de serviço (LOS de A a F) e identificar gargalos. Valores acima de 0,85–0,90 já indicam operação próxima da saturação. Informe o volume e a capacidade.

Resultado

Relação volume/capacidade (V/C)

A relação volume/capacidade (V/C), também chamada de grau de saturação (X), é o indicador mais usado para diagnosticar o desempenho de uma via ou interseção: X = V ÷ C, o volume de tráfego demandado dividido pela capacidade disponível. O resultado, adimensional, conta uma história imediata sobre o estado da via. X próximo de 0: via praticamente vazia, fluxo livre, velocidade máxima. X em torno de 0,5–0,7: tráfego estável, mas já perceptível, com alguma redução de velocidade e liberdade de manobra. X = 0,85–0,90: a via se aproxima da saturação — pequenos distúrbios (uma freada, uma conversão) começam a gerar ondas de congestionamento, e a operação fica instável. X = 1,0: a via opera exatamente na capacidade, o ponto de máxima vazão, mas também de máxima fragilidade — qualquer aumento de demanda ou perturbação a derruba. X > 1,0: a demanda excede a capacidade; forma-se uma fila que cresce continuamente enquanto durar a sobredemanda (o congestionamento não é um estado, é um processo acumulativo), e a via passa a operar em fluxo forçado, com velocidades baixíssimas. A relação V/C é a base para classificar o nível de serviço (LOS, numa escala de A a F, de fluxo livre a colapso) e para identificar gargalos numa rede — os pontos de maior V/C são onde investir. Informe o volume e a capacidade.

Ferramentas Relacionadas

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Fluxo de Saturação

Calcula o fluxo de saturação de uma aproximação semaforizada, S = S₀ × N, multiplicando o fluxo de saturação básico por faixa S₀ (veículos/h por faixa, tipicamente ~1800–1900) pelo número de faixas N. O resultado, em veículos/h, é a taxa máxima de veículos que conseguem cruzar a linha de retenção se o sinal permanecesse verde continuamente e houvesse fila — a vazão de descarga da fila durante o verde. É um parâmetro central no dimensionamento de semáforos e no cálculo da capacidade de interseções, ajustado por fatores de largura de faixa, greide, conversões e estacionamento. Informe o fluxo de saturação básico por faixa e o número de faixas.

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Headway Médio (Intervalo Veicular)

Calcula o headway médio (intervalo de tempo entre veículos sucessivos), h = 3600 ÷ q, dividindo 3600 segundos pela taxa de fluxo q (veículos/h). O resultado, em segundos, é o tempo médio entre a passagem de dois veículos consecutivos por um ponto da via. O headway é o inverso do fluxo: quanto maior o volume de tráfego, menores os intervalos. É um conceito central da teoria do fluxo de tráfego, usado no projeto de semáforos, na análise de capacidade e em modelos de car-following. O menor headway seguro define a capacidade máxima de uma faixa. Informe a taxa de fluxo.

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Fluxo Equivalente (UCP/PCE)

Calcula o fluxo equivalente em unidades de carro de passeio (UCP, ou PCE), q = Q_carros + Q_pesados × E, somando o fluxo de automóveis ao fluxo de veículos pesados multiplicado pelo fator de equivalência E (quantos carros de passeio cada caminhão ou ônibus equivale em ocupação de via — tipicamente 1,5 a 3,0). O resultado, em UCP/h, converte uma corrente de tráfego mista numa corrente equivalente homogênea, permitindo comparar volumes e calcular a capacidade de vias com diferentes composições de tráfego. Veículos pesados ocupam mais espaço e aceleram mais devagar, sobretudo em rampas. Informe o fluxo de carros, o de pesados e o fator de equivalência.

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Espaçamento Veicular Médio

Calcula o espaçamento médio entre veículos, s = 1000 ÷ k, dividindo 1000 metros pela densidade de tráfego k (veículos/km). O resultado, em metros, é a distância média entre as frentes de dois veículos consecutivos numa corrente de tráfego. O espaçamento é o inverso da densidade: vias congestionadas têm alta densidade e pequeno espaçamento; vias livres têm baixa densidade e grande espaçamento. É o análogo espacial do headway (que é temporal) e se relaciona com a velocidade por s = v·h. O menor espaçamento, no congestionamento total (densidade de engarrafamento), corresponde ao comprimento do veículo mais a folga mínima. Informe a densidade de tráfego.

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Número de Faixas Necessárias

Calcula o número de faixas necessárias em uma via, N = V ÷ C_faixa, dividindo o volume de tráfego de projeto V pela capacidade de uma faixa C_faixa (veículos/h por faixa). O resultado é o número mínimo de faixas para atender à demanda dentro da capacidade; na prática, arredonda-se sempre para cima ao inteiro seguinte. É um cálculo de dimensionamento básico no projeto geométrico de rodovias e vias urbanas, que define a seção transversal a partir do volume previsto e da capacidade por faixa (que depende da velocidade, do tipo de via e das condições de tráfego). Informe o volume de tráfego e a capacidade por faixa.

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Taxa de Fluxo de Pico (FHP)

Calcula a taxa de fluxo de pico de uma via, q = V ÷ FHP, dividindo o volume horário V (veículos/h) pelo fator de hora de pico FHP (entre 0 e 1, razão entre o volume da hora e quatro vezes o volume do quarto de hora mais carregado). O resultado, em veículos/h, é a taxa de fluxo equivalente do período de 15 minutos mais movimentado — sempre maior ou igual ao volume horário, pois o tráfego não chega de forma uniforme. É a vazão de projeto usada na análise de capacidade e nível de serviço pelo HCM, pois dimensionar pela média horária subestimaria os picos. Informe o volume horário e o fator de hora de pico.

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