Número de Dormentes da Via
Calcula a quantidade de dormentes necessária em um trecho de via férrea, N = comprimento ÷ espaçamento, a partir do comprimento do trecho (m) e do espaçamento entre dormentes (m, distância de centro a centro). Os dormentes (cross-ties, ou travessas) são os elementos transversais da via permanente que recebem os trilhos, mantêm a bitola (a distância correta entre os trilhos), transmitem as cargas dos trilhos ao lastro distribuindo-as em uma área maior, e ancoram a via contra deslocamentos longitudinais e laterais. O espaçamento entre dormentes (a 'taxa de dormentação', tipicamente 0,55 a 0,68 m, ou cerca de 1500 a 1900 dormentes por quilômetro) é um parâmetro de projeto que depende da carga por eixo, da velocidade e do tipo de dormente (madeira, concreto, aço): vias de carga pesada usam dormentes mais próximos (mais dormentes por km) para distribuir melhor as cargas elevadas. Este cálculo é essencial para o levantamento de quantitativos e o orçamento da construção ou renovação de uma ferrovia, já que os dormentes são um dos principais insumos da via, e para o planejamento da logística de assentamento. Informe o comprimento do trecho e o espaçamento entre dormentes.
Resultado
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Número de dormentes da via
A quantidade de dormentes necessária em um trecho de via férrea é N = comprimento ÷ espaçamento, a partir do comprimento do trecho e do espaçamento entre dormentes (a distância de centro a centro). Os dormentes (cross-ties, ou travessas) são os elementos transversais da via permanente que cumprem quatro funções essenciais: recebem os trilhos (por meio das fixações), mantêm a bitola (a distância correta entre os dois trilhos, impedindo que abram sob a passagem do trem), transmitem as cargas dos trilhos ao lastro distribuindo-as em uma área muito maior (reduzindo a pressão sobre o lastro e a plataforma) e ancoram a via contra os deslocamentos longitudinais (frenagem, dilatação do CWR) e laterais. O espaçamento entre dormentes — a chamada 'taxa de dormentação', tipicamente de 0,55 a 0,68 m, ou cerca de 1500 a 1900 dormentes por quilômetro — é um parâmetro de projeto que depende da carga por eixo, da velocidade e do tipo de dormente (madeira, concreto protendido ou aço): vias de carga pesada usam dormentes mais próximos (mais dormentes por km) para distribuir melhor as cargas elevadas e enrijecer a via. Este cálculo é essencial para o levantamento de quantitativos e o orçamento da construção ou da renovação de uma ferrovia, já que os dormentes são um dos principais e mais numerosos insumos da via permanente, e para o planejamento da logística de assentamento (transporte, distribuição ao longo da via e colocação, hoje muitas vezes mecanizada por trens-fábrica). Informe o comprimento do trecho e o espaçamento entre dormentes.
Ferramentas Relacionadas
Carga por Eixo de Vagão
Calcula a carga por eixo de um veículo ferroviário, P_eixo = peso total ÷ número de eixos, a partir do peso bruto do vagão ou locomotiva (N, incluindo a tara mais a carga) e do número de eixos. A carga por eixo é o parâmetro mais importante para o dimensionamento da via permanente: é a força que cada eixo transmite à via (e, dividida pelas rodas, a cada trilho), governando as tensões no trilho, nos dormentes, no lastro e na plataforma. As ferrovias são classificadas por sua capacidade de carga por eixo: ferrovias de carga pesada (heavy haul, como as de minério) operam com 30-40 toneladas por eixo e exigem trilhos pesados, dormentes de concreto e lastro reforçado; ferrovias de passageiros e cargas leves operam com cargas menores. Exceder a carga por eixo admissível da via causa fadiga acelerada, deformação permanente e falhas — por isso a compatibilidade entre o material rodante e a classe da via é rigorosamente controlada. A carga por eixo também limita o peso máximo dos trens e, portanto, a produtividade do transporte. Informe o peso total e o número de eixos.
Superelevação Ferroviária (Cant)
Calcula a superelevação teórica de equilíbrio (cant) de uma curva ferroviária, h = (B·V²) ÷ (127·R), a partir da bitola dinâmica B (mm, distância entre os centros dos trilhos, ~1500 mm na bitola padrão), da velocidade V (km/h) e do raio da curva R (m). A superelevação é a sobrelevação do trilho externo em relação ao interno nas curvas, que inclina a via para dentro da curva — assim a componente do peso do trem ajuda a fornecer a força centrípeta, equilibrando a aceleração centrífuga sentida pelos passageiros e reduzindo o desgaste lateral entre roda e trilho. A superelevação de equilíbrio é aquela que anula completamente a aceleração lateral não compensada para uma dada velocidade; na prática, adota-se uma superelevação menor (a superelevação prática), pois trens circulam a velocidades variadas na mesma curva, e há limites construtivos (tipicamente 150-160 mm) para conforto e segurança contra tombamento de trens parados na curva. A diferença entre a de equilíbrio e a aplicada é a insuficiência (ou o excesso) de superelevação. Informe a bitola, a velocidade e o raio da curva.
Raio Mínimo de Curva Ferroviária
Calcula o raio mínimo de uma curva ferroviária para uma velocidade de projeto, R = (B·V²) ÷ (127·(h_max + I_max)), a partir da bitola B (mm), da velocidade V (km/h), da superelevação máxima admissível h_max (mm) e da insuficiência de superelevação máxima admissível I_max (mm). O raio mínimo é determinado pela combinação dos dois limites de conforto e segurança disponíveis para 'absorver' a aceleração lateral na velocidade desejada: a superelevação máxima que se pode construir na via (limitada pelo risco de tombamento de trens lentos ou parados e pela própria geometria) e a insuficiência máxima que se permite aos passageiros sentir. Quanto maiores esses dois limites, menor pode ser o raio para uma dada velocidade — mas ambos têm tetos normativos. Esse cálculo é central no traçado geométrico de ferrovias: define o quão fechada uma curva pode ser sem reduzir a velocidade. Curvas mais fechadas que o raio mínimo exigem redução de velocidade, o que penaliza o tempo de viagem e a capacidade da linha — por isso ferrovias de alta velocidade exigem raios enormes (quilômetros). Informe a bitola, a velocidade, a superelevação máxima e a insuficiência máxima.
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