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Número de Faixas Necessárias

Calcula o número de faixas necessárias em uma via, N = V ÷ C_faixa, dividindo o volume de tráfego de projeto V pela capacidade de uma faixa C_faixa (veículos/h por faixa). O resultado é o número mínimo de faixas para atender à demanda dentro da capacidade; na prática, arredonda-se sempre para cima ao inteiro seguinte. É um cálculo de dimensionamento básico no projeto geométrico de rodovias e vias urbanas, que define a seção transversal a partir do volume previsto e da capacidade por faixa (que depende da velocidade, do tipo de via e das condições de tráfego). Informe o volume de tráfego e a capacidade por faixa.

Resultado

Número de faixas necessárias

Uma das primeiras decisões no projeto geométrico de uma rodovia ou via urbana é quantas faixas ela precisa ter. O cálculo básico parte da demanda e da capacidade: N = V ÷ C_faixa, o volume de tráfego de projeto V (a demanda prevista para o horizonte do projeto, geralmente o volume horário de projeto derivado do tráfego médio diário) dividido pela capacidade de uma faixa C_faixa. O resultado é o número mínimo de faixas para que a via opere dentro da capacidade — mas, na prática, há dois cuidados. Primeiro, arredonda-se sempre para cima ao inteiro seguinte (3,2 faixas significam 4 faixas, pois não existe meia faixa). Segundo, costuma-se projetar para um grau de saturação abaixo de 1 (por exemplo, V/C de projeto de 0,8–0,9), o que na prática significa usar uma capacidade de faixa reduzida ou um volume de projeto majorado, para que a via não opere no limite e tenha folga para crescimento e perturbações. A capacidade por faixa em si depende de muitos fatores: o tipo de via (uma autoestrada de fluxo contínuo comporta ~2000–2300 veíc/h por faixa; uma via urbana semaforizada, bem menos, pois o verde é só uma fração do tempo), a velocidade de projeto, a largura das faixas e acostamentos, e a composição do tráfego. Esse número de faixas, junto com larguras de faixa, acostamento e canteiro, define a seção transversal da via. Informe o volume de tráfego e a capacidade por faixa.

Ferramentas Relacionadas

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Headway Médio (Intervalo Veicular)

Calcula o headway médio (intervalo de tempo entre veículos sucessivos), h = 3600 ÷ q, dividindo 3600 segundos pela taxa de fluxo q (veículos/h). O resultado, em segundos, é o tempo médio entre a passagem de dois veículos consecutivos por um ponto da via. O headway é o inverso do fluxo: quanto maior o volume de tráfego, menores os intervalos. É um conceito central da teoria do fluxo de tráfego, usado no projeto de semáforos, na análise de capacidade e em modelos de car-following. O menor headway seguro define a capacidade máxima de uma faixa. Informe a taxa de fluxo.

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Taxa de Fluxo de Pico (FHP)

Calcula a taxa de fluxo de pico de uma via, q = V ÷ FHP, dividindo o volume horário V (veículos/h) pelo fator de hora de pico FHP (entre 0 e 1, razão entre o volume da hora e quatro vezes o volume do quarto de hora mais carregado). O resultado, em veículos/h, é a taxa de fluxo equivalente do período de 15 minutos mais movimentado — sempre maior ou igual ao volume horário, pois o tráfego não chega de forma uniforme. É a vazão de projeto usada na análise de capacidade e nível de serviço pelo HCM, pois dimensionar pela média horária subestimaria os picos. Informe o volume horário e o fator de hora de pico.

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Fluxo de Saturação

Calcula o fluxo de saturação de uma aproximação semaforizada, S = S₀ × N, multiplicando o fluxo de saturação básico por faixa S₀ (veículos/h por faixa, tipicamente ~1800–1900) pelo número de faixas N. O resultado, em veículos/h, é a taxa máxima de veículos que conseguem cruzar a linha de retenção se o sinal permanecesse verde continuamente e houvesse fila — a vazão de descarga da fila durante o verde. É um parâmetro central no dimensionamento de semáforos e no cálculo da capacidade de interseções, ajustado por fatores de largura de faixa, greide, conversões e estacionamento. Informe o fluxo de saturação básico por faixa e o número de faixas.

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