Limite de Peso Recomendado (NIOSH)
Calcula o limite de peso recomendado pela equação revisada do NIOSH de 1991, RWL = 23 kg × (25 ÷ H, com H tomado no mínimo como 25) × (1 − 0,003 × |V − 75|) × (0,82 + 4,5 ÷ D) × (1 − 0,0032 × A) × FM × CM, em que H é a distância horizontal em centímetros entre as mãos e o ponto médio dos tornozelos, V é a altura das mãos no início do levantamento, D é o deslocamento vertical percorrido pela carga e A é o ângulo de assimetria em graus. Os 23 kg são a constante de carga, o máximo aceitável na condição ideal — carga colada ao corpo, à altura dos nós dos dedos, sem torção do tronco e levantada esporadicamente — e cada multiplicador desconta uma fração conforme a tarefa se afasta dessa condição. FM, o multiplicador de frequência, e CM, o multiplicador de pega, vêm de tabelas da própria norma e por isso entram como dado e não como cálculo: FM depende da frequência de levantamentos por minuto, da duração do turno e da faixa de altura; CM da qualidade da pega, classificada em boa, regular ou ruim. Divida o peso realmente levantado pelo RWL para obter o índice de levantamento: acima de 1 a tarefa já expõe parte da população a risco lombar, e acima de 3 o risco é alto para quase todo mundo. H e D têm piso de 25 cm na própria norma, então abaixo disso o multiplicador trava em 1 sem aviso na tela: digitar a distância em metros em vez de centímetros passa na validação e devolve um limite folgado demais. Informe a distância horizontal, a altura inicial das mãos, o deslocamento vertical, o ângulo de assimetria, o multiplicador de frequência e o multiplicador de pega.
Resultado
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Peso limite por levantamento: a conta do NIOSH
Quem faz análise ergonômica do trabalho vive a mesma cena: o encarregado pergunta se a caixa de 18 kg pode ou não pode, e a resposta honesta é que depende de onde ela sai, para onde vai e quantas vezes por minuto. A equação do NIOSH transforma esse 'depende' num número comparável, que entra no laudo e sustenta a recomendação de levantar o pallet ou refazer a bancada. Sem ele a discussão fica no terreno da opinião e a mudança não sai do papel.
RWL = 23 × (25 ÷ H) × (1 − 0,003 × |V − 75|) × (0,82 + 4,5 ÷ D) × (1 − 0,0032 × A) × FM × CM. Os 23 kg são a constante de carga, o teto na condição ideal, e cada fator desconta o afastamento dela: H é a distância horizontal em cm entre as mãos e o meio dos tornozelos, V a altura das mãos no início, D o percurso vertical da carga e A a torção do tronco em graus. FM e CM vêm das tabelas da norma e entram como dado. Nos padrões da tela os multiplicadores dão 0,625, 0,955, 0,910 e 0,904, e o RWL fica em 9,12 kg.
A equação foi calibrada para levantamento com as duas mãos, de pé, com calçado firme, carga estável de dimensão moderada e ambiente de temperatura amena. Empurrar, puxar, carregar por distância, levantar ajoelhado ou com uma das mãos ficam fora do escopo. O deslize de unidade não gera aviso nenhum: digitar 0,4 em vez de 40 no campo H passa na validação, cai abaixo do piso de 25 cm e trava o multiplicador horizontal em 1, devolvendo 14,59 kg onde caberiam 9,12 — um limite 60% mais folgado que o verdadeiro. A tela recusa H acima de 63 cm, V ou D acima de 175 cm, A acima de 135° e multiplicadores fora do intervalo entre zero e 1.
Perguntas frequentes
O que fazer com os 9,12 kg que os valores padrão devolvem?
Por que preciso informar FM e CM em vez de a ferramenta calcular?
O V de 60 cm atrapalha o resultado? A altura ideal não era a da cintura?
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