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Headway Médio (Intervalo Veicular)

Calcula o headway médio (intervalo de tempo entre veículos sucessivos), h = 3600 ÷ q, dividindo 3600 segundos pela taxa de fluxo q (veículos/h). O resultado, em segundos, é o tempo médio entre a passagem de dois veículos consecutivos por um ponto da via. O headway é o inverso do fluxo: quanto maior o volume de tráfego, menores os intervalos. É um conceito central da teoria do fluxo de tráfego, usado no projeto de semáforos, na análise de capacidade e em modelos de car-following. O menor headway seguro define a capacidade máxima de uma faixa. Informe a taxa de fluxo.

Resultado

Headway médio (intervalo veicular)

O headway é o intervalo de tempo entre a passagem de dois veículos consecutivos por um mesmo ponto da via — um dos conceitos microscópicos mais importantes da teoria do tráfego. Em média, ele é simplesmente o inverso do fluxo: h = 3600 ÷ q, com 3600 segundos por hora divididos pela taxa de fluxo q (veículos/h). Quanto maior o volume de tráfego, menores os intervalos: uma via com 1200 veíc/h tem headway médio de 3 segundos. O headway é fundamental por vários motivos. Define a capacidade: a vazão máxima de uma faixa é limitada pelo menor headway que os motoristas mantêm com segurança (cerca de 1,5–2 s na saturação, o que dá ~1800–2000 veíc/h por faixa). Governa os modelos de car-following (perseguição veicular) e a lógica dos sistemas de controle de cruzeiro adaptativo. E é a base do projeto de semáforos, onde o headway de descarga da fila durante o verde determina quantos veículos passam por ciclo. Headways muito curtos indicam direção arriscada (pouco tempo de reação); por isso a 'distância de seguimento' segura é frequentemente expressa em segundos de headway. Informe a taxa de fluxo.

Ferramentas Relacionadas

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Espaçamento Veicular Médio

Calcula o espaçamento médio entre veículos, s = 1000 ÷ k, dividindo 1000 metros pela densidade de tráfego k (veículos/km). O resultado, em metros, é a distância média entre as frentes de dois veículos consecutivos numa corrente de tráfego. O espaçamento é o inverso da densidade: vias congestionadas têm alta densidade e pequeno espaçamento; vias livres têm baixa densidade e grande espaçamento. É o análogo espacial do headway (que é temporal) e se relaciona com a velocidade por s = v·h. O menor espaçamento, no congestionamento total (densidade de engarrafamento), corresponde ao comprimento do veículo mais a folga mínima. Informe a densidade de tráfego.

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Fluxo Equivalente (UCP/PCE)

Calcula o fluxo equivalente em unidades de carro de passeio (UCP, ou PCE), q = Q_carros + Q_pesados × E, somando o fluxo de automóveis ao fluxo de veículos pesados multiplicado pelo fator de equivalência E (quantos carros de passeio cada caminhão ou ônibus equivale em ocupação de via — tipicamente 1,5 a 3,0). O resultado, em UCP/h, converte uma corrente de tráfego mista numa corrente equivalente homogênea, permitindo comparar volumes e calcular a capacidade de vias com diferentes composições de tráfego. Veículos pesados ocupam mais espaço e aceleram mais devagar, sobretudo em rampas. Informe o fluxo de carros, o de pesados e o fator de equivalência.

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Fluxo de Saturação

Calcula o fluxo de saturação de uma aproximação semaforizada, S = S₀ × N, multiplicando o fluxo de saturação básico por faixa S₀ (veículos/h por faixa, tipicamente ~1800–1900) pelo número de faixas N. O resultado, em veículos/h, é a taxa máxima de veículos que conseguem cruzar a linha de retenção se o sinal permanecesse verde continuamente e houvesse fila — a vazão de descarga da fila durante o verde. É um parâmetro central no dimensionamento de semáforos e no cálculo da capacidade de interseções, ajustado por fatores de largura de faixa, greide, conversões e estacionamento. Informe o fluxo de saturação básico por faixa e o número de faixas.

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Taxa de Fluxo de Pico (FHP)

Calcula a taxa de fluxo de pico de uma via, q = V ÷ FHP, dividindo o volume horário V (veículos/h) pelo fator de hora de pico FHP (entre 0 e 1, razão entre o volume da hora e quatro vezes o volume do quarto de hora mais carregado). O resultado, em veículos/h, é a taxa de fluxo equivalente do período de 15 minutos mais movimentado — sempre maior ou igual ao volume horário, pois o tráfego não chega de forma uniforme. É a vazão de projeto usada na análise de capacidade e nível de serviço pelo HCM, pois dimensionar pela média horária subestimaria os picos. Informe o volume horário e o fator de hora de pico.

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Velocidade Média Espacial

Calcula a velocidade média espacial de dois veículos pela média harmônica, v_e = 2 ÷ (1/v₁ + 1/v₂), a partir das velocidades individuais v₁ e v₂. O resultado, na mesma unidade das velocidades, é a média harmônica — não a aritmética —, que é a forma correta de calcular a velocidade média de uma corrente de tráfego quando se observa um trecho de via (média no espaço). A velocidade média espacial é sempre menor ou igual à velocidade média temporal (média aritmética observada num ponto), porque dá mais peso aos veículos lentos, que passam mais tempo no trecho. É a velocidade usada na equação fundamental q = k·v. Informe as duas velocidades.

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Número de Faixas Necessárias

Calcula o número de faixas necessárias em uma via, N = V ÷ C_faixa, dividindo o volume de tráfego de projeto V pela capacidade de uma faixa C_faixa (veículos/h por faixa). O resultado é o número mínimo de faixas para atender à demanda dentro da capacidade; na prática, arredonda-se sempre para cima ao inteiro seguinte. É um cálculo de dimensionamento básico no projeto geométrico de rodovias e vias urbanas, que define a seção transversal a partir do volume previsto e da capacidade por faixa (que depende da velocidade, do tipo de via e das condições de tráfego). Informe o volume de tráfego e a capacidade por faixa.

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