Recuperação Mássica
Calcula a recuperação mássica (rendimento em massa) de um processo de beneficiamento mineral, R = (massa do concentrado ÷ massa da alimentação) × 100%, dividindo a massa de concentrado produzido pela massa de minério alimentado. O resultado, em %, é a fração da massa que se reportou ao concentrado — diferente da recuperação metalúrgica (que mede a fração do metal recuperado). A recuperação mássica baixa é típica de minérios pobres (pouco concentrado de muita alimentação); alta indica minério rico ou concentração pouco seletiva. Combinada com os teores, fecha o balanço de massas da usina. Informe as massas de concentrado e de alimentação.
Resultado
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Recuperação mássica
No beneficiamento mineral (a etapa que separa os minerais valiosos da ganga estéril, por flotação, separação magnética, gravítica, etc.), dois indicadores diferentes medem o desempenho, e é importante não confundi-los. A recuperação mássica (ou rendimento em massa) é R = (massa do concentrado ÷ massa da alimentação) × 100% — a fração da massa total que se reportou ao concentrado. A recuperação metalúrgica, em contraste, mede a fração do metal (ou mineral valioso) que foi recuperado, levando em conta os teores. São coisas distintas: um minério pobre (baixo teor) bem concentrado pode ter baixa recuperação mássica (pouco concentrado de muita alimentação, porque há pouco mineral valioso para concentrar) mas alta recuperação metalúrgica (quase todo o metal foi para o concentrado). Por exemplo, um minério de cobre a 1% que produz um concentrado a 25%: a recuperação mássica é baixa (~4%, pois 96% da massa é estéril rejeitado), mas a recuperação metalúrgica pode ser 90%+ (a maior parte do cobre foi recuperada). A recuperação mássica é importante para dimensionar os fluxos de material da usina: quanto de concentrado produzir, quanto de rejeito gerar (que vai para barragens ou pilhas), e o balanço de massas global. Junto com os teores de alimentação, concentrado e rejeito, ela fecha o balanço metalúrgico (pelas equações de dois produtos), permitindo calcular tudo a partir de medições parciais. Tanto a recuperação mássica quanto a metalúrgica e os teores formam o conjunto de indicadores que avaliam e controlam uma planta de concentração. Informe as massas de concentrado e de alimentação.
Ferramentas Relacionadas
Razão de Concentração (Beneficiamento)
Calcula a razão de concentração de um processo de beneficiamento, RC = massa da alimentação / massa do concentrado, quantas toneladas de minério bruto são necessárias para produzir uma tonelada de concentrado. Mede o grau de upgrade do processo: razões altas indicam minérios pobres que exigem muito processamento. É útil no balanço de massa e no dimensionamento da usina. Informe a massa de alimentação e a massa de concentrado.
Concentração Mássica da Polpa
Calcula a concentração mássica (em peso) de sólidos em uma polpa, C_w = C_v·(ρ_s ÷ ρ_m)·100, a partir da concentração volumétrica C_v (fração), da densidade dos sólidos ρ_s e da densidade da mistura ρ_m (kg/m³); o resultado é em porcentagem. A concentração mássica é a fração da MASSA total da polpa que é sólido (kg de sólido por kg de polpa), diferente da concentração volumétrica (que é fração de volume). As duas medem a mesma coisa de formas diferentes, e a relação entre elas depende da densidade dos sólidos: como os sólidos são MAIS DENSOS que a água (areia ~2,65×), a concentração mássica é sempre MAIOR que a volumétrica (uma polpa com 20% de sólidos em volume tem cerca de 40% em massa). A concentração mássica (% de sólidos em peso) é a forma mais usada na indústria mineral e no processamento de minérios, pois se relaciona diretamente com a tonelagem de sólidos processada e é o que se controla em espessadores, moinhos e flotação. A conversão entre concentração mássica e volumétrica é uma operação cotidiana no balanço de massa de plantas de beneficiamento e no controle de minerodutos e dragagem. Informe a concentração volumétrica, a densidade dos sólidos e a densidade da mistura.
Recuperação Metalúrgica
Calcula a recuperação metalúrgica de um processo de beneficiamento, R = (metal no concentrado / metal na alimentação)·100%, a fração do metal contido no minério que é efetivamente recuperada no concentrado. É a medida-chave da eficiência da usina de beneficiamento: o metal não recuperado se perde no rejeito. Pequenos ganhos de recuperação representam grandes valores em operações de grande porte. Informe a massa de metal no concentrado e na alimentação.
Água de Diluição de Polpa
Calcula quanta água precisa ser adicionada para levar uma polpa de um percentual de sólidos em massa a outro menor, Água = M × (C₁/C₂ − 1), onde M é a massa (ou a vazão mássica) de polpa que entra. A conta sai do balanço de massa: a massa de sólidos não muda na diluição, então a massa final de polpa é M·C₁/C₂ e a diferença é água. É a operação mais corriqueira de uma usina de beneficiamento — moagem, deslamagem, flotação e espessamento cada um exige uma faixa própria de percentual de sólidos, e errar a água de diluição desregula tempo de residência, viscosidade e consumo de reagente. Os dois percentuais são em massa (peso de sólido por peso de polpa), e o resultado sai na mesma unidade informada para M. Informe a massa ou vazão de polpa, o percentual de sólidos atual e o percentual de sólidos desejado.
Grau de Recuperação da Lavra
Calcula o grau de recuperação da lavra (mining recovery), R = (minério lavrado / minério in situ)·100%, a fração do minério originalmente presente na jazida que é efetivamente extraída. Nem todo o minério é recuperável: pilares de sustentação, perdas no desmonte e contatos deixam parte para trás. Junto com a diluição, define a eficiência da extração e as reservas lavráveis. Informe o minério lavrado e o minério in situ.
Rendimento de Queijo (Fórmula de Van Slyke)
Estima quantos quilos de queijo saem de 100 kg de leite pela fórmula de Van Slyke: soma-se 93% da gordura do leite ao teor de caseína, desconta-se 0,1 ponto de perda para o soro, multiplica-se por 1,09 para incluir o sal e as cinzas retidos na massa, e divide-se tudo por (1 menos a umidade do queijo). O resultado é o rendimento teórico, a referência contra a qual se mede a perda real da fábrica: diferença acima de meio ponto entre o teórico e o balanço de tanque quase sempre é gordura escapando no soro ou corte da coalhada fora do ponto. Repare que a umidade entra no denominador e domina o resultado — o mesmo leite rende 11,2 kg num queijo de massa mole com 45% de umidade e apenas 9,5 kg num queijo duro com 35%, e essa diferença é água, não sólidos, então rendimento alto sozinho não significa processo melhor. Foi adotada a forma clássica de Van Slyke, com o coeficiente 0,93 de retenção de gordura e o fator 1,09; laticínios costumam recalibrar esses dois números para o próprio processo, e em leite padronizado por ultrafiltração a fórmula subestima o rendimento. Informe a gordura e a caseína do leite e a umidade desejada do queijo.
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