Tempo de Irrigação
Calcula o tempo necessário de irrigação, t = lâmina ÷ intensidade de aplicação, dividindo a lâmina a aplicar (mm) pela intensidade de aplicação do sistema (mm/h). O resultado, em horas, é por quanto tempo o sistema (aspersão, pivô, gotejamento) deve operar para aplicar a lâmina desejada. A intensidade de aplicação não deve exceder a taxa de infiltração do solo, sob pena de gerar escoamento superficial e erosão. Multiplicado pela vazão, dá o volume de água; combinado com o número de setores, define o tempo total de irrigação da área. É um cálculo rotineiro no manejo diário de sistemas de irrigação. Informe a lâmina e a intensidade de aplicação.
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Tempo de irrigação
Definida a lâmina de água a aplicar (a altura de água, em mm, que cobriria o terreno), a pergunta operacional imediata é: por quanto tempo deixo o sistema ligado? A resposta é direta: t = lâmina ÷ intensidade de aplicação, dividindo a lâmina desejada (mm) pela intensidade de aplicação do sistema (mm/h — a velocidade com que ele despeja água sobre a área). Um sistema que aplica 10 mm/h leva 2 horas para depositar 20 mm. A intensidade de aplicação é uma característica do sistema: depende da vazão dos emissores e do espaçamento (em aspersão), da velocidade de avanço (em pivô central) ou da vazão por gotejador e espaçamento (em gotejamento). Há uma restrição agronômica fundamental que o operador não pode ignorar: a intensidade de aplicação não deve exceder a taxa de infiltração do solo (a velocidade com que o solo absorve a água). Se aplicar mais rápido do que o solo consegue infiltrar, a água excedente escoa pela superfície, causando erosão, formação de poças, distribuição desuniforme e desperdício — além de não umedecer o perfil como deveria. Solos arenosos infiltram rápido (toleram alta intensidade); solos argilosos e compactados infiltram devagar (exigem baixa intensidade ou irrigação em pulsos). Por isso o tempo de irrigação e a intensidade são escolhidos em conjunto com o tipo de solo. Multiplicando o tempo pela vazão total, obtém-se o volume de água consumido; e como uma área grande costuma ser irrigada por setores (turnos), o tempo de cada setor define quantos setores cabem no dia e o intervalo entre irrigações. É um cálculo de rotina no manejo diário da irrigação. Informe a lâmina e a intensidade de aplicação.
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Lâmina Bruta de Irrigação
Calcula a lâmina bruta de irrigação, L_bruta = L_líquida ÷ Ef, dividindo a lâmina líquida necessária (a água que precisa chegar às raízes, em mm) pela eficiência de aplicação do sistema de irrigação (em decimal). O resultado, em mm, é a lâmina que o sistema deve efetivamente aplicar para que, descontadas as perdas (evaporação, deriva, percolação, escoamento), reste a lâmina líquida no solo. Sistemas mais eficientes (gotejamento, ~90%) exigem menos lâmina bruta que os menos eficientes (aspersão convencional, ~75%; superfície, ~50-60%). É a base do dimensionamento e do manejo da irrigação. Informe a lâmina líquida e a eficiência de aplicação.
Necessidade de Lixiviação (Irrigação)
Calcula a necessidade de lixiviação de uma área irrigada, isto é, a fração da lâmina aplicada que precisa atravessar a zona radicular e drenar para arrastar os sais que a água de irrigação deixa no solo: NL = CE da água ÷ (5 × CE tolerada no extrato de saturação − CE da água), com as duas condutividades elétricas em decisiemens por metro. A CE tolerada vem da tabela de tolerância da cultura ao sal — o feijão fica perto de 1 dS/m, o milho de 1,7 e a cevada passa de 8. O resultado, em porcentagem, entra no cálculo da lâmina bruta, que é a lâmina líquida dividida por (1 − NL): uma necessidade de 13,6%, por exemplo, obriga a aplicar cerca de 16% de água a mais do que a planta consome. Quanto mais salgada a água em relação ao que a cultura suporta, maior a fração; e quando a CE da água se aproxima de cinco vezes a CE tolerada o valor dispara, sinal de que aquela água não serve para aquela cultura sem drenagem artificial ou troca de espécie. Informe a condutividade elétrica da água de irrigação e a condutividade elétrica tolerada no extrato de saturação do solo.
Tempo de rega de jardim em litros
Calcula tempo de rega necessario para entregar uma quantidade de litros conforme vazao.
Eficiência de Campo
Calcula a eficiência de campo de uma operação mecanizada, Ef = (capacidade efetiva ÷ capacidade teórica) × 100%, dividindo a capacidade de campo efetiva (área realmente trabalhada por hora) pela capacidade teórica (a que seria obtida sem nenhuma perda de tempo). O resultado, em %, mede quanto do tempo a máquina passa efetivamente trabalhando, em oposição a manobras de cabeceira, abastecimentos, regulagens, deslocamentos e sobreposições. Operações simples em talhões grandes têm eficiência alta (80-90%); operações complexas em talhões pequenos e irregulares, baixa (60-70%). Melhorar a eficiência de campo (talhões maiores, menos paradas) reduz custos. Informe as capacidades efetiva e teórica.
Volume de Calda de Pulverização
Calcula o volume de calda aplicado por hectare em uma pulverização, volume = (q × 600) ÷ (L × v), a partir da vazão total dos bicos q (L/min), da largura da barra L (m) e da velocidade de deslocamento v (km/h). O resultado, em litros por hectare, é a taxa de aplicação — parâmetro crítico da pulverização agrícola, que deve corresponder à recomendação do defensivo e ao alvo. O fator 600 converte as unidades. Aumentar a velocidade ou a largura reduz o volume aplicado; aumentar a vazão dos bicos o eleva. Calibrar corretamente garante a dose certa de agroquímico, evitando subdosagem (ineficácia) ou superdosagem (desperdício e fitotoxidez). Informe a vazão dos bicos, a largura da barra e a velocidade.
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