Viscosidade do Vidro (Vogel-Fulcher-Tammann)
Calcula a viscosidade de um vidro pela equação de Vogel-Fulcher-Tammann, log₁₀η = A + B ÷ (T − T₀), ou seja, η = 10^(A + B/(T − T₀)), em que A, B e T₀ são as três constantes ajustadas para cada composição e T é a temperatura de trabalho. O resultado sai em poise (1 P = 1 dPa·s) desde que o coeficiente A tenha sido ajustado em poise, que é a unidade em que a indústria vidreira fixa seus pontos de referência; ajustes publicados em Pa·s pedem somar 1 ao A: 10⁴ P é o ponto de trabalho, 10^7,6 P é o ponto de amolecimento de Littleton e 10^13 P é o ponto de recozimento. Como o denominador tende a zero quando T se aproxima da temperatura de Vogel T₀, a viscosidade dispara e a equação perde sentido abaixo dela — por isso a página recusa T menor ou igual a T₀. Informe as constantes A, B e T₀ e a temperatura do vidro.
Resultado
—
Viscosidade do vidro pela equação de Vogel-Fulcher
A tabela do fornecedor entrega três temperaturas e nada entre elas: ponto de trabalho, ponto de amolecimento, ponto de recozimento. Quem opera um forno, ajusta um feeder ou define a temperatura de um canal precisa da viscosidade numa temperatura qualquer, e interpolar em linha reta entre pontos fixos erra por ordens de grandeza — a viscosidade do vidro varia treze décadas em pouco mais de quinhentos graus. A equação de Vogel-Fulcher-Tammann cobre esse intervalo inteiro com três constantes ajustadas para a composição.
log₁₀η = A + B ÷ (T − T₀), ou seja, η = 10^(A + B/(T − T₀)). O A é o logaritmo da viscosidade que o líquido teria a temperatura infinita, o B mede quão depressa ela sobe ao esfriar, e o T₀, a temperatura de Vogel, marca onde a curva dispararia. Com os padrões da tela — A = −2,4, B = 4000 °C, T₀ = 250 °C e T = 1000 °C — o denominador dá 750, o quociente 5,3333, a soma 2,9333 e o resultado 857,70 P. Confira invertendo: o ponto de trabalho é definido em 10⁴ P, o que exige T = T₀ + B ÷ (4 − A) = 250 + 4000 ÷ 6,4 = 875 °C. Digite 875 e a tela devolve 10000,00 P.
VFT é ajuste empírico e só vale na faixa em que foi ajustado, na prática entre o ponto de recozimento e o de trabalho, algo como 10¹³ a 10² P. Extrapolar acima do liquidus ou abaixo da transição vítrea erra feio, e a equação nada sabe de devitrificação, de história térmica nem de comportamento não newtoniano em taxa de cisalhamento alta. Perto de T₀ o expoente estoura: com os padrões, 251 °C imprime Infinity, e qualquer T menor ou igual a T₀ é recusado com aviso. Cuidado ainda com a unidade — o número só sai em poise se o A tiver sido ajustado em poise.
Perguntas frequentes
O resultado sai em poise ou em pascal-segundo?
De onde tiro A, B e T₀ da minha composição?
Dá para achar a temperatura de um ponto fixo em vez da viscosidade?
Ferramentas Relacionadas
Limite de Peso Recomendado (NIOSH)
Calcula o limite de peso recomendado pela equação revisada do NIOSH de 1991, RWL = 23 kg × (25 ÷ H, com H tomado no mínimo como 25) × (1 − 0,003 × |V − 75|) × (0,82 + 4,5 ÷ D) × (1 − 0,0032 × A) × FM × CM, em que H é a distância horizontal em centímetros entre as mãos e o ponto médio dos tornozelos, V é a altura das mãos no início do levantamento, D é o deslocamento vertical percorrido pela carga e A é o ângulo de assimetria em graus. Os 23 kg são a constante de carga, o máximo aceitável na condição ideal — carga colada ao corpo, à altura dos nós dos dedos, sem torção do tronco e levantada esporadicamente — e cada multiplicador desconta uma fração conforme a tarefa se afasta dessa condição. FM, o multiplicador de frequência, e CM, o multiplicador de pega, vêm de tabelas da própria norma e por isso entram como dado e não como cálculo: FM depende da frequência de levantamentos por minuto, da duração do turno e da faixa de altura; CM da qualidade da pega, classificada em boa, regular ou ruim. Divida o peso realmente levantado pelo RWL para obter o índice de levantamento: acima de 1 a tarefa já expõe parte da população a risco lombar, e acima de 3 o risco é alto para quase todo mundo. H e D têm piso de 25 cm na própria norma, então abaixo disso o multiplicador trava em 1 sem aviso na tela: digitar a distância em metros em vez de centímetros passa na validação e devolve um limite folgado demais. Informe a distância horizontal, a altura inicial das mãos, o deslocamento vertical, o ângulo de assimetria, o multiplicador de frequência e o multiplicador de pega.
Calculadora de Quantidade de Bordado Ponto Cruz por Area
Estima a quantidade de linha para bordado ponto cruz com mais detalhes por area.
Rendimento de Queijo (Fórmula de Van Slyke)
Estima quantos quilos de queijo saem de 100 kg de leite pela fórmula de Van Slyke: soma-se 93% da gordura do leite ao teor de caseína, desconta-se 0,1 ponto de perda para o soro, multiplica-se por 1,09 para incluir o sal e as cinzas retidos na massa, e divide-se tudo por (1 menos a umidade do queijo). O resultado é o rendimento teórico, a referência contra a qual se mede a perda real da fábrica: diferença acima de meio ponto entre o teórico e o balanço de tanque quase sempre é gordura escapando no soro ou corte da coalhada fora do ponto. Repare que a umidade entra no denominador e domina o resultado — o mesmo leite rende 11,2 kg num queijo de massa mole com 45% de umidade e apenas 9,5 kg num queijo duro com 35%, e essa diferença é água, não sólidos, então rendimento alto sozinho não significa processo melhor. Foi adotada a forma clássica de Van Slyke, com o coeficiente 0,93 de retenção de gordura e o fator 1,09; laticínios costumam recalibrar esses dois números para o próprio processo, e em leite padronizado por ultrafiltração a fórmula subestima o rendimento. Informe a gordura e a caseína do leite e a umidade desejada do queijo.
Taxa de Cisalhamento (Injeção)
Calcula a taxa de cisalhamento do plástico fundido num canal retangular, γ = 6Q/(W·H²), a partir da vazão (Q), da largura (W) e da altura (H) do canal. É um parâmetro crítico do processamento de polímeros: a viscosidade dos termoplásticos cai com a taxa de cisalhamento (comportamento pseudoplástico), e taxas excessivas degradam o material. Orienta o projeto de canais e bicos. Informe a vazão, a largura e a altura do canal.
Raízes Equação Quadrática
Resolve ax²+bx+c=0 mostrando discriminante e raízes (reais ou complexas).
Alcance de Braço Robótico
Calcula o alcance máximo de um braço robótico planar de dois elos, R = L₁ + L₂, somando os comprimentos dos dois elos (braço e antebraço). O resultado, na unidade dos comprimentos, é o raio do envelope de trabalho — a distância máxima que a ponta (efetuador) consegue alcançar quando o braço está totalmente estendido. Define o espaço de trabalho do robô e é o primeiro parâmetro de dimensionamento de manipuladores. O alcance mínimo (zona morta no centro) é |L₁ − L₂|, e a área útil é a coroa circular entre os dois raios. Informe os comprimentos dos dois elos.
Os resultados desta ferramenta têm caráter apenas informativo e educativo e não constituem aconselhamento profissional, financeiro, médico, jurídico, tributário ou contábil. Confirme decisões importantes com um profissional qualificado e fontes oficiais.