Lâmina Bruta de Irrigação
Calcula a lâmina bruta de irrigação, L_bruta = L_líquida ÷ Ef, dividindo a lâmina líquida necessária (a água que precisa chegar às raízes, em mm) pela eficiência de aplicação do sistema de irrigação (em decimal). O resultado, em mm, é a lâmina que o sistema deve efetivamente aplicar para que, descontadas as perdas (evaporação, deriva, percolação, escoamento), reste a lâmina líquida no solo. Sistemas mais eficientes (gotejamento, ~90%) exigem menos lâmina bruta que os menos eficientes (aspersão convencional, ~75%; superfície, ~50-60%). É a base do dimensionamento e do manejo da irrigação. Informe a lâmina líquida e a eficiência de aplicação.
Resultado
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Lâmina bruta de irrigação
Quando se irriga, nem toda a água aplicada chega às raízes: parte se perde por evaporação (no ar e na superfície), deriva pelo vento, percolação abaixo da zona radicular e escoamento superficial. Por isso é preciso distinguir duas lâminas. A lâmina líquida (L_líquida) é a água que efetivamente precisa ficar disponível no solo para a planta — calculada a partir da água que o solo consegue armazenar e do consumo da cultura. A lâmina bruta (L_bruta) é o que o sistema precisa aplicar para que, descontadas as perdas, reste a lâmina líquida. A relação é L_bruta = L_líquida ÷ Ef, onde Ef é a eficiência de aplicação do sistema (em decimal). Como Ef < 1, a lâmina bruta é sempre maior que a líquida — irriga-se 'a mais' para compensar as perdas. A eficiência depende fortemente do método: o gotejamento aplica água diretamente na base da planta, com pouca evaporação e deriva, atingindo 85-95% de eficiência; a aspersão convencional perde mais (~75%, e bem menos em dias quentes e ventosos); a irrigação por superfície (sulcos, inundação) é a menos eficiente (50-60%). Essa diferença tem enormes implicações: um sistema eficiente aplica menos água bruta para o mesmo resultado, economizando água (recurso cada vez mais escasso e caro), energia de bombeamento e reduzindo a lixiviação de nutrientes e a salinização. A lâmina bruta é o que de fato se programa no sistema (tempo de irrigação × intensidade) e é a base do dimensionamento (vazão da bomba, capacidade do sistema) e do manejo (quanto irrigar a cada turno). Informe a lâmina líquida e a eficiência de aplicação.
Ferramentas Relacionadas
Tempo de Irrigação
Calcula o tempo necessário de irrigação, t = lâmina ÷ intensidade de aplicação, dividindo a lâmina a aplicar (mm) pela intensidade de aplicação do sistema (mm/h). O resultado, em horas, é por quanto tempo o sistema (aspersão, pivô, gotejamento) deve operar para aplicar a lâmina desejada. A intensidade de aplicação não deve exceder a taxa de infiltração do solo, sob pena de gerar escoamento superficial e erosão. Multiplicado pela vazão, dá o volume de água; combinado com o número de setores, define o tempo total de irrigação da área. É um cálculo rotineiro no manejo diário de sistemas de irrigação. Informe a lâmina e a intensidade de aplicação.
Necessidade de Lixiviação (Irrigação)
Calcula a necessidade de lixiviação de uma área irrigada, isto é, a fração da lâmina aplicada que precisa atravessar a zona radicular e drenar para arrastar os sais que a água de irrigação deixa no solo: NL = CE da água ÷ (5 × CE tolerada no extrato de saturação − CE da água), com as duas condutividades elétricas em decisiemens por metro. A CE tolerada vem da tabela de tolerância da cultura ao sal — o feijão fica perto de 1 dS/m, o milho de 1,7 e a cevada passa de 8. O resultado, em porcentagem, entra no cálculo da lâmina bruta, que é a lâmina líquida dividida por (1 − NL): uma necessidade de 13,6%, por exemplo, obriga a aplicar cerca de 16% de água a mais do que a planta consome. Quanto mais salgada a água em relação ao que a cultura suporta, maior a fração; e quando a CE da água se aproxima de cinco vezes a CE tolerada o valor dispara, sinal de que aquela água não serve para aquela cultura sem drenagem artificial ou troca de espécie. Informe a condutividade elétrica da água de irrigação e a condutividade elétrica tolerada no extrato de saturação do solo.
Eficiência de Inibidor de Corrosão
Calcula a eficiência de um inibidor de corrosão, η = (TC₀ − TC_inib) ÷ TC₀ × 100%, comparando a taxa de corrosão sem inibidor (TC₀) com a taxa na presença do inibidor (TC_inib). O resultado, em %, mede quanto o inibidor reduziu a velocidade de corrosão — indicador padrão para avaliar e comparar inibidores em ensaios de laboratório (perda de massa, polarização ou impedância). Inibidores eficientes formam filmes protetores na superfície e alcançam eficiências acima de 90%. É amplamente usado em tratamento de água de caldeiras, sistemas de resfriamento e acidificação de poços. Informe as taxas de corrosão sem e com inibidor.
Eficiência de Campo
Calcula a eficiência de campo de uma operação mecanizada, Ef = (capacidade efetiva ÷ capacidade teórica) × 100%, dividindo a capacidade de campo efetiva (área realmente trabalhada por hora) pela capacidade teórica (a que seria obtida sem nenhuma perda de tempo). O resultado, em %, mede quanto do tempo a máquina passa efetivamente trabalhando, em oposição a manobras de cabeceira, abastecimentos, regulagens, deslocamentos e sobreposições. Operações simples em talhões grandes têm eficiência alta (80-90%); operações complexas em talhões pequenos e irregulares, baixa (60-70%). Melhorar a eficiência de campo (talhões maiores, menos paradas) reduz custos. Informe as capacidades efetiva e teórica.
Tempo de rega de jardim em litros
Calcula tempo de rega necessario para entregar uma quantidade de litros conforme vazao.
Quantidade de agua para irrigacao por cultura
Estima litros de agua por hectare por dia para irrigacao conforme cultura plantada.
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